Desmanche sem IPI reduzido

A onda agora é o desfazimento dos jogadores e dirigentes na Ressacada. A turma querem, porque querem que haja uma liquidação generalizada pelos lados dos Carianos. Na verdade, nunca estiveram contentes com nada e agora aproveitam a chance para indicar suas não-preferências.

A ordem é mandar jogadores, comissão técnica, alguns diretores e, se possível, manda lá o presidente também, todos a catar coquinhos no asfalto. E tudo sem lenço, sem documento, sem parentes importantes e sem dinheiro no bolso.

– Te vira, mano! Não contratasse, agora arque com as despesas.

E é essa a ideia. Que se vire o Avaí. Não quero ver, rasgo a carteirinha, não ajudo, não abro mão para apoiar nada e ainda mando tomar jeito.

Claro que uma virada de temporada requer ajustes de contas em clubes de futebol. Em qualquer lugar é assim. Se após os festejos de réveillon com parabéns pelas conquistas já se faz acordos e acertos, em não tendo desempenhos adequados e com resultados sofríveis, a solução é ir se desfazendo dos que não renderam e contratando outros para a próxima temporada. Processo dinâmico e natural. Mas o engraçado nessa história é a coerência e a pressa.

A coerência é aquele troço que não pertence à pessoas que se acham inteligentes. Como aquele caso, em 2010, do publicitário que fez curso de fotoxópi, dizendo aos brados que não apoiava o oportunismo da rede famosa de mandar confeccionar aqueles “prásticos” de carro com os dizeres FICAMOS, que os avaianos logo usaram para enaltecer a permanência do Avaí na série A.

Como a coerência dos famosos que vivem de língua de fora dando de dedos na malharia que o Avaí adotou, ou na sua própria estrutura de marketing, mas que não se fizeram de rogados a pedir-lhe camisas, costela e cerveja para as suas churrascadas.

Como os que freqüentavam o camarote do presidente e agora viraram-lhe as costas e o chamam de tirano.

Pois encheram as pantufas o ano todo dizendo que o Avaí não poderia gastar dinheiro com jogadores, mas queriam time de qualidade, e que, afinal, o presidente deveria pôr a mão no cofre para levar o time à série A. Era para gastar ou não era? Ajuda aí, produção!

Pelo menos uma vez, uma vezinha só dever-se-ia ter paciência. Se não gostam do presidente, se querem que ele se estrebuche logo, mas pelo menos o tão propalado amor pelo Avaí tem que aparecer, se se dizem avaianos até morrer e que nunca desistem. Porque do contrário, com essa sanha por sangue, quem vai desaparecer é o próprio clube.

Esquece-se que para rescindir contratos é preciso, pelas leis trabalhistas vigentes no país, pagar-se indenizações. E isso significa ter dinheiro em caixa. O Avaí deve pagar tudo de uma vez e comprometer ainda mais o seu ano de 2013? Ou fazer acordos até se conseguir ajustar os cofres no Sul da Ilha? E as contratações vão ser feitas com dinheiro de onde?

Claro que aquela turma da língua grande tem a solução. Eles sempre têm.

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