Pensar pequeno

A sociedade adora criar estereótipos. Os lugares-comuns, os clichês, os chavões. Vivemos, para nosso conforto, criando padrões para as coisas que nos cercam. Sair do modelo estabelecido é tolice, ou burrice, dependendo do resultado, dizem os engenheiros de obras prontas. “faz o simples”, “faz o comum”, “faz o básico”, são as frases que ouvimos ditas por quem diz deter o poder de conduzir as coisas. Sair do trivial é irresponsabilidade, atestam o candidatos a doutores da sociologia de botequim.

Pois a manifestação geral, proferida por alguns professores de deus, é de que o tempo vivido pelo Leão da Ilha na atualidade é errado. O bom era o que foi feito no passado. O bom é do jeito simples, básico, sem incomodações, sem desafios, sem traumas, sem sofrimentos. Jogamos uma série A dentro de nossas possbilidades, dentro de nosso limites, enfrentando os grandes igual pra igual. Estamos jogando a série B com as dificuldades comuns, as mesmas que conhecemos, mas com possibilidades de conseguir o acesso. Para os derrotados de sempre damos vexame, mas eles mesmo dizem que bastam dois ou três reforços que a coisa fica fácil. Porém, como não gostam de sofrer, dizem: “Não queremos sentir vergonha”.

Estes apologistas do conforto admitem, ainda, que devíamos manter um estádio acanhado, sem cadeiras, sem camarotes, sem elevadores, apenas com as arquibancadas de concreto, para o povão. Nossos times poderiam conter um ou outro jogador “de fora”, mas o resto teria que ser criado ali no Ribeirão, ou na Lagoa, de preferência que ainda fossem para o treino com chuteira numa sacolinha e pão com mortadela numa outra, para o lanche.

O presidente do clube, assim como seus diretores, na concepção deles seriam homens simples, meros criadores de galinha ou vendedores de tecido no mercado, conhecer os moradores, dar ingressos para os mais chegados e facilitar a vida de todo mundo para assistir ao Avaí.

Os investimentos no clube deveriam partir de empresas locais, pois só elas entenderiam das nossas histórias e seus investimentos se traduziriam em composição histórica, com a relevante carga emocional atrelada.

Tudo isso porque o Avaí não faz uma boa campanha no brasileiro. Confundem-se humores de arquibancada com desenvolvimento de estrutura interna. E chama-se a isso de elitização.

Não sou contra a simplicidade, ou às coisas da terra. Sou contra o pensar pequeno.

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13 pensamentos sobre “Pensar pequeno

  1. Alexandre, ouvi semana passada no debate na Radio Avaí uma frase que retrata o que esses mediocres torcedores querem ” esse negocio de vai de moto e volta de patinete ja acabou” na real era pra ter acabado, mas esses caras não largam o osso e se acham deuses da cronica, e o pior é que a turma que deveria estar chegando evoluidos acabam bebendo da mesma água e cometem os mesmos erros. Hoje ficou evidente isso pois o lado de la estava podre por dentro e ninguem falava nada, pergunto, não sabiam? claro que sabiam mas sabemos porque a mira esta sempre apontada pro Avaí e esses imbecis que se dizem avaianos torcem pelo presidente ou melhor contra o presidente ao invés de torcer pro Avaí.

  2. E o pensar pequeno passa por muitos fatores.
    A mídia esportiva costuma valorizar mais os clubes de fora do que os daqui.
    Além dos próprios clubes que se apequenam. Como escrevi ontem pelo twitter sobre o não aproveitamento dos jogadores das categorias de base. Vide Deretti não ser titular neste fraco time do Figueirense e o Renan Oliveira que não é aproveitado no Avaí.
    Cabe aos torcedores não se apequenar. Ter os pés no chão, mas sonhar e exigir que o clube seja grande.

  3. Concordo na parte da estrutura física, crescimento, melhorias do estadio, mas sobre contratações vejo que são necessárias, caso o desejo seja subir. Nós torcedores, simples mortais, em geral falamos de acordo com o que sentimos em relação ao time. O nosso Leão tem demonstrado uma queda absurda dentro de campo. O Hemerson tirou o máximo desse elenco.
    Temos uma boa zaga, volantes que podem jogar em qualquer time da série B, um excelente camisa 10, porém falta um parceiro pra ele e o nosso ataque não faz gols.
    Na lateral esquerda estamos carentes também.

    Cara, falar desse jeito do meu time é complicado, já que independente do que esteja acontecendo sei que vou no próximo jogo sempre.

    Não critico o zunino pq não vejo ng com que chegue lá e faça melhor, não vi qualquer pessoa da oposição falar em um nome ou num planejamento.
    Se eu fosse ele já teria largado e mandado todos pra PQP, pois ele não precisa do Avaí, pelo contrário, o avaí precisa dele.

    Sobre o Marcelinho: Não vivo o dia a dia, mas de longe acho que não é o cara.
    Vieram 3 ou 4 jogadores a pouco tempo que não ficam nem no banco, ou seja, só onerou a folha. Não seria melhor contratar apenas um jogador de qualidade?

    é isso…
    Abraço Aguiar

    • Fabio, se a nossa torcida participasse do Avaí como torcida, se frequentasse o estádio, se levasse o time nas costas, como toda torcida decente deve fazer, estaríamos na ponta da tabela com este mesmo time, com ou sem a tal qualidade.

      • Alexandre, por isso não citei o Thiesen porque acho que ele joga tranquilo em muitos times tanto da A quanto da B basta dar sequencia de jogos pra ele.

  4. O mai incrivel é que o Renan Oliveira nunca serviu pro Avaí, o Medina nunca serviu etc etc etc, mas se destacam em outro clube e convenhamos ele era meia no Bangu e acompanhei o campeonato carioca, não joga nem na lateral do Avaí, o Meidna a torcida reclamava o tempo todo, mas como fez dois gols no paulista ja era craque, mas quem coloca isso na cabeça desses caras é essa imprensa que acha que sabe de futebol.

    • Murilo, a imprensa carioca babava pelo Rodrigo Thiesen. Assisti a algumas partidas onde os comentaristas queriam saber de onde havia saido aquele volante. Ledio Carmona era fã dele. Aí, na última partida, quando souberam que ele iria jogar, houve uma porção de gente que torceu o nariz. E ainda vão dizer que o Campeoanto Carioca não é páreo. E o Delfinzão é?

  5. O Medina tinha grande chance de evoluir aqui, teve diversas oportunidades, mas parece que ele optou pela noite.

    Aguiar, viemos de um campeonato catarinense e com apoio da torcida, mesmo que com um número pequeno no estádio.

    Eu apoio e muito o Avaí, vou a campo, não reclamo pq acho que é um tiro no pé, acho que o Zunino ainda é o presidente.
    O problema é colocar esses caras que não agregam em nada, tipo o Marcelinho Paulista.
    Pra fazer o que ele tem feito não precisava de ninguém.
    Efetivamente o que ele fez e que trouxe valor agregado ao clube?
    Contratou Bonilha, Jailton?
    Negociou o Patrick?
    Trouxe outro lateral que não vou falar sem ver.

    Qual a evolução dentro de campo?
    O HM tem errado em todos os jogos, isso é sistemático, mas olhar para o banco de reservas e ver capixaba, carreirinha, jailton,…
    Por isso acho que ele ainda tem crédito. Se pensarmos friamente ele tirou leite de pedra com motivação, fechou o grupo, fez os caras correrem por 3, enfim, isso não dura muito tempo.
    Eu gostaria que chegasse um Leo Gago ou um Emerson que chegue aqui barato e joguem muito.
    Não deu com o Marquinhos, o gerente de futebol tem que estar trabalhando paralelamente com outros nomes. Os empresários deles fazem isso, não é?
    O Willian foi assim, trabalhou com o Avaí e Vitória, não foi?

    Eu sou sócio e vou a campo quase que 100% dos jogos desde 1997, gosto de ver o jogo e quando as reclamações crescem saio do meu lugar e me isolo pq acho errado reclamar durante os jogos, mas entendo algumas manifestações, não estas da oposição oculta, mas reclamações de alguns jogadores.
    Algumas peças não funcionam, não deram certo e pode ser que se mudarem de time joguem muito, mas no Avaí não adianta.
    Capixaba, Nunues, Pirão, Medina,….
    Cara, é tudo conseqüência:
    Qualifica o time, torcedor pega confiança e volta ao estádio.
    Lembra qdo quase caímos pra série C antes do acesso?
    O time foi sendo qualificado desde aquela época e mesmo correndo risco de rebaixamento a torcida ia ao estádio.
    No ano seguinte perdemos o estadual mas era claro que o time era bom. Mesmo com inúmeros jogos na chuva nós estávamos lá.

    Porra cara, da saudade de ver o Avaí com um time bom, de ir no campo e saber que independente do adversário, nós temos chances de vencer pq o time é bom.
    EU acho que podemos fazer 12 pontos nos 4 jogos seguintes, mas não aposto um centavo pq o time não passa confiança.
    Se o Cleber tiver marcado, bem marcado, 50% do time fica preso. É complicado amigão….

    falei pra kct, mas resumindo: Acho que se qualificar nós subimos, teremos mais visibilidade em 2013, possibilidade de maior receita e o Marcelinho não somou em nada.

    Abraço e sexta “tamu lá” na teimosia. hehehe

    • Fabio, eu também sou do tipo de torcedor que independente do time, da situação em que está vou acompanhar, para tudo pra assistir e vou à Ressacada sempre. O Medina teve um monte de chances no Avaí e os mesmos da imprensa que hoje querem ele detonavam ele e isso é que me irrita e me fez não ouvir mais esses caras, e olhe que sou um viciado em rádios, mas em florianópolis é impossível, quando o Avaí joga fora ouço a narração da TV e quando joga em casa e eu não posso ir ouço as radios da cidade do time que está jogando contra a diferença é gritante. O pior é que a nossa torcida acredite neles, e querem dizer que a torcida do Avaí é inteligente … só se for pela cabeça deles

  6. Eu nunca esqueço da frase do Miguel na final do catarinense: “a gente sabia dos problemas deles (doladelá) e não divulgamos que era pra não tumultuar”. Eles têm uma parceria com a RBS, a gente sabe disso. E nós, torcedores avaianos, não temos parceria com o Avaí?

  7. Aguiar, “eu” acho que o torcedor é parceiro. Tu achas o mesmo, Assis, Murilo, Rateke, André, Rogério, KK, Chuletas, o cara que senta ao meu lado,….somos os 4 mil que vamos ao estádio.
    se ganharmos ou perdermos vamos continuar indo na ressacada os demais vão ocasionalmente se o time estiver voando. Podemos até reclamar, mas estamos lá, independente de ter o Zunino como presidente, pois vemos o Avaí na frente. Entendo dessa maneira.

    Alguns estão mais preocupado com o valor de venda do Robinho, o qual foi escorraçado daqui, mas pra tumultuar procuram chifres em cabeça de cavalo.
    Chamar o Zunino de ladrão, um cara que não conheço, mas tem um patrimônio absurdo e injetou trocentos dinheiros no clube parece ridículo. Essa é a parte que eu discordo de muitos.

    Entendo que ele erra por trazer pessoas e confiar nestas mesmas pessoas que não tem know how nem pra montar o elenco do CEVADA, meu time de veterado (rsrsrs).
    Depois do moisés quantos gerentes tivemos? Arini, Galvão, Gustavo, Marcelinho,…
    Foram montados times caros e sem a qualidade, com muitos jogadores de qualidade duvidosa.

    Isso da conversa para 3 horas, mas o principal, penso assim, mas entendo que pense diferente, só acho errado qdo o lance vira pessoal, como fazem com o Zunino hoje.

    Abraço

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