O barato do futebol

Passadas as agruras da semana anterior, quando uma tsunami se abateu sobre a Ressacada, parece que os rancores se amainaram. Aqueles bicudos e intragáveis já declaram novamente amor ao Avaí, a animação parece ter voltado e é possível que até haja convocação para o próximo jogo. Nem se fala mais em protestos e coisa e tal, pois mesmo que se queira forçosamente dizer que aquela meia dúzia de batedores de lata tenha feito um barulho estrondoso e tenha sido um sucesso, surtiu o efeito contrário e não passou de um rádio fora de sintonia.

Uma nova bandeira foi colocada no mastro, portanto já não dá mais para pôr a culpa no Zunino por tudo e já há até quem engula o Argel, vejam só. E logo, logo, a viuvez pelo Maria e pelo Cléber Santana se dissipa. Pelo Renato Santos nem há manifestações de perdas e danos, uma vez que era vaiado às escondidas.

O fato é que, como sempre digo, futebol é resultado. Bastam algumas vitórias daqui por diante, um encaminhamento de classificação, ou mesmo uma manutenção com dignidade, que as pantufas voltam para o armário. E aquele papo de revolução a todo custo toma o rumo da gaveta. É típico de torcedor a bipolaridade e ficar se remoendo e alimentando ódios ou fazendo inimigos por causa do futebol não leva a nada.

Bem se sabe que algumas informações, na maioria das vezes, são colocadas de propósito, pois o alvo é bem definido. A intenção é desnortear, conduzir, fazer rodeios, usar de subterfúgios e, se possível, ainda derrubar a gestão Zunino agora. Os zuninômetros não me deixam mentir. E aí, baseado na tal tese de confidencialidade (que virou chazinho pra toda dor de barriga na Ressacada) diz-se que o que há não pode ser investigado, etc e blábláblá. E tome notícias plantadas.

Mas aí eu me pergunto: se nada é investigado ou divulgado, como se diz, como é que se sabe de tantas coisas?

Todavia, com gol de Evando narrado na rede famosa, a emoção toma conta do lugar, a cara de paisagem aparece e eles esquecem até por que brigavam.

Por isso que sigo sempre a mesma linha de conduta. Não faço esses malabarismo pra tentar ser o dono da verdade e nem dizer que minha razão é aquela que não tapa o sol com a peneira.

Se as coisas derem certo, vamos aplaudir. Se não der, amanhã faz um dia, torcendo para que dê certo de novo. Futebol é coisa pra se divertir e não para fundar partido político.

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2 pensamentos sobre “O barato do futebol

  1. Ao melhor estilo Milton Leite: “Segue o jogo”.

    Futebol é bom por isso, tem uma mágia diferente, emoção, faz o torcedor ficar puto durante 90 min., e se o nosso time fizer aquele goooool faltando 30 seg pra acabar o pelada, o cara dorme sorrindo e sonhando com o gol de canela, comparando o Camilo ao Messi, fala aos 4 cantos o famoso bordão, “esse Avaí faz côsa, isteopô”.

    “segue o jogo”.

    Abraço

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