Na Ressacada ninguém está morto

Toda a pantomima organizada por mal amados não deu em nada nesta noite fria de sexta-feira, onde, na Ressacada, houve mais um jogo do Leão da Ilha contra o Garça do interior de São Paulo. E o Avaí, mais uma vez, saiu vencedor.

Não foi um jogo bonito e nem feio, foi um jogo de série B. Daqueles jogos encardidos, pegados, marcação exagerada, poucas firulas e muita vontade. Estamos ainda muito vivos no campeonato.

A torcida do Avaí, aquela que verdadeiramente JAMAIS ABANDONA O CLUBE, aquela que na alegria e na tristeza não falha, esteve lá em peso. Mais uma vez cumpriu a média de 3 a 4 mil, o que de cara dá pra imaginar que não se importaram muito com os perrengues ocorridos nesta semana que passou. Ficaram ressabiados, é verdade, mas estavam lá, firmes e fortes, torcendo pelo Avaí, apoiando, divergindo, cobrando e aplaudindo, e dentro do estádio, que é lugar de torcedor. Aliás, a ausência da famosa organizada, que torce mais pra si do que para o time, não foi sentida, assim como a dependência do Cléber Santana e mesmo do ex-treinador Hémerson Maria. Indiscutivelmente, não fizeram falta, o que comprova que a vida segue e as páginas são feitas para serem viradas. Precisamos andar com nossas próprias pernas e lugar de viúva é em enterro de marido. Aqui, na Ressacada, ninguém está morto.

O treinador Argel fez o que deveria ter sido feito há muito tempo: botou o time no ataque. A sua disposição tática em nenhum momento abdicou da marcação, mas também não jogou para garantir resultados, coisa que o competente Hémerson Maria já havia perdido a mão fazia tempo. Maria é um ótimo treinador, possui conhecimento do negócio, mas não pode cair no lugar comum dos treinadores por aí, que é priorizar a defesa. E nas mãos do Argel, ao que parece, o time vai jogar mais à frente.

É preciso avisar pra muita gente, contudo, que o Avaí não surgiu ontem no futebol. Não é um clube em formação. E tampouco, de seus 89 anos, só valem os últimos. O Avaí tem uma história e esta caminhada ao longo dos anos precisa ser acompanhada pela torcida.

Claro, num jogo decisivo, num reta final, numa campanha para título os pijamas e pantufas voltam para os armários, o estádio lota e a Beira-Mar enche. Toda a cidade vira avaiana. Que beleza! E ainda vão reclamar de alguma coisa, de ter muita gente, de o estádio não comportar todo mundo, de alguém estar sentado em sua cadeirinha. O filezinho todo mundo quer. Mas na carne de pescoço? Esse discurso de querer se preocupar com o clube e querer que ele melhore, mas não abrir mão das dificuldades para levantá-lo é conversa pra boi dormir.

A propósito, soube por aí que tem gente querendo me processar pelo que escrevo. Quero deixar claro que não existe processo a quem diz a verdade. Existe, sim, para quem ofende, calunia ou julga sem provas. Coisa que eu já devia ter feito há muito tempo.

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