A foto, o fato e a razão

Os 1643 torcedores que assistiram ao jogo do Avaí, nesta última sexta-feira, viram um bom jogo, muita movimentação, uma vitória do Leão e o encaminhamento para o final desta série B com alguma dignidade. Não conseguimos o acesso, mas continuamos valorizando a competição e, diferente do que muito jornalista metido diz por aí, o Avaí está aí para jogar futebol.

Mas os torcedores avaianos, quando esperavam uma discussão sobre esta fase do time, foram surpreendidos por uma situação extremamente deselegante logo em seguida. Uma imagem do professor Nereu do Vale Pereira, sentado com a cabeça para trás em sua cadeira no camarote, tentava lhe constranger a situação, numa metáfora sobre a sua conduta à frente do Conselho Deliberativo tida como apática. Porém, o tiro saiu pela culatra. Expor o presidente do Conselho Deliberativo do Avaí ao ridículo faz cair por terra qualquer argumento lógico. Foi de extremo mau gosto. E o mais curioso é que parte das mesmas pessoas que fazem campanha para melhorias, por caráter, por respeito, pela honra, por criancinhas, por doentes de AIDS e por idosos.

Curioso é que muita gente já me deu nos dedos (tentou, claro!) por dizer que nada disso é pessoal. Não se quer o mal de ninguém, é o que me dizem quando eu contesto a forma veemente e pessoal como criticam o presidente do clube, a direção, os conselheiros, jogadores e o Conselho Deliberativo. A palavra, a expressão deve ser mantida, mas ela perde todo o seu valor quando passa para o lado pessoal. Os atos e atitudes de alguém, quando couber, devem ser criticados, mas o seu lado pessoal deve ser preservado.

O fato de se ter uma opinião contrária a um grupo, que eu não vou chamar de maioria porque seria dar-lhes muita moral, tem como consequências o desgaste e os mal-quereres. Por estar ao lado da direção avaiana, da comissão técnica e de seus jogadores, me atiram uma agressividade medonha.

– Quem planta colhe – foi o que me disseram.

Com quem diz:

– Estás contra a nossa turma, a nossa opinião, a nossa maneira de pensar, então vais sofrer as implicações disso.

E as consequências foram até ameaças de agressão física. Deixei de levar meu filho aos jogos exatamente por causa disso e ainda me chamam de covarde. Como se a palavra, para ser tida como verdadeira, tenha que ser carimbada na cara de alguém, e que pode sobrar para uma criança. Quem é o covarde?

Dizer o que se pensa, no âmbito do futebol, não devia, mas gera isso. Uma porção de metidos e arrogantes e que só não decidem na bala porque (ainda) não andam armados.

Quando passei a ter um posicionamento mais incisivo neste aspecto foi exatamente por causa disso, por estes arremedos de revolucionários querendo emparedar alguém por causa da palavra. Se antes era um posicionamento mais duro, logo após, não contentes por ter alguém defendendo o presidente Zunino e a sua administração, o recurso foi a intimidação rasa e grosseira.

Mas, sinto dizer, não vou me curvar.

A foto foi um achincalhe, foi grosseira, exagerada. Nenhuma alegação de desmandos, ingerências ou incompetência dentro da Ressacada justifica isso. Não é assim que se quer fazer mudanças na Ressacada. Lamentável!

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