Um outro time

Série B é isso. Não há moleza. Não existe jogo fácil ou ganhado na véspera. É pedreira a cada rodada, em cada jogo. E não adianta fazer times “qualificados”, como se quer, times barcelônicos, com jogadores de nível de série A, que não chega. O buraco é mais embaixo. Os times de série B têm que ter pegada, raça e disposição. Como teve o Avaí neste jogo.

Se vemos um Criciúma disparando, ou mesmo o Vitória das últimas rodadas, é porque possuem uma característica peculiar: um atacante matador. Tire-os e a realidade será outra, se não aplicarem a insubstituível raça.

A vitória do Avaí contra o time dos ETs de Varginha deve ser reverenciada e aplaudida, pois foi a vitória da superação e da garra e, também, pelas mudanças efetivadas pelo técnico Maria. Diga-se de passagem, ele consegue ser um dos melhores técnicos deste campeonato, pela visão de jogo e pelas interferências que é capaz de fazer no time. Os irresponsáveis da mídia, aqueles que vivem com os olhos voltados para Goiás, que sabem mais de fofocas do que de futebol, são incapazes de perceber as nuanças promovidas pelo técnico do Avaí.

Tivemos boas estréias, pelas mudanças exibidas no jogo. Wagner Diniz, Ricardo Jesus e Camilo cumpriram o que se queria deles. Já podemos vislumbrar um outro time se formando, com alguma qualidade – aquela, não tem? – e poder de decisão. Mas é temerário e leviano se dizer que foram muito bons ou ruins assim, de supetão. As melancias têm que se ajustar antes de se dizer que AGORA VAI! Contudo, eu já possa afirmar, pelo pouco que vi, que temos futuro e jogadores.

Quando Nenê Bonilha foi contratado eu gostei. Sabia do seu bom futebol no Corinthians e do que poderia render no Avaí. Infelizmente, as turbulências próprias do futebol o deixaram desgostoso de ter que jogar no Avaí e numa série B. Sei, de fonte segura, que houve uma bela conversa entre ele e o técnico, juntamente com o presidente, para que se sentisse bem no Leão da Ilha. Tenho certeza que teremos, daqui por diante, um belo jogador a nos ajudar. Esperem e aguardem, pois será valioso para o time daqui pra frente.

Jailton, por sua vez, é um caso à parte. Ele está tendo que substituir nada menos que o nosso capitão, um líder em campo, jogador raçudo e determinado, o zagueirão Leandro Silva. Por conta das circunstâncias, Jailton entrou meio que numa roubada e terá que dar conta do recado. Creio que um pouco mais de calma e paciência ajudariam em muito a sua estabilidade.

E a torcida do Avaí, aquela que lota o estádio com seus 4 mil pagantes de média, como sempre, fez seu espetáculo à parte. E tirando os que não podem ir ao estádio por força das condições particulares, o RESTO que se diz avaiano e abandonou o time vai mofar com a pomba na balaia.

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Um pensamento sobre “Um outro time

  1. Gostei do segundo tempo.
    Ganhamos na qualidade e perdemos na marcação. No prmeio tempo isso foi nítido, havia uma cratera no meio campo.
    Na segunda etapa o BOA ficou mais fechado, ou seja, defendendo mais o resultado, o que fez o Avaí ir pra cima descuidando da defesa.
    “ACHO” que é necessário reposicionar o time com as mesmas peças para não ficarmos vlneráveis.

    No segundo tempo assisti de camarote.. É bem melhor ganhar com conforto.
    Sou sócio faz muito tempo, mas não conhecia aquela área depois de pronta.
    SHOW DE BOLA!!!

    Valeu Aguiar!

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