Não matem o mensageiro

Diz a lenda que o conquistador mongol Genghis Khan dava muito valor aos mensageiros. Ele exultava estes funcionários, uma vez que tinham que atravessar quilômetros de desertos para, muitas vezes, enunciar apenas uma frase. Porém, quando a mensagem não lhe agradava, mandava matar o coitado. Vem daí a tradição segundo a qual os arautos de más notícias merecem a “morte”. Quando é boa, uma pomposa premiação. A mensagem, em si, revela-se um mero detalhe.

No dia de ontem soubemos que a pretendida parceria portuguesa pode (eu disse, pode!) não vir para a Ressacada. Por questões conjunturais, de ordem técnica ou financeira, o acordo pode não sair. Mas antes de se sair por aí dando prêmios Pulitzer ao jornalista pela notícia, ruim para o Avaí mas excelente para quem torce contra o Zunino e o Avaí como um todo, ou se matar quem defenda este tipo de parceria, seria prudente se entender como estas negociações se dão.

Quando o Avaí conseguiu a parceria com o diabo, digo, LA, aquela empresa só pousou na Ressacada porque havia uma situação estrutural fundamentada por aqui. As condições avaianas para o mundo do futebol eram, naquele momento, excelentes, fruto de um ajuste financeiro e administrativo feito nos Carianos anos antes. Ah, sim, tem aquela parte que não espera, mais isso é outra história.

A parceria não nos fez reconhecimentos, portanto, porque Florianópolis é bonita ou porque eles adoravam a cor azul. Seu papinho liso e ensebado, de que amava o Avaí era pela razão de haver uma contrapartida, um bom negócio lá na frente. Montou o melhor time do campeonato do ano de 2009, por detalhes não fomos campeões nacionais, mas a conta veio depois, com a necessidade de se negociar ativos, quer dizer, jogadores, para manter o caixa de sua empresa funcionando. O resto todo mundo já sabe.

Para a parceria portuguesa aportar por aqui é preciso uma situação semelhante. É necessário dizer mais alguma coisa?

Bom, é claro que o mensageiro amanhecerá com a boca cheia de formigas.

Mas a situação hilária da história é que os corvos voltaram. Meodeus, que beleza! Quando o Avaí mudou o comando técnico e o Argel havia conseguido duas vitórias, sendo uma delas numa partida fabulosa sobre o lider o campeonato, houve um silêncio sepulcral. Ninguém disse nada, ficaram estupefatos. Por três ou quatro dias, não se leu ou ouviu nada. Até a desculpa esfarrapada de ressada de aniversário, ou viagens para o interior saiu.

Mas agora, é claro, voltaram à carga. Dizem que há uma fila  interminável em frente ao SEBRAE de entrega de currículo para biruta de aeroporto.

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