Vou até o fim

Durante muito tempo eu militei “fervorosamente” num partido político, o PT. Meus amigos sabem, meus familiares sabem, meus colegas de trabalho sabem, as pessoas que convivem ao meu redor sabem. Nunca escondi de ninguém e nem desejo omitir, pois tenho orgulho disso. Lutei e militei para que um partido de esquerda tomasse o poder e transformasse o Brasil. Se hoje temos devaneios ou má postura de um ou outro, me oriento pela causa coletiva e não individual. E a causa coletiva transformou o Brasil, tanto que , inegavelmente, após 10 anos no poder, o partido já fez muito mais que 500 anos de história das oligarquias e elites nesse país. O negócio está completo? Não, ainda falta muita coisa. Tem muito trabalho pela frente. Mas muito já foi construído por quem começou lá embaixo, na sarjeta e passando fome.

Se tivéssemos desistido lá no passado, quando lutávamos contra a ditadura, contra o poder econômico e contra gente que só queria manter a miséria e os pobres sob seus tacões, talvez hoje eu não estivesse dando este depoimento. Nunca desisti, jamais.

A mesma coisa digo em relação ao Avaí. Não vou misturar as coisas, tenho bronca de quem confunde luta política com time de futebol, creio que o futebol é apenas uma forma de lazer levada um pouquinho mais a sério, mas uso o comportamento de nunca desistir.

Seria muito fácil, seria muito cômodo, ficaria amiguinho de muita gente que adora tapinha nas costas se agora dissesse:

– Deu, o Avaí não tem mais chances. Pode jogar a toalha e partir pra outra.

Ocorre que há chances. São difíceis e complicadas, mas ainda há. E como só tenho o Avaí para torcer, e torço para que ele sempre se dê bem, vou continuar até o fim, até a última bola jogada.

Não existe esse papo meloso de milagre, de nossasenhoranosacuda, de xingar jogadores ou ofender técnico ou diretores. Basta ir ao estádio e torcer, ou acompanhar sua campanha. Fazer um esforcinho antes de ser bestinha metido.

Pois parece que virou crime dizer que o Avaí tem chances. Chega a surpreender a quantidade de entendidos e “ixpecialistas” a declarar que “só um tolo pode acreditar”. Suponho que a razão tomou forma e gosto e algumas pessoas aceitam passivamente as coisas, sem choro e nem vela, porque sabem tudo e conhecem tudo. Quem diz ao contrário é porque está vivendo no mundo da fantasia, tapa o sol com a peneira (adoro essa frase!).

Eu continuo o mesmo, torcendo sempre para o bem do Avaí e para as pessoas que o administram. Já quiseram silenciar o meu texto, já quiseram me agredir fisicamente, alguns já me viraram a cara pelas minhas posturas, mas não abro mão disso, de meu ponto de vista. Lamento pelos outros, não por mim. Aliás, torcer contra o presidente Zunino é uma burrice oceânica, uma vez que se ele cometer erros, quem sofre é a nação avaiana como um todo. Mas estas pessoas se divertem quando algo não dá certo, apontando seus dedos sujos e achando que podem fazer diferente.

Avaí, estou até o fim, para o que der e vier. Eu não o deixarei ficar só.

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4 pensamentos sobre “Vou até o fim

  1. Sexta vamos lá torcer pelo Leão e depois de acabar o jogo a gente faz as contas, mas se não der, na outra semana estaremos lá novamente.
    Como coloquei no post do Reteke, o Argel deveria mudar esquema, trocar peças, pois tem jogadores que passam a impressão que estão pedindo pra sair.

  2. Como o treinador não enxerga isso?
    complicado…
    Aguiar, que façam a limpa, tirem jogadores e pessoas que não agregam nada ao clube.
    Piorar não vai.

    Independente do resultado final deste ano, o clube pode começar o ano de 2013 limpando agora o elenco e pessoas ligadas ao futebol, tirar quem não presta
    Alguns jogadores podem render: Goleiros (Moretto ou Diego), Mika, Bruno, Thiesen, Camilo, Arlan, Leandro, um gêmeo, mais alguns da base e depois vamos agregando.

    Não tem dinheiro, isso é fato, mas o time que quer ter sucesso no brasileiro deve ser forte no estadual, raros são os casos que como o Criciúma montam um time novo e tem sucesso.

  3. Alexandre, cada vez mais sou seu fã, primeiro pela escolha politica (po bem que o Avaí poderia fazer uma camisa vermelha em homenagem a bandeira de Florianopolis, eu compraria na hora) e eu que muitas vezes já te falei que tinha jogado a toalha acabo me convencendo que se há chances matemáticas então como matemático tenho que acreditar, e ainda mais em se tratando de Avaí.
    Sexta com certeza estarei lá novamente e com minha familia pois nunca assistimos juntos uma derrota do Avaí na Ressacada.

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