A Hora da Base

Depois do que houve na Ressacada hoje, para o bem de se montar um grupo mais dinâmico para a próxima temporada, seria prudente o Avaí começar a usar seus jogadores das categorias de base nesta etapa final da série B. E nem é para angariar lucros, para que surja um Neymar, ou para ter um novo time. Essa prudência seria para abrigá-los de uma provável cobrança, coisa que frequentemente é efetuada pela chata torcida avaiana.

É bom que se diga que a situação a que chegamos já era esperada. Não me surpreende. Foi um ano atípico do ponto de vista da participação da torcida na Ressacada e sobrou para a diretoria resolver, sozinha.

Evidentemente que uma porção de gente torce o nariz cada vez que eu digo isso, mas como não sigo blogueiros, jornalistas, torcedores murrinhas, conselheiros e nem diretoria, pouco me importa o que pensem. Eu apoio o Avaí como um todo e não os que torcem contra ele. Se não entendeu, também não vou desenhar.

Como também não me movo pelo lugar-comum de caça às bruxas, não ponho culpas em torcedores, ainda que as pessoas entendam diferente. Mas, fazer o quê? Nem sempre um bom dicionário está ao alcance de todos. O que eu cobro é participação, isso, sim. E participação de torcedor num estádio pode mudar ânimos e campanhas.

Sabemos que a diretoria avaiana tem a sua parcela de responsabilidades ao apostar em Marcelinho Paulista. Errou pela ambição de querer dar passos maiores que as pernas e sem conhecer o caminho. É preciso dizer que os Conselheiros, da situação ou da oposição, foram omissos o tempo todo e não ajudaram no que deviam. Ficaram rezando pra diversos santos. E, enfim, lugar de torcedor é no estádio e quando a coisa está ruim. Esse negócio de ir só na boa é oportunismo. Mas, ninguém quis assim e agora é tarde para chorar pelo leite derramado. O negócio, a partir de agora, é montar um time do jeito que der com os garotos da base.

Ao se montar um time de futebol não existe fórmula mágica nem modelo pronto. Sou da opinião de que time de futebol bom é aquele que ganha campeonatos, mas até chegar lá muita gente entendida torce o nariz para jogadores os mais diversos, uma vez que a coisa chamada paciência não existe neste esporte e a coisa chamada pedantismo é freqüente dentre os ixpecialistas espalhados na mídia, e repercutida por blogueiros, feicibuqueiros e tuiteiros.

Posso elencar diversos jogadores vencedores que foram execrados pelas torcidas e acabaram sendo importantes na condução de um título. Lembro, de supetão, do caso de Branco, lateral esquerdo na seleção do Brasil de 1994, tetra-campeã nos EUA, e que foi criticado covardemente porque a mídia tupiniquim queria Leonardo na vaga. Para muitos, Branco estava acabado para o futebol, sendo remanescente da seleção derrotada na Itália, em 1990. Não servia para vestir a camsia da seleção. Igual a certos discursos que há por aqui. E só acabou ocupando a vaga porque o queridinho do Flamengo e do Milan havia sido expulso por uma cotovelada covarde num jogador estadunidense, pelas oitavas-de-final. Branco entrou, assumiu a sua função e fez o golaço de falta contra a Holanda, que classificou a seleção do Brasil para a semi-final.

Assisti, dia destes, a alguns jogos do Avaí de 2009, daquela campanha histórica, e lembro de dois injustiçados: Ferdinando e Luis Ricardo. Hoje jogariam facilmente no Leão, mas naquela época eram vaiados e desprezados pela torcida, que entende muito de futebol, diga-se de passagem.

Por isso, se o Avaí quiser aproveitar os jogadores da base para a próxima temporada, e, segundo opiniões de amigos, há alguns bons valores ali, aconselho a colocá-los agora, que a torcida não está mais afim e nem os jogadores titulares. Irão conhecendo a Ressacada vazia de sempre, disputarão com jogadores de outros times, viajarão para tranqueiras e podem ainda ver-se na disputa de um título, que o Criciúma pretende obter no último jogo na Ressacada. A hora de usá-los é agora quando ninguém está olhando.

Histórias mal contadas

Desde o nascimento até a morte, nossa vida se dá por um processo linear de construção. À medida que vamos avançando no tempo, vamos agregando coisas que nos tornam diferentes, hoje, do que éramos ontem. É um processo natural e irreversível. As conquistas ou derrotas são analisadas de acordo com nossas aspirações. Mas é inegável que o aprendizado e as necessidades de melhorias são constantes.

Faço este arrazoado formoso e engraçadinho em razão da ideia difundida de que o Avaí Futebol Clube perdeu muito mais do que ganhou neste últimos anos. Claro que esta opinião, vindo de quem veio, é uma bobagem. Bem sabemos que o interesse ali não é ajudar o Avaí, mas torcer contra o presidente Zunino. Tudo que houver de ruim e desinteressante associado a ele, essas pessoas evidenciam, multiplicam por dez e elevam à potência infinita. O ódio e o rancor associados é muito maior do que a constatação da realidade, que é bem diferente dessa análise de botequim, grifada acima.

É preciso deixar claro que não se acaba o que foi construído. É perda de tempo querer reconstruir a História, seja de qualquer pessoa, lugar ou instituição. A História não é aquilo que é contada pelos homens, mas o desenrolar dos fatos. O que algumas práticas tendenciosas arriscam é maquiar os processos, dar uma pintura nova, esconder fotografias, reescrever páginas, mudar vozes. Quem fez cursinho de fotoxópi adora reinventar a roda e tenta enganar algumas pessoas por algum tempo. Mas não enganam o tempo todo. Um dia a casa dos fotoxupadores cai.

O que se tem que fazer é uma reavaliação dos rumos do que aconteceu na Ressacada, entender o que foi feito, aprender com os erros e retomar o caminho. É assim que se constrói algo promissor e duradouro e não dando chutes em tudo.

Veicula-se, por exemplo, com conhecimento de causa, que o presidente do Avaí vai investir tudo no clube no ano que vem para torná-lo campeão, ir para a série A e terminar o ano por cima, cujo interesse dele é se manter por mais alguns anos à frente do clube, numa atitude, considerada por estes enganadores de páginas da História, mesquinha e ordinária.

A minha pergunta é: as pessoas torcem contra o presidente ou para o Avaí? Por que se estão torcendo para o mal do Avaí e que isso faça o presidente Zunino cair, eu afirmo que são infantis, presunçosos e imbecis (no sentido patológico do termo) e vou recomendar profissionais qualificados para tratamento de choque. Ora, onde já se viu tanta bobagem. Nem adolescentes mimados agiriam com tamanha estultícia.

Curioso é que as pessoas não vão às fontes para saber o que se passa. Ou melhor, não vão com boa vontade. Não olham nos olhos, não ouvem os dois lados. Elas preferem se valer de comentários de blogueiros mal amados ou comentaristas rancorosos nas redes sociais para formar opinião e ainda dizer que é “fonte segura”. Ou então indo atrás de jornalistas preguiçosos, que tuitam ou fecibuqueiam mais que menina de colégio. E então dá-lhe levantar a tal tese da confidencialidade. Cadê tirar o traseirinho da cadeira e conversar diretamente com a tal fonte sobre as notícias que ouve e lê por aí?

Não vou fazer defesa de tese do que o presidente Zunino fez ao Avaí durante seus anos na instituição. Não há necessidade. Apenas digo que, se alguém ainda tiver aquela massa esponjosa dentro de sua caixa craniana, reflita. Uma coisa é lamentar as derrotas e as possibilidades de conquistas que ficaram pelo caminho, fruto muito mais de uma ambição por querer fazer mais do que por irresponsabilidade. Vamos lamentar, sim, tudo isso e exigir mais cuidados. Outra coisa é embotar o cérebro por raivinhas pueris, rancores alucinados e ódios intempestivos e tentar mudar as coisas. Professores de deus, jornalistas bocas-alugadas e madames ansiosas não vão reescrever a História do Avaí.

Culpado ou inocente, seo juiz?

Se tem uma coisa que me dá engulhos na garganta e reviravoltas na vida é a tal da hipocrisia. É aquela atitude de simular algo que não é, de fingimento, impor um sentimento ou atitude virtuosa que não se tem. O sujeito tirou curso de palhaço, mas posa de publicitário. Confere, produção?

Não existem santos por aí, nem virgens vestais. Posar de bom moço e apontar os dedos como se fôssemos o poço da moral e dos bons costumes é a expressão máxima da hipocrisia. O bom mocismo só existe em filme de farveste. Daí o sujeito me aparece com falso moralismo, com as acusações levianas e torpes para arrebentar reputações e obter seguidores e ainda quer me fazer acreditar que é imaculado? Buscar isso é uma coisa, mas querer apontar nos outros é bem diferente. Isso é hipocrisia, seo Arnaldo!

O futebol é a expressão máxima da cultura humana no âmbito do falso moralismo. É aqui, no futebol, um jogo (jogo mesmo, de sorte e azar) onde interesses e negócios se misturam e uma porção de gente se arvora o dono da virtude máxima e suprema do Olimpo, que a hipocrisia mais aparece. Qualé, pastel, tu pensas que não é assim?

Diz-se, com a cara mais sincera do mundo, que torcedor de futebol pode ir a campo vaiar, ameaçar e ofender jogadores, chamar dirigentes de ladrões e colocar as famílias de uns e outros no paredão, quando não partem para agressões físicas. Assim, sem que lhe doa a consciência. E tudo pela questão financeira, por uma lógica comercial, do tipo, eu pago eu posso. Mas como, cara-pálida? Pagas merrequinha de mensalidade ou um ingresso e achas que podes achacar a condição humana de qualquer um? E se zelas tanto assim pela moral e bons costumes, pelo bom desempenho, pela honra às tradições, por que mentes tanto na vida privada? Ah, perdão, estava falando com um monge franciscano e me enganei. Desculpa aí!

A vaia é a expressão máxima da dor de cotovelo, é a manifestação do frustrado, do fracassado, daquele que vê nas derrotas do seu time a sua própria incapacidade. Vais dizer que és diferente?

Se alguém quiser que algo se resolva, mesmo, de verdade, e se for resolvido na vida, que dê sugestões de melhorias, apresente propostas, ensine o caminho, antes de abrir o berreiro para ofender ou insultar alguém. E a vaia é bem isso, é a atitude suprema do sujeito metido, que pensa saber o caminho das pedras, mas é um derrotado por excelência e canaliza nos outros, nos jogadores e comissão técnica as suas mazelas existenciais. E não apenas para o Avaí, isso serve para qualquer time.

E que fique claro, ninguém aprende com a vaia. Sem essa de que ela é educadora, como dizia Nelson Rodrigues. Sem esse papo aburguesado de que o sujeito está ali para sofrer pressão. A vaia só acumula desgostos e ressentimentos, cria fibroses no intelecto, prepara o criticado para uma vingança. O reforço negativo não educa, só adia o problema, não resolve. Experimente vaiar seu filho todas as vezes que ele for mal na escola, ou alguém que não lhe faça uma tarefa que lhe é pedida. É como usar guarda-chuva invertido na tempestade. Uma hora vira, e na sua cabeça.

Há um pensamento medíocre e linear de que se está imputando culpas na torcida pelas derrotas e pelo pouco desempenho do time neste ano. Bom, se alguém pensa assim é melhor rever conceitos. Eu aconselho um psiquiatra, mas se quiser vá a um proctologista mesmo. Desse aqui que vos escreve nunca saiu isso. Que se encerre esta sandice. O que sempre afirmo é que devemos, como torcedores, dar mais apoio ao clube e incentivar os jogadores em campo. Se fôssemos para ser críticos e analistas ao extremo com vaias e insultos durante as partidas, deveríamos mudar de lugar, sair das arquibancadas e ir paras as cabines de rádio e TV. Pelo menos ali a hipocrisia é institucionalizada.

Quem quer realmente ajudar a outro não vaia, mas estende a mão.

Tigre acelera e começa a ver os rivais distantes pelo retrovisor !

Inacreditável !  De novo começo meu comentário assim…  acredito que quase a metade dos meus comentários usei essa palavra após cada jornada. Não foi diferente nesse último confronto.

Eram 40 graus em Campinas, num horário cruel para prática do futebol. Mas é o Brasil ! Tanto que o jogo foi apático, lento, sem muitas emoções. O goleador Zé Carlos ficava isolado na frente e não havia uma ligação do meio para o artilheiro. Esse papel era muito bem feito pelo Lucca, e que Tiuí não conseguiu fazer com êxito. Kléber , o grande pilar do meio pra frente também não se houve bem. Enfim , um jogo de dar sono, até os minutos finais, novamente.

O Guarani abriu o placar aos 32 minutos do segundo tempo, numa falha de marcação dos zagueiros do Tigre deixando dois atletas do Guarani com apenas o Mateus na marcação. O gol foi anotado por Danilo Sacramento que em princípio teria sacramentado a vitória campinense. Mas lembrei que era o Tigre que estava em campo ! Pois não é que aos 36 minutos sobra a bola nos pés de quem ???   quem  ????  quem ?????    Zé Caaaaaaaaaarlossssssss !!! Livre, chuta para o gol, a bola ainda resbala no zagueiro do Bugre e entra para os fundos da rede. Beleza !  O empate até que seria razoável, sendo que nas próximas partidas o Criciúma viesse a vencer em casa.

Então amigos, o árbitro deu 2 minutos de acréscimo e aos 47 : 14 min, o lateral Marlon cruza a bola na área do Guarani, o goleiro agarra a pelota e pronto…  o árbitro vai acabar a partida…  nada disso: o goleiro larga a bola e o reserva Lins vai atrás dela e empurra para dentro do gol,  vitória do Tigre.  Inacreditável !!!

O Criciúma alcançou a liderança e  manteve-se com 7 pontos distante do quinto colocado. Faltando 5 rodadas, acredito que mais uma vitória já seja possível assegurar a classificação para a sére A. Quanto ao título, a conta agora ficou simples: vencer os três jogos em casa, contra Joinville, São Caetâneo e Atlético Paranaense e buscar alguns pontos fora de casa. E já pensou, decidir o título na última partida na Ressacada contra o Avaí ????? Invadiremos o melhor estádio catarinense  !!! Seria um jogo histórico !!!!

RA Racing Kart Indoor 2012 ETP 07 – Chuva Mais Velocidade, é Igual a Emoção!

Toda final de campeonato tem sua emoção, principalmente por colocar um ponto final na história escrita durante todo o ano, é neste ponto que todas as dúvidas são sanadas, no qual são coroados os campeões e consolados os derrotados, sem dúvida o ápice do esporte. Porém ninguém imaginava o quanto emocionante a última etapa da RA Racing seria, com direito a chuva, fim de jejum de vitórias e a consolidação de novos nomes no campeonato.

A previsão do tempo indicava chuva leve em alguns momentos do dia, porém como nas últimas quatro etapas, esperava-se que a chuva não aparecesse. Para a última etapa de 2012 foi utilizada uma forma de disputa diferenciada. Foram realizadas duas baterias, na primeira, os 4 líderes do campeonato que tinham a possibilidade matemática do título ficaram de fora, sendo assim, os outros 10 pilotos foram à pista para disputar 6 vagas para a bateria final.

Na primeira bateria, depois do treino classificatório Nardi Arruda largou na pole, seguido de Irineu Antonio, Adriano Santos, Ari Pereira, Alan Aguiar, Leonardo Arruda, Renato Simão que fez sua estreia na RA Racing em sétimo, Israel e João Aguiar, respectivamente.

João Aguiar e Israel brigaram com seus karts, João abandonou depois de uma quebra, voltou a pista com um kart reserva, mas devido a sua falta de experiência não conseguiu recuperação na prova. Israel rodou e acabou sem chances na primeira bateria. As disputas foram emocionantes, principalmente entre os pilotos Alan Aguiar, Ari Pereira e Leonardo Arruda. Com a rodada de Nardi perto do final da prova, o constante Irineu Antonio sagrou-se vitorioso na primeira bateria.

A segunda bateria teve o grid invertido de acordo com o campeonato. O céu estava muito escuro, era certo que a chuva cairia durante a prova.

A largada aconteceu sem incidentes, porém na curva 3, Nardi, Barni e Adésio se tocaram, e quem levou a pior foi Nardi que foi parar na grama. Já na segunda volta Alan Aguiar que seguia no segundo lugar, segurava seus adversários para que seu companheiro de equipe Irineu Antonio ganhasse uma vantagem considerável na ponta. Alan Aguiar na sequência acabou caindo para quinto lugar.

O panorama da corrida começou a mudar quando os primeiros pingos de chuva caíram sobre o Kartódromo Internacional do Beto Carrero, Irineu que estava com certa vantagem, conseguiu manter a liderança por algumas voltas mesmo com a forte chuva, porém devido a quantidade de água na pista acabou rodando, dando espaço para Renê Oliveira assumir a primeira colocação seguido de perto por Adésio Mathies e Ari Pereira. Na parte de trás do grid foi um show de rodadas, Adriano Santos, Leonardo Arruda e Nardi Arruda, todos viram o mundo ao contrário, brigando com seus karts e com a pista completamente molhada.

Adésio Mathies acabou rodando quando segurava a terceira posição, desta forma dando adeus ao campeonato de equipes e ao terceiro lugar no campeonato. Rafael Barni, que se envolveu em alguns toques no inicio da bateria, foi pouco a pouco se recuperando, melhor ambientado com estado da pista, Rafael consegue uma grande ultrapassagem e mesmo sofrendo pressão de Alecsandro Böhm segurou até o fim a terceira colocação na pista e na classificação geral do campeonato, assim garantindo o campeonato de equipes para a Topgear Pro Drivers.

Pelo receio de rodar devido as condições na pista, os pilotos favoritos ao título mantiveram o ritmo preciso para garantir a posição e a pontuação no campeonato.

Alecsandro Böhm pouco pode fazer com a pista molhada, não conseguindo manter um ritmo mais agressivo para chegar em Renê, assim garantindo o vice-campeonato, sua melhor posição na competição. Adésio Mathies, que é o maior vencedor no Kartódromo Beto Carrero surge com grande força para 2013, depois de uma segunda metade vitoriosa na competição.

Faltando poucas voltas para o final, o campeão do ano de 2011, Ari Pereira, ultrapassou Renê Oliveira, coroando sua brilhante corrida, andando no limite e mostrando porque foi campeão em 2011. Ari Pereira voltou a vencer depois de 1 ano e assegurou o terceiro lugar de equipes para a Nolimite Pro. Renê Oliveira cruzou a linha de chegada em segundo lugar, consagrando-se pela 4ª vez campeão da RA Racing.

Esta foi a última etapa do campeonato de 2012 e sem dúvida a mais emocionante. As previsões para o campeonato de 2013 são otimistas, pois muitas novidades estão por vir, uma destas é o numero de competidores que irá aumentar, possibilitando a criação de duas categorias. Aguarde que em breve traremos mais informações sobre o próximo ano.

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Por Alan Aguiar e Irineu Antonio

Avaí versão 2013

No dia 20 de outubro do corrente ano, logo após a partida contra o Goiás eu escrevi um texto que tratava de pensar os jogadores do atual elenco que o Avaí poderia utilizar par ao ano de 2013. Quatro dias depois o André Tarnowsky, em seu blog, publicou o texto “Monte o Avaí 2013“, indicando as datas de vencimento dos contratos dos atletas do clube.

Muitas são as variantes para a manutenção de um jogador num time de futebol, renovação de contrato ou rescisão contratual. Há questões financeiras envolvidas, relacionamentos com empresários, vontade do jogador, ou seja, uma gama considerável de aspectos a serem avaliados e considerados.

Como não vivo o dia a dia do clube irei emitir minha opinião de quais jogadores podem ficar para o Avaí de 2013, levando em conta as informações apresentadas pelo André.

Seria possível com estes jogadores montar um time para o campeonato catarinense?

Antes disso, será que o Argel ficará até o fim do seu contrato, em maio de 2013? Eu, particularmente, não acredito que ele seja, no momento, um bom treinador para o Leão. Mas, já que o Avaí está com problemas financeiros e a rescisão do seu contrato pode gerar mais prejuízos, vou considerar que ele permaneça até maio do ano que vem.

Assim sendo, devemos considerar que o esquema, aparentemente, preferido pelo Argel é o 4-3-3. Mesmo não tendo dado certo neste ano, em virtude da inoperância dos atacantes. Porém, o próprio treinador deixou de testar Julinho de ponta esquerda e Arlan de ponta direita. Quem sabe não surtiria um bom efeito?

Mas vamos ao que interessa:

Segundo o Tarnowsky, o contrato de dezenove jogadores vencerá ao final deste ano. Goleiros: Diego e Moretto; Zagueiros: Jaílton, Leandro Silva, Cássio, Fred, Rafael e Thiago Medeiros; Lateral: Wagner Diniz; Volantes: Nenê Bonilha, Pirão e Mika; Meias: Camilo e Erick Flores; Atacantes: Diogo Acosta, Evando, Ronaldo Capixaba, Nunes e Ricardo Jesus. Além destes, quatro jogadores que estão emprestados tem contrato terminando ao final do ano: Gustavo, Neílson, Diego Palhinha e Otávio Augusto (quem?). Não vejo razão para renovar com nenhum destes quatro.

Dos jogadores acima creio ser interessante renovar o contrato com um dos goleiros (de preferência o Diego); com o zagueiro Leandro Silva (se o Argel ficar é muito provável que o Fred também tenha o seu contrato renovado); com os volantes Mika e Pirão; e , talvez, com o atacante Diogo Acosta.

O André também discorreu sobre os atletas que possuem contrato com o Avaí além de dezembro deste ano, sendo eles: Goleiros: Vitor e Aleks; Laterais: Aelson, Arlan e Julinho; Volantes: Rodrigo Thiesen, Diogo Orlando e Bruno; Meia: Jefferson Maranhão; Atacantes: Laércio, Cléverson, Felipe Alves e Fábio Santos.

Na situação acima não trata de renovar os contratos, mas saber quem ficará no Avaí ou poderá ser emprestado para outro clube. Afinal, rescindir o contrato gerará prejuízo aos cofres do clube. Não vejo motivo para se emprestar os dois goleiros. Em relação aos laterais creio ser interessante contar com Arlan e Julinho. Atenção ao contrato do Arlan que vence em julho do próximo ano, não seria bom renová-lo? Já o Aelson confesso que nem sei a razão de ter o contrato renovado (vence em maio do ano que vem), dito isto eu tentaria emprestá-lo para algum clube. Também acredito ser interessante manter no plantel os três volantes Bruno, Thiesen e Diogo Orlando. O meia Jefferson Maranhão tem contrato longo e não vejo motivo para ficar. Um empréstimo creio que seria a melhor alternativa. Mesmo destino deve ser o de Fábio Santos e pelo visto o Cléverson. Laércio e Felipe Alves podem compor elenco.

Mas os jogadores que possuem vínculo com o Avaí não param por aí. Dez jogadores estão emprestados mas possuem vínculo com o Leão. São eles: Dinélson, Jhonny Góis, Ildemar, Cleyton, Felipe Jacques, Saldanha, Pará, Robinho, Rodinei e Junior Urso.

Eu gostaria de contar com o Júnior Urso, mas dificilmente ele vai querer sair do Coritiba. Mas acredito que para o catarinense seria interessante contar pelo menos com Ildemar e Cleyton, dos citados acima.

Ou seja, dessa turma toda acima eu contaria para o catarinense com 15 ou 16 deles.

Então para o campeonato catarinense e para o início da Copa do Brasil o Avaí ainda precisaria contratar ou utilizar jogadores da categoria de base para as posições de zagueiro, laterais, meias e atacantes.

Elenco para 2013:

Goleiros: Diego ou Moretto, Vitor e Aleks

Zagueiros: Leandro Silva, Cleyton e Fred (confirmada a permanência do Argel) + dois ou três zagueiros

Laterais: Arlan e Julinho + dois laterais (podem ser da base)

Volantes: Bruno, Mika, Pirão, Thiesen e Diogo Orlando

Meia: Ildemar + dois meias

Atacantes: Laércio, Felipe Alves e Diogo Acosta + dois atacantes.

O elenco acima seria “enxuto” em virtude do campeonato catarinense ser um torneio curto. E no decorrer dos meses poderia se atestar as carências e a necessidade de novas contratações.

A se confirmar a permanência do Argel e também a do Fred eu penso ser interessante o treinador rever seus conceitos e passar a usar três zagueiros.

Sem contar com eventuais reforços e considerando tanto a permanência do treinador quanto os jogadores que apresentei anteriormente eu escalaria o time do Avaí da seguinte forma:

3-5-2 Diego; Fred, Leandro Silva e Cleyton; Arlan, Bruno, Pirão, Julinho e Mika; Laércio e Diogo Acosta. No lugar do Argel eu já começaria a treinar este time a partir deste ano. Vai que engrena!?