A zona de conforto da rede famosa

Não queria me pronunciar sobre as histórias da Ressacada neste período ao qual me dei férias, mas é impossível ficar calado diante de argumentos energúmenos de uns tantos. É, redundei nos vocábulos de propósito. Se sou violento e polêmico, então vou manter a escrita.

Há, evidentemente, um erro de origem. Safar o lado da rede que transmite os jogos do catarinense, alegando que não há retorno financeiro para o futebol local, é de um conforto hipócrita. Como é que é, não temos público? A freqüência não permite mais investimentos? E o pior é que sai dos dedos de (pseudo) publicitários, paus mandados da rede famosa e acompanhado por jornalistas medíocres, ou blogueiros preguiçosos.

Em primeiro lugar, é bom que se diga, a rede gaúcha habita nossos quintais há alguns anos. Bons longos anos, desde os fins da década de 1970. Já foi possível formar uma geração e meia de pessoas que os assiste. Isso significa que retém massa cultural inercial há muito tempo. Formaram cabeças, ditaram regras, conquistaram contratos e venderam produtos. E resguardam um patamar de audiência incontestável. Todos os aparatos de mídia estão em suas mãos, com um share-of-mind dignamente apreciável. Claro que eu contesto o conteúdo, o discurso embutido, a aplicação de ferramentas culturais, a discussão rasteira sobre política e formação intelectual, porém, não há como negar, são formadores de opinião absolutos.

Do outro lado temos as redes que se propõem alternativas. Seus picos de audiência sequer fazem cócegas na rede gaúcha, mesmo fora dos chamados horários nobres. O investimento tecnológico está num platô, sem sair do trivial. Dessa forma, mesmo que façam investimentos vultuosos num campeonato catarinense, o retorno é limitado para eles, pois os patrocinadores dos eventos não sentem a massificação proporcionada pela programação agregada a uma partida de futebol. Os espaços em sua programação, entre uma partida e outra, são vazios ou ocupados pela rede gaúcha. Ou seja, são fatores limitantes para um investimento desse porte.

Os clubes catarinenses, por sua vez, mantém a massa falida da FCF administrando o campeonato por décadas de maneira ineficiente e sem um retorno apreciável. Além disso, dependem da divulgação de seus jogos para agregar público nos estádios e vender sua marca. São coisas que para as quais torço o nariz, mas é assim que funciona o mercado da bola. Por isso, os presidentes dos clubes se omitem na maioria das vezes em pautar os investimentos das redes, seja ela qual for, e acabam aceitando as migalhas que lhes oferecem, uma vez que, “se não tem tu, vai tu mesmo”, é o discurso comum em suas reuniões. Como a rede gaúcha sabe de tudo isso, prefere deixar a maré levar a onda.

Caberia então à rede famosa, se quisesse mesmo alavancar a propalada qualidade de nosso campeonato, antecipar-se às dificuldades e investir pesado na capacidade agregadora e formadora de opinião que possui. Tem cacife para isso. Poderia estabelecer uma agenda para o produto e incentivar os clubes a evoluírem do ponto de vista técnico e empresarial. Ela já provou que conhece o mercado e como trabalhar com os diversos cenários.

Mas não faz!

Ela sabe que as alternativas são ineficazes e aposta no desgaste. Promove o vento, mas guarda o agasalho, para que os incautos gripados corram atrás de sua proteção. Mefistófeles sempre vem cobrar alguma coisa do imprudente que quer crescer sem dar algo em troca.

O que me chama a atenção são as desculpas esfarrapadas de que não temos público e que, proporcionalmente ao estado vizinho, estamos longe de oferecer massa consumidora para um investimento mais robusto. No fundo, na mensagem subliminar, a ideia inaparente é culpar o presidente Zunino de alguma forma. Foucault já dizia isso, que as mensagens estão ocultas.

O presidente do Avaí tem que ser o culpado por não ter peitado a rede, por ter arriado as calças quando do show do Paul, por permitir que os repórteres da rede famosa saibam de tudo antes que todos e por confundir os negócios de propaganda da sua empresa com os do Avaí.

E nem coradas essa gente fica mais.

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A quem merece o meu abraço

Nesta semana recebemos a notícia de que o Avaí está bem rankiado na CBF em função de suas campanhas. E também se soube da notícia que o Avaí está credenciado para a Copa 2014. E isto, queriam ou não, é graças ao trabalho de uma pessoa, o presidente do Avaí, João Nilson Zunino.

Durante anos o presidente do Avaí foi acusado das mais diversas atrocidades no comando do nosso Leão da Ilha. Ataques morais, execrações públicas, achincalhes, acusações de falcatruas, até suposições de que sofra acidentes, mesmo que os infelizes digam que é só brincadeirinha, ou que não é nada pessoal, tudo isso já foi usado para que o mal caia sobre sua cabeça. Seu filho já foi tachado de mafioso e o pessoal que trabalha em sua empresa é visto como puxa-sacos idiotas.

Mas temos também muita gente, felizmente uma grande maioria, que não é funcionário de sua empresa, mas é gente que valoriza o seu trabalho. É gente que entende a realidade de um clube como o nosso e que, a duras penas, chega a um status apreciável. Se ainda não temos pretensões nacionais de grande porte, dadas as dificuldades locais existentes, também não deixamos barato e vamos fazendo aquilo que é possível. E o presidente Zunino tem papel substancial nesse processo.

O presidente do Avaí, que acaba levando nas costas todo o complexo do Sul da Ilha, mas que nunca correu da briga, por outro lado, manteve durantes estes anos o comando difícil e intragável desta estrutura. Seu amor pelo Avaí é bem maior do que os problemas encontrados e os frutos que colhe, por serem amargos e às vezes intragáveis, são valorizados como peças raras no conjunto das iniquidades que o cercam.

Não haveria, portanto, outra pessoa a desejar um bom ano novo do que a ele, um verdadeiro guerreiro do ponto de vista pessoal, e que contribuiu muito para colocar o Avaí Futebol Clube no mapa do futebol brasileiro.

Aos que o odeiam o meu desprezo e aos que o respeitam as minhas congratulações.

Como não tenho muita a dizer daqui pra frente, pois o futebol está em recesso absoluto e não vou ficar inventando texto que é para tirar onda de bem informado, só volto em Fevereiro, ou quando alguma coisa mais importante for necessária.

A palavra escondida

Durante algum tempo se insinuava que o presidente do Avaí, ao acumular o cargo de presidente da Associação de Clubes, era o responsável por acatar a baixa remuneração dada pela rede de TV que transmite o futebol catarinense. Na verdade, por força de desonestidade intelectual, esquecem de dizer que a associação como um todo é responsável por aceitar. Tanto é assim, que o atual presidente é também o presidente do Figueirense e os contratos continuam os mesmos. Louve-se neste momento o Criciúma que quis um valor maior, por estar na série A. Enquanto muita gente torceu o nariz alegando arrogância por parte do pessoal do Sul, eles se deram ao respeito, é evidente.

Engraçado é que, ao apontarem o presidente da associação e os próprios clubes, não se enfatiza que é a rede quem paga. É a rede quem define as cotas, ou seja, é ela quem desvaloriza seu produto. Não dá a mínima para nossos clubes, pois vive a transmitir jogos de outras praças, faz pouco caso com nosso campeonato e ainda tem a petulância de exigir bom futebol.

Eu fico aqui me perguntando é qual a razão daquele famoso blogueiro, aquele que assina uma coluna num jornal da rede, aquele que adora apontar defeitos em tudo e até em páginas de blogs que falam do Avaí, aquele que quis aliciar vários blogs para a sua revolução contra a diretoria avaiana e contra seu alvo preferido, o presidente Zunino, aquele que fala mal das camisas e artefatos do clube, mas manda fazer um paninho de chão mequetrefe e se acha a última bolacha do pacote, não comenta em seu blog essa patifaria da rede? Coisa que no passado fazia com todas as letras, diga-se? Não quero podar sua palavra, não, como já quiserem tentar com a minha. Quero é que fale.

Ele e seu guru, o sujeito que é pago para comentar na rádio que troca as notícias e diz não se aposentar com um bom salário. O sujeito que reclama de má gestão na Ressacada, mas nada fala do pouco valor que sua empresa dá aos nosso clubes. Esbraveje, também, como é seu costume nos microfones da rádio, sobre essa situação, homem de pouca sombra.

Aliás, por que pouca gente sequer menciona o fato de sermos o clube melhor rankiado pela CBF em SC, o nosso quintal? Garanto e aposto que se fosse notícia ruim, como chamou a atenção o capitão-mor da CONFAGE, Sergio Bayerstoff por aqui, os adolescentes mimados e madames intriguentas já estariam postando em letras garrafais e já aprontariam uma faixa FORA ZUNINO para circular pela cidade. Não sintam pena de mim, mas de sua própria desfaçatez, viu.

Sobre a tal reunião do conselho, onde de um universo de presumíveis 280 só compareceram cerca de 10%, a pergunta que não quer calar é: quantos conselheiros ditos da oposição compareceram? E se compareceram, qual foi a sua proposta de pauta? E, não sendo aceita, que medidas legais impetraram para que fosse válida a sua palavra? A propósito, eles não têm que reclamar do comparecimento de membros que apóiam a direção, ou do comportamento do presidente da mesa, mas de sua própria postura, que é ineficiente. Aliás, cadê todo o povo que diz querer mudanças na Ressacada e nem estava por lá, nesta noite de sexta-feira, ao menos para dar algum incentivo a seus representantes?  Eu passei por lá e se não fosse a quantidade carros no estacionamento e alguns habitués na quadra de futebol do Evando, aquilo parecia um deserto. A continha parece que não fecha.

Ah, desculpa, estou sendo leviano.

Avaí é o primeiro de SC pela CBF

Por Avaí Futebol Clube, em 21 dezembro 2012

A Diretoria de Competições da CBF divulgou nesta sexta-feira, dia 21, o novo Ranking Nacional de Clubes. De acordo com o novo sistema de pontuação, o Avaí é o 20º colocado no ranking e o primeiro colocado em se tratando de Santa Catarina.

Com 8.272 pontos, o Leão da Ilha está à frente das demais equipes catarinenses: Figueirense (25º), Criciúma (33º), Chapecoense (47º), Joinville (51º) e Metropolitano (84º).

A pesquisa inclui 229 clubes de futebol do Brasil. O Fluminense é o atual líder do ranking, seguido por Corinthians, Vasco, São Paulo e Grêmio.

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Comentário deste colaborador: O Avaí não é o pior time deste lado do Atlântico? Ah, sei, éramos para ser campeões brasileiros e estarmos com uma vaga assegurada no Mundial de 2013 no Japão. Entendi.

Os barões da Corvilandia

Evidente que o torcedor comum, o que deseja ver seu clube montando times competitivos e eficazes, está na beira da praia esperando a tainha cair no cerco, aquela que ronda a rede, mas o vento sul não vem. As condições para que as notícias sejam boas não estão ajudando muito o clube da Ressacada. A História já é batida, essa de que um rebaixamento para as nossas características sempre será maléfico. Entretanto, como digo todo dia, chorar pelo leite que derramou não resolve, o importante é beber o que restou no copo e tocar pra frente. Quem remói o passado é caçador de múmias no Egito.

Digo isso porque há rumores de boa novas, ainda que com dificuldades. No campo interno o Avaí está se mobilizando freneticamente. O trabalho em silêncio e sem exposição de vaidades, contudo, garante também que os contratos sejam mais seguros. No mundo do futebol, as bisbilhotices midiáticas é que sempre atrapalham os projetos.

Então, quando não se tem notícias concretas, os arautos do Corvilandia saem largando balões, fofocas e fuxicos, que é para amenizar as sonolências vespertinas e fazer valer um salário (mal) pago.

É o caso de se dizer que Laércio vai sair de graça do Avaí. Quem disse isso? Se não se sabe os meandros deste contrato, também é muito infeliz afirmar isso assim, por efeito de suposições, sem avaliar os entornos, apenas para ter o que dizer. Se não tem o que dizer, não diga, ou dê receitas de macarronada, fale das calçadas sujas da Gestão Dario Berger, comente a trairagem com o Carnaval de Floripa, até da pança perdida do Ronaldo no Fantástico, mas não invente coisas ou repercuta fofocas de um corvo mal amado. É muito feio. Ou revela má fé. Ele precisa de platéia, nós, não. Ou não?

O engraçado em toda a história é que se levantam hipóteses baseadas num consenso que alguém imaginou, pôs num jornal, divulgou e depois se repercutiu. E para sujeitos odiados pela torcida. Quem gostava de Medina, Robinho, Fabio Santos, Laércio e tantos outros? Sempre foram vaiados, nunca tiveram apoio de ninguém e agora são lamentados. Até o Galego foi vaiado e isso porque se diz que ele é ídolo. As pessoas se condoem porque foram negociados? É isso, produção? Ou caíram nessa lenda de que saíram de graça?

– Ah, mas ninguém sabe dos valores, o Avaí não informa.

Ué, e onde está escrito isso, que o Avaí DEVE informar. Tá certo que é chato, afinal a gente quer saber das coisas, mas o Avaí tem que prestar contas é para os auditores da Receita e para o Conselho Fiscal. Se ali for comprovada falcatrua e má gestão, diferente do que a Corvilandia aponta, aí, sim, deve-se punir quem estiver passando a perna dentro da Ressacada. Acreditar em sonhos, Papais Noéis, mulas sem cabeça e corvos mal amados é que não dá, né, nego.

Nunca falei disso, porque não sou de fofocas e nem de atacar a moral de ninguém, mas as histórias interna corporis que se sabe do Leo Campos, esse que virou um mito na Ressacada, são de corar o capeta. Mandaram o rapaz com uma mão na frente outra atrás para o Grêmio, mas, obviamente, que não foi de graça, como os arautos da Corvilandia gostam de repercutir. Só que ninguém acredita e prefere dizer o que acham que é o certo, por ouvir falar, ou por suposições tiradas de um sonho que tiveram, ou por informantes de alcova interesseiros. Porque a lógica é assim: se a diretoria avaiana afirma que não, eles não acreditam, mas se o corvo-mor deita falação em seu jornal, vira cláusula pétrea. Daquele ninguém duvida e vivem falando mal dele.

Acho que o torcedor com vontade de comer tainha às pressas deve baixar um pouco a bolinha. Parar de emprenhar pelos ouvidos e abortar pela boca. As coisas estão difíceis, complicadas, mas com calma vão se resolvendo.

Eu não tenho pressa e sei que o Avaí será bi-campeão estadual.

Opinião de torcedor, por Fabio Flora

Aguiar, acho que o futuro do clube passa pela base, isso é fato.
Mas um time formado só pela base, ou tendo em grande maioria jogadores sem experiência, coloca-se em risco uma geração inteira de possíveis bons jogadores.
Entendo que o clube deva mesclar, formar uma boa espinha e agregar com os novatos.

Não vou falar em nomes, mas um zagueirão pra dar segurança, um volantão, um camisa 10 que dite o ritmo do jogo, além de um matador. Na minha opinião essas posições dariam a sustentação. Evidente que não podem vir jogadores pra disputar posições com os JRs., tem que vir os caras pra treinarem e jogarem.

Em 2013 continuarei indo aos jogos e torcendo, colaborando com as minhas mensalidades, independente de quem ocupe a cadeira do presidente.

Olha, tenho lido os blogs e a questão política é um assunto desgastante, chato, infernal e cheio de heróis que nunca foram nem síndicos de um prédio para aprender a administrar um bem comum (pelo menos isso eu já fui e é chato demais).
Tenho no Avaí um motivo para minha diversão e alegria, independente do resultado, vou para me divertir, leio pra saber as novidades, mas a questão política, não que seja insignificante, mas não faz parte do meu maior interesse, principalmente no estágio em que a grande maioria se colocou. O objetivo deles o quanto pior melhor para afastar o Zunino.
Claro que leio o que se fala, mas não tenho mais saco nem pra discordar.
Quem já teve oportunidade anterior, hoje ressurge como se fosse a salvação do rebanho.
PORRAS, pq não fizesse tudo isso antes?
Pq o clube não chegou a série A antes?
Pq não falar o que houve em 99?
Pq pagar indenização absurda para ex-jogador por falar merda?
Pq não contrataram o Ronaldinho enquanto era magro?
Pq o debate sobre o estatuto bate tão forte só hj?
Pq os conselheiros não tentam um mandado de segurança para requererem todos os seus direitos.

Sinceramente, parece que o Avaí está em último plano e só falta irem no dia 02/01/13 irem bater panela em frente ao clube.

Quero ressaltar umas coisas pra não pensarem que sou cego:
– O CD inteiro deixa a desejar em todos os sentidos;
– A oposição é fraca em todos os sentidos;
– O Zunino tembém errou;
– A torcida fala muito e faz pouco;
– Não sou o melhor torcedor e nem o melhor a dar opinião;