O caminho está trilhado

Diz uma lenda muito famosa, de que num certo dia vaticinaram para o Zé Carlos, atacante do Tigre: desce e arrebenta. E o homi levou a sério. Realmente, é fantástico este jogador. Não é por nada, mas o Criciúma já faz a melhor campanha de um time na série B em todas as suas edições, e muito graças a ele. As reverências são devidas. É o herói do Criciúma inegavelmente.

É bom salientar que o Avaí jogou bem este clássico. Muito bem! Claro que a gente quer, sempre, que o time ganhe e que jogue patrolando. Mas olhando a partida com olhos de observador e não de simples torcedor, é possível perceber que a máquina do time está arrumada, faltando apenas ajustar um ou dois parafusos. Perdemos no detalhe, o detalhe chamado Zé Carlos, coisa que não temos. Não vou atrás de maria-vai-com-as-outras sobre a história de falta de qualidade em nosso time. Ficou chato e repetitivo esse papo. Time sem qualidade, como incansavelmente se apregoa, não chega como chegamos. Portanto, isso é relativo. Temos um time de série B, competitivo, esse é o fato, como o Tigre tem um time de série A. A diferença é essa. Elementar!

Quando todo mundo pede meias, laterais, zagueiros, um quero-quero novo, eu, insistentemente, peço um atacante matador. Só isso. Não precisa vir do Chelsea, do Real Madrid ou do Barcelona. Nem precisa ter nome famoso, ou ser de qualquer time grande do futebol brasileiro. Apenas um sujeito dos mirassóis da vida mesmo, que ponha a gorduchinha no fundo das redes. Temos atacantes, mas que não são matadores e isso não é nada por falta de qualidade, essa coisa que virou feijão com arroz (ops!) na mesa dos avaianos. A questão é que a característica de nossos atacantes não é a definição, e ponto.

O que se pode tirar de real nessa história é que estamos na competição, o caminho está correto, bem trilhado, vamos avançar mais ainda e periga decidirmos em casa o título desta série B, exatamente com o Criciúma. Alguém quer escrever isso?

Agora, curiosa é a história de jornalistas da Capital que omitem informações doladelá. Um metidinho aí, que é diariamente chupado por um blogueiro, com a cara mais deslavada do mundo diz não revelar nomes que é para não “ofender seus familiares”. Quer dizer que quando chamam o presidente do Avaí de quadrilheiro, de estar passando a mão no Avaí para montar a sua empresa, fazem placares para vê-lo pelas costas, chamam o Gabriel Zunino de mercenário e ladrão, isso não é ofensa? Se estão assim muito incomodados em não revelar os podres doladelá, ou não ofender aos familiares deles, porque não repudiam, então, as ofensas ditas por aqui? Questão de coerência e de vergonha na cara, meu nego! Hipócritas!

Será que parte da dívida deles, dos alvinegros, não seria para calar a boca destes chamados “profissionais da latinha” e seus seguidores?

Assim, também, como não aprovo a violência relacionada ao futebol. Ontem, um marginal que se diz torcedor avaiano lançou um rojão contra torcedores do Tigre, alegando que havia reagido às pedras lançadas no ônibus por marginais que se dizem torcedores do Criciúma. Em suma, vândalos de lado a lado, coisa abominável no mundo do futebol.

Realmente, só se vê pulga em cachorro anoréxico. Isso é um esporte para nos divertimos e não para nos agredirmos.

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2 pensamentos sobre “O caminho está trilhado

  1. Por partes: O Ricardo Jesus pode ajudar bastante em breve. O Zé carlos ta de bem com a bola, que fase!!!

    quero fazer um adendo: O delegado da partida era o filho do presidente do time “doladecá” (trabalho no continente).
    Acho que não é proibido, mas é meio estranho…
    Tirando a facilidade em aplicar cartões, um impedimento parecido com a cara do bandeira e a facilidade em dar faltas contrárias ao Avaí, esse fdp apitou mais ou menos.

    No segundo tempo o jogo estava controlado até o erro do lado direito.
    Faz parte do jogo, afinal o time fez uma boa seqüencia de jogos.

    Sobre a violência nos estádios acho um absurdo. Dificilmente vou aos jogos com a camisa do meu time, principalmente em jogos grandes.
    Jogos fora é no máximo Brusque, Metropolitano,…clássicos nem pensar.
    Sair de casa pra arrumar rolo, ou pior, ser envolvido em brigas, TÔ FORA!

  2. Na minha opinião se esse ai é o Real Criciuma como a Imprensa da capital tanto fala, não vi nadinha de especial, aliás no geral o Avaí jogou bem melhor (não assisti a outros jogos do cricri). O primeiro gol saiu quando o Avaí dominava amplamente, mas o bom atacante (nada mais que bom) e muito largo conseguiu que uma bora rebatesse nele duas vezes e entrou… o segundo foi consequencia.
    Falta ao Avaí um bom jogador como o Zé Carlos, não precisa nada de especial pro ataque. A bola morre nos nossos atacantes.

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