A rés política

O texto que vos escrevo não tem lá muito a ver com o esporte em si, é apenas um apanhado político, mas que tem tutano compreenderá.

As pessoas que entendem de política como quem faz pirão com água fria vivem dizendo que para se consolidar a democracia deve haver alternância de poder. Usam esta tese furada, falaciosa, apelando para a democracia liberal, como forma de acusar o seu descontentamento com o andar da carruagem, ao invés de proporem uma alternativa viável. São, quando muito, inventores da roda.

Na Venezuela, por exemplo, há um governo eleito e garantido pela Constituição de seu país, cujo mandato é respaldado pelo mesmo processo eleitoral que elegeria alguém da oposição. Mas os neófitos em política acusam Hugo Chávez de ditador, obviamente recebendo e engolindo instruções da direita raivosa e incompetente. Ou seja, a oposição por lá não existe e ela sim é quem quer derrubar o governo eleito através de golpes, subvertendo a ordem constitucional.

É o mesmo caso de outras oposições por aí, incompetentes no traquejo político, sem projetos viáveis, sem propostas alternativas e que vivem querendo assumir o poder à força. É o mesmo caso, também, de certas oposições às administrações de clubes de futebol, guardadas as diferenças de método e conteúdo. Às vezes isso se encontra num clube bem pertinho de você.

A propósito, muito nego bom pedia que o câncer desse cabo do governante venezuelano, lá como cá, o que demonstra que a hipocrisia é mais difundida que o bom senso.

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