Sobre alhos e caçarolas

Quando se usa um gravador, ele repete as mesmas palavras que foram ditas tempos atrás. Um gravador é um equipamento inventado para se registrar o que alguém disse em algum lugar, em algum momento. Ele não admite contrariedades e nem contrapontos. É a repetição da fala de alguém, de um evento ou de uma canção, letra a letra, nota a nota. Sabe-se quem ou o quê está do outro lado.

Quando alguém repete as falas e os escritos de outro chama-se isso de cópia, de republicação, e se dá nome aos bovinos, ovinos e caprinos envolvidos e que disseram anteriormente aquelas palavras. Isso tem um nome: honestidade intelectual.

Mas quando não se é um gravador, ou não se menciona a indexação ou as referências, e vive-se repetindo as coisas com o intuito de denegrir, de ofender ou insultar a alguém em algum cargo de relevância política ou administrativa, constante e periodicamente, e não se mostra a cara, como se chama isso?

Bom, podem ser várias coisas. Conspiração, trama, pacto, maquinação.

Que pode ter motivação por inveja, cobiça, ambição, pretensão, egos inflados.

Você escolhe.

É incrível a tentativa de uma trupe de blogueiros da rede avaiana de se passar por defensores da ordem e da moral. Juro que vou interceder junto a meus amigos católicos para canonizá-los ainda em vida.

Durante muito tempo ofenderam e denegriram a imagem do presidente Zunino. Com ou sem razão, isso não vem ao caso. Mas fizeram. Além disso, misturaram aspectos pessoais com profissionais, familiares com amigos, empregados de suas empresas com funcionários do clube, tudo junto e misturado. Agiram com o cinismo e a molecagem que lhes é característica. O cinismo por deixarem transparecer a desfaçatez. A molecagem no sentido de agirem como adolescentes. Mimados? Sim.

Nunca houve uma crítica construtiva por parte deles, uma projeção de apoio, um reconhecimento por alguma vitória ou conquista avaiana. Nunca. E nas raríssimas vezes que apontavam algo positivo, vinha um pedido de desculpas. Sempre foi o Sobrenatural de Almeida ou os anjinhos loiros do Natal que fizeram o Avaí vencer, nunca por influência da diretoria ou do Zunino. Não se conhece de suas bocas palavras de estímulo ou boa vontade para os projetos avaianos. Quem só os lê e não conhece outras palavras, pensa, inclusive, que torcem para o rival. Além disso, adoram pautar outros blogueiros, jornalistas e quem quer que se meta a falar do Leão, que não seja de acordo com o que pensam. Um deles, agora, se bobearem, logo será chefe de redação da rede famosa. A suposta fama (que só ele acha que tem) parece ter-lhe subida à cabeça.

Mas o foco é, indisfarçavelmente, o presidente do Avaí.

– Ué, mas não se pode criticar o presidente?

Mas é óbvio que pode. Aliás, ele mesmo dá vazão a isso, uma vez que seu cargo tem extrema visibilidade. Alguns analfabetos funcionais, aqueles que lêem e não conseguem interpretar as palavras, vivem me criticando por achar que não permito isso. Tremenda bobagem! Ao contrário, eu promovo a divergência, por que é aí que se cria uma solução. Todos de um lado, ou de outro, é coisa de partido político totalitarista. O que eu não aturo é a ofensa pessoal barata e insidiosa.

Mas, por diversas vezes, nas mais determinadas circunstâncias, se pediu que alguns destes fulanos ou florianas apresentassem um schedule, ops, desculpe, um planejamento ou cronograma de intenções, propostas, uma forma de se obter recursos, projetos operacionais, metas, objetivos. Um simples rabisco em papel de pão, mesmo, dizendo como manter o Avaí viável por, no máximo, uns dois anos, vai. Nada. Não se vê nada. E o curioso, o mais hilário da história é que quando se pede isso eles ficam ofendidinhos. Acham que não se pode pedir tal coisa, ora, bolas, afinal somos apenas críticos, e não administradores. Sim, eu sei disso. A propósito, não apenas ofendidinhos, mas se revoltam se alguém os contraria. Por isso os acho moleques mimados e cínicos.

E aí (prometo não rir), na mais insólita e dissimulada cara deslavada dizem que querem só ajudar o Avaí. Vai, diz aí que você acredita.

Agora, com essa terrível crise avaiana, estão posando de guardiões da honra e da moral avaiana. Pra mim se acham as últimas bolachas do pacote e só. Têm que comer é muita farinha.

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