As opções do Argel parte II

Sábado passado publiquei a primeira parte das “opções do Argel” e fiquei de  demonstrar, posteriormente, outras opções de esquemas para o Avaí.

E como ontem na Ressacada só houve treino físico, vou acreditar que até o Argel acompanha o portal Todo Esporte SC e está esperando sugestões para realizar os treinos técnicos e táticos do Leão (tá bom, menos Gilberto, menos!)

Porém, antes, são necessárias três ponderações:

1) Será quase impossível, de acordo com o histórico do treinador, que o Argel escale o Avaí com três zagueiros;

2) Nesta série B todas as partidas que o Avaí atuou com dois meias de criação os resultados não foram satisfatórios em termos de conquista de pontos;

3) Em compensação, nos jogos que o Avaí atuou com dois alas (no papel de meias e pontas) ou com três volantes, mesmo que tenha jogado mal, pontos importantes foram conquistados;

Efetuadas estas considerações vamos debater sobre as possíveis formações táticas do Avaí para as próximas partidas.

A primeira delas é a que foi utilizada no segundo tempo contra o Guaratinguetá  e que aparentemente é a preferida do treinador, o 4-3-3. Tal formação funcionou contra o time paulista, mas surtirá o mesmo efeito contra o próximo adversário, por exemplo? Acredito que possa até surtir, porém será necessário utilizar outros jogadores. Como eu afirmei no sábado, neste esquema do Argel, eu escalaria: Moretto; Arlan, Rafael, Thiago Medeiros e Pirão; Bruno, Mika e Erick Flores; Diogo Acosta, Julinho e Ricardo Jesus.

Mas e se o técnico Argel trouxesse para o meio de campo os dois pontas, transformando-os em alas, como seria o time no esquema 4-5-1 (4-2-3-1)?

Nesta formação o sistema defensivo formaria duas linhas a última de quatro jogadores e a primeira de cinco, restando ao centro-avante estar preparado para os contra ataques. Neste sentido o ideal seria que os laterais possuam melhores características de marcação do que de apoio/ataque. E por isso, Pirão se encaixa melhor do que Julinho na lateral esquerda. Com a vantagem de que Pirão possui um potente arremate ao gol de média e longa distância.

Mas para atuar na lateral direita quem poderia fazer esta função? Não vejo em Arlan estas características. Wagner Diniz, nas partidas em que atuou, demonstrou não estar em sintonia com o restante da equipe. Uma opção, que já deu certo em outras oportunidade, seria o Diogo Orlando, mas ele está no DM e assim como a possibilidade de utilizar um zagueiro, o Cássio, por exemplo, não haveria o mesmo elemento de ataque como há com o Pirão, pela esquerda.

Calma, ainda existem outras opções. Uma delas seria escalar na lateral direita o Nenê Bonilha, que chegou ao Avaí como volante e já atuou de meia direita. Ou seja, em tese entende de marcação e demonstrou, em poucos lances é verdade, que também tem um chute de média distância que pode surpreender o adversário. Eu, atualmente, ficaria com esta opção. Mas ainda existe outra possibilidade, que seria a de escalar na lateral direita o volante Bruno e no seu lugar, no meio de campo, colocar o Rodrigo Thiesen. Na defesa também há um porém. É bem provável que o Argel escale o Fred, mas eu iria de Thiago Medeiros, principalmente por ser uma estreia diante da torcida.

O time ficaria escalado da seguinte forma: Moretto; Bonilha, Rafael, Thiago Medeiros e Pirão; Arlan, Bruno, Mika, Erick Flores e Julinho; e Diogo Acosta. Em campo ficaria disposto dos seguintes modos:

Para se defender:

Para atacar:

Dois detalhes:

1) Se a situação do Cléverson estiver regularizada e ele realmente disposto a jogar, ele cabe neste time no lugar do Arlan.

2) Importante destacar, também, que na próxima partida dois jogadores, conhecidos dos avaianos, merecem uma atenção especial dos marcadores: Pedro Ken e William. Porém, o atacante está se recuperando de “um problema na parte posterior da coxa direita. Será que joga?

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2 pensamentos sobre “As opções do Argel parte II

  1. Rateke, poderia fazer um meio campo bem povoado e dinâmico:
    Moreto;
    Arlan, Rafael, 4º zagueiro e Pirão;
    Bruno, Mika, Bonilha, Erik e Camilo;
    Diogo Acosta.

    O Bonilha demonstrou agilidade;
    Mika tem um bom chute;
    Bruno a pegada;
    Erik e Camilo podem chegar a frente, encostar no Acosta.

    Nossos atacantes definitivamente não atravessam boa fase, então talvez valha ganhar o meio e rezar para alguém chegar a frente em boa condição para concluir.

    No decorrer do jogo, caso necessário, se for para abrir o time deles, pode tirar um meia e por o Carreirinha aberto na ponta.

    Abraço

    • O raciocínio é este mesmo Fábio. Para colocarmos dois meias de criação é preciso ter três volantes (Bruno, Mika e Bonilha) se não o time não anda. Só tenho dúvidas se entraria logo com o Camilo ou o deixaria para ser uma opção no segundo tempo. Além do mais, como bem disseste os atacantes estão devendo, e muito!

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