Por que tão sério?

Eu sempre digo que viver achando defeitos nas coisas é não aproveitar o que a vida nos oferece. Viver ranzinza o tempo todo, de mal com as pessoas e com os negócios ao redor, de má vontade com o mundo, exacerbando problemas e achando que as coisas não têm solução, muitas vezes é excesso de vaidade, de soberba, de empáfia, de achar que se tem sempre a fórmula pronta para tudo.

Há quem não bata palmas para macaco dançar, por exemplo, achando que já sabe o ritmo da música e como fazer o som rolar. Bobagem!

Até um relógio quebrado está certo ao menos duas vezes por dia, o que já é uma ótima notícia. Portanto, nem tudo é tão ruim assim. A vida não é simplificada no certo e no errado.

A má vontade de alguns torcedores avaianos contra o seu time é evidente. E contra o clube, então, nem se fala. Como se soubessem a fórmula da vitória, como se fossem os donos da verdade. E aí, ao apontar estes tais “defeitos absurdos”, nesse discurso choroso e sem necessidade, acaba-se incitando um descontentamento generalizado.

Claro que a dissimulação reinante dirá que se está dando muita responsabilidade a quem age assim. Conversa! Quem detém o dom da palavra e a usa na internet, nas redes sociais, sabe da sua importância e do que pode influenciar no dia a dia. Que não se faça de bobo. Não pra cima de mim.

Agora se faz até troça com a minoração dos ingressos na Ressacada. Coisa que deveria ser aplaudida é tratada com desdém e escárnio, como se o postulante à última gota da garrafa de Coca posasse de sabichão. Lembro que o Avaí não é o único clube do Brasil a trabalhar com ingressos pra cá e pra lá. Ainda esta semana o Criciuma reformulou a sua carta de ingressos, aumentando os preços e aproveitando a boa fase, coisa que o fará mudar para baixo assim que o time começar a declinar. É assim o negócio, faz parte desse processo. Ninguém faz diferente.

Um desafio aos vaidosos que proponho é fazer exatamente ao contrário, é incentivar a torcida a ir ao estádio. Ah, mas aí isso vai de encontro às suas necessidades, ou preferências, ou ainda aos seus interesses. Ou mesmo contra o professor de deus. Vai que ele não lhe dê mais apoio “técnico” na elaboração de um blog, hein.

Tenho lido e ouvido que estão a revirar seus narizes para o jogo contra o ASA de Arapiraca, na sexta. Como se o campeonato disputado pelo Avaí o licenciasse a jogar contra Barcelona, Real Madrid e Bayern de Munique. Para tudo!

O nosso campeonato é esse e é a partir dele que um dia poderemos almejar chegar lá. Não há outra saída.

Se alguém quiser que o Avaí dispute campeonatos com os chamados times grandes do futebol mundial agora, nesse instante, sem passar pelas dificuldades, que vá até o camelô mais próximo e compre aqueles jogos de computador de futebol, onde se pode planejar campeonatos os mais malucos possíveis. Com a grife e até com a camisa que desejar. Quem sabe ali o Avaí jogue com a camisa da Nike, hein? Sonho de consumo de dez entre dez metidos.

Aqui, em nosso mundo, no mundo real, temos que valorizar o que temos e nos esforçarmos um pouco mais. Sabendo, primeiro, que ninguém é dono da verdade e, depois, que um cadito  de humildade não faz mal a ninguém.

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