Na cara e na coragem

Evidentemente que o assunto é a decisão de Copa do Mundo que nos aguarda no Sábado. Para quem é avaiano e acompanha os seus jogos, jogaremos uma cartada decisiva.

Não dá pra ficar cavoucando assuntos na Ressacada, expondo opiniões duvidosas a respeito desse ou daquele jogador, continuar a falar mal das mensalidades e dos ingressos, da diretoria, do mar quetingui, só pra dizer que se é avaiano e se tem algo pra dizer. A gente é avaiano com ou sem isso.

O time do Argel é o que nós temos e é para ele que vamos torcer. Que ninguém se iluda. Ah, queres estar na série A? Eu também, mas não tem outra saída, pois para chegar até lá, temos que jogar estes jogos encardidos. Jogamos um jogo-treino contra o líder do campeonato e nos demos muito bem. Mas contra o ASA fomos enganados pela nossa própria soberba. Então, agora, é jogar sério e compenetrado.

Todo mundo que acompanha o futebol por aqui há algum tempo sabe o que significam os campeonatos para o Avaí. Não tem moleza. Não tem firulas, molecagem ou frescurinhas. É sempre um parto dolorido cada partida, cada encontro na Ressacada. Os torcedores do Avaí, aqueles que não largam o osso, saem mais cansados que os jogadores. Saem exaustos, suando em bicas, as pernas e os braços doloridos de tanta tensão. Aquela máxima de que para valer à pena tem que ser difícil o Avaí leva a sério demais. O Avaí chucknoriza seus jogos que é para acabar com o torcedor e criar uma legião de fortes. Só quem é muito torcedor do Leão da Ilha sabe o que é isso.

É certo que vamos para esse jogo com a moral um pouco combalida. Algumas mentes já pensam em cumprimento de tabela. Nossas expectativas de ganhar de qualquer jeito os jogos em casa podem não resolver mais, pois precisamos de pontos fora de casa. E é aí que o caldo tem engrossado.

Por essa razão, quero que entre em campo, neste Sábado, uma turma de jogadores descarada e heróica. Que esqueçam os entornos, as fofocas, o disse-me-disse. Esqueçam até a tabela e a classificação. Que deixem a covardia no hotel da concentração. Os covardes acusam uma vergonha compulsiva, já os heróis se impõem, independente do que aconteça ao redor.

Não há mais tempo para saudosismos por jogadores que sairam, ajustes de contas ou de divagações. Queremos agora são as respostas desse grupo que nos representa. E também daqueles que nos administram. Queremos responsabilidades. E quero poder dizer, ao final do jogo, que estes jogadores são os campeões do mundo em mais um jogo válido para o acesso à série A. Não nos resta outra coisa.

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