Às moscas

Não sigo o esperneio geral por qualidade no time do Avaí.

Não, deixa eu explicar melhor: precisamos, sim, de jogadores para algumas posições, destes que chegam e querem jogar. Querer jogar, ter motivação para jogar, este é o ponto principal.

Um time de futebol pode ser composto por onze perebas ou onze galácticos, porém se estiverem a fim de jogar, o time vence. Fácil. Simples. A história de qualidade tão propalada, portanto, é subjetiva, uma vez que nem sempre alguém sabe substantivar qualidade, ainda mais dar-lhe um significado ou mesmo compreendê-la. As tolices que leio sobre a ISO, por exemplo, são de fechar o Zorra Total e os caras que zoam a certificação são os mesmos que pedem qualidade ao time, ou seja, confundindo alhos com caçarolas. A questão, colocada dessa forma, não é essa.

Os comentários que se ouvem, indo à Ressacada fria e vazia, coisa que já é trivial mesmo em dias ensolarados, são de que o time não empolga. Isso é muito curioso, partindo do pressuposto que ao tirar o seu da reta, o torcedor não apóia e ainda quer que o time se motive. Ou que a diretoria dê um jeito para solucionar tudo, e de maneira bem rápida. Ou seja, este torcedor, aquele que só vai na boa, não apóia, ridiculariza tudo, e ainda quer resultados.

É perceptível que este time do Avaí foi montado para ser competitivo, desde o tempo do Ovelha. Se tem perebas ou galácticos, isso é outra história.

E é um time com jogadores cujo perfil precisa de motivação. O que quero contar sobre esta conversa de motivação? Não é aquela coisa melosa, de vídeos prontos com choros constrangedores, musiquinha de auto-ajuda, depoimentos de atletas pegados ao acaso, fotos antigas e coros ensebados. Falo de compromisso verdadeiro e incondicional. Coisa de torcedor de estádio que apóia, aquele que está ao lado do clube.

Todo grupo que tem uma bala na agulha encalhada, como este time do Avaí, precisa de apoio. E quero dizer, também, que dar apoio não é deixar de fazer críticas. Se bem que, só para exemplificar, algumas sandices tidas como críticas, que muito letrados posudos difundem por aí, são lamentáveis. Estes mesmos letrados, que ficam dedilhando o órgão nas madrugadas, e que não é, necessariamente, uma demonstração musical, fazem algumas determinadas denúncias contra o Avaí que é típica demonstração de vaidade pessoal, de ressentimento, de razões próprias e nunca por honradez ou por um propalado respeito ao clube. Se acham num direito intragável, que não tem como objetivo ajudar coisa alguma, mas apenas abrir mais as feridas para “mostrar a verdade”.

As jogadas de podres no ventilador vistas nos últimos dias são por quem se move por raiva ou por ira, de quem não pode ser feliz enquanto suas mazelas existenciais não forem resolvidas. É uma campanha nefasta e sórdida contra a diretoria avaiana, que se expandem ao time e ao clube, criando um ambiente pesado e sinistro. Mas, obviamente, ninguém é obrigado a apoiar diretorias e todos querem transparências, não é verdade? Ou a minha verdade em primeiro lugar, certo?

Portanto, não estou falando em apoio ou ódio à diretoria, mas em apoiar o time, de não sentir vergonha de ir ao estádio apoiar este grupo de jogadores. E a coisa, agindo assim, vem como numa cascata.

Estava frio nesta terça-feira à noite? O time é ruim e o sujeito não quer sair de casa para ver isso? Tem vergonha de estar na série B? Só vai quando o Zunino sair ou quando te respeitarem como torcedor? Pois é, mas como é que eu e mais 3.500 fieis sempre estamos lá? Estes que ficam em casa são melhores, entendem mais do futebol do que os que estão indo?

Ora, o apoio a um time competitivo significa ter bons resultados, pois ele começa a vibrar na sintonia da torcida. Bons resultados criam uma sensação positiva no estádio. Os jogadores sentindo isso começam a vibrar mais ainda. A vibração chama a atenção da mídia, que por sua vez atrai investidores. Investidores com disposição graças ao clima positivo trazem dinheiro e, daí, se presume que jogadores com mais qualidade (olha ela de novo!) surjam no elenco, fazendo o time vencer mais, chamar mais torcedores, que trazem mais motivação, atraindo investidores e a bola de neve só cresce.

Viu onde tudo começou? Ah, não concordas? Pois é, eu achei que tu fostes um torcedor e não estivesse tão preocupado com o sexo das moscas azuis das Ilhas Fidji pelo PFC.

Antes que algum tapir me condene, não estou pondo culpas em torcedor, mas dizendo que ele também faz parte de tudo isso.

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2 pensamentos sobre “Às moscas

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