As diferenças vistas por Cléber Santana

Muitos avaianos, evidentemente, assistiram à estréia de Cléber Santana no Flamengo. Aliás, se houvesse jogo do Avaí no mesmo horário contra outro time e este jogo do Flamengo, “os pessoal” iriam assistir ao time da Gávea. Natural. Mas isso é outro papo.

O que deve passar na cabeça do ex-CS10 e agora CS88, jogando pelo rubro-negro famoso, são as comparações. Homem rodado, que já jogou pelo mundo da bola, lá ele percebeu que há uma diretoria que não se entende, uma presidenta que é contestada, jogadores limitados e torcedores que vaiam dirigentes e os ofendem pessoalmente. Até aí ele notou que está tudo igual.

Mas viu que há uma grande diferença: a torcida comparece. Mesmo que se faça uma estatística pontual de alguns jogos com pouco público, no geral é uma torcida de estádio.

Ele viu, também, que os torcedores rubro-negros apóiam e entusiasmam o time. Ele deve ter percebido que o flamenguista torce para seu time chegar, mesmo observando todas as dificuldades. Ele sentiu que a pressão é maior, mas a vontade de acertar, pelo apoio que recebe da torcida também é enorme.

Se no Avaí ele era insubstituível, no Flamengo poderá perder a posição para qualquer um Negueba da vida, sem ser vaiado. Mas ele também sabe que jogando e sendo mais um, a torcida o incentiva. Cobra, mas aplaude. Contesta, mas também sabe dar elogios.

Cléber Santana, que conhece muito bem esse mundo, percebeu que não foi enganado por A, B ou C, como revela em uma entrevista dada a um destes boca-alugadas da mídia local. Diferente de muitos entendidos do futebol por aqui, ele não é de fazer birrinha e nem fuxicos de madame. Ele sabe que o buraco é mais embaixo. Ele tem a exata noção de que nem sempre a gente ganha, que as decisões não podem ser tomadas pelas emoção e que, basicamente, o mundo do futebol é um negócio.

Excelente troca pra ele, para Cléber Santana, porque ele merece. Para o Avaí, obviamente, nem tanto, do ponto de vista técnico, ainda que a parte financeira tenha ajudado.

Quem sabe, no futuro, quando a gente entender menos de futebol e torcer mais para nosso time, as diferenças não existam mais.

Anúncios

3 pensamentos sobre “As diferenças vistas por Cléber Santana

  1. Aguiar,

    Provavelmente, estás fazendo referência ao “trem pagador” que é o Flamengo, ou Vasco, Corinthians, por esses do Brasil…

    Em terras cariocas, as médias e o incentivo da torcida rubronegra não tem sido isso tudo, principalmente se levarmos em conta os tamanhos e as tradições de Rio de Janeiro e Florianópolis. As partidas em que o time do CS88 foi mandante não receberam grande públicos. Confiras:

    1. 14.238, Inter;
    2. 4.066, Coxa;
    3. 13.195, Santos;
    4. 6.645, Atletico-GO;
    5. 12.027, Corinthians;
    6. 5.732, Portuguesa;
    7. 7.073, Náutico;
    8. 15.459, Vasco;
    9. 6.035 , Sport;
    10. 4.087, Ponte Preta;
    11. 15.625, Grêmio;

    O jogo de ontem, em Goiânia, teve um público de 23.887 pagantes. Como salientei, Flamengo, Vasco, Corinthians, são time populares, “trens pagadores”, que levam bons públicos por onde passam, mas em seus “terreiros”, a coisa está “iguali, iguali, iguali” aqui…

    Curiosamente, quem tem feito esse papel de trem pagador na Série B é o nosso Leão, que tem tido bons públicos fora da Ressacada…

    CS88 vai se sentir em casa!

    Saudações AvAiAnAs!

    André Tarnowsky Filho

  2. Bom, não se pode fazer a avaliação por um campeonato. Assim como a nossa média histórica é de 3 a 4 mil (segundo site da FCF) a deles é bem superior a isso, e em tempos bicudos a torcida tende a apoiar, diferente da nossa.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s