Caindo na Realidade

Os caras que precisam tomar Rivotril para controlar a sua ansiedade e Gardenal para os ataques histéricos já deveriam se acostumar com a realidade do futebol, que não se compara às realidades e atitudes de empresas comuns do nosso dia a dia. Claro, um dia ouviram falar de gestão, administração, futebol-empresa e, deixando o Tico bebum e o Teco capenga comandarem o que lhe resta de tutano, acabaram por misturar tudo. Não, definitivamente, não são a mesma coisa.

A frase “se isso fosse numa empresa séria” como forma de emparedar as decisões que, segundo a sua retórica, deveriam ser tomadas na Ressacada, é sintoma dessa falta completa de conhecimento e da confusão estabelecida.

Segundo os aurélios da vida, que muita gente deveria ler de vez em quando, entende-se que numa empresa comum o desenrolar dos negócios está associado com produção e vendas, ou prestação de serviços, que ao final, do ponto de vista da economia de mercado, visa o lucro.

Um clube de futebol é uma agremiação cujo intuito é dispor a prática deste esporte a abnegados, simpatizantes e desportistas em geral que queiram participar (ou seja, ninguém é obrigado), onde a profissionalização requer regras de mercado diferentes do modelo empresarial comum, para negociação de atletas, para a manutenção da marca e para a disputa em campeonatos reconhecidos pela FIFA e suas instâncias afiliadas. Ou seja, não têm por finalidade obter lucro e nem fixar um produto no comércio.

Dessa forma, para se manter estável e participando dos torneios e campeonatos, o clube precisa se garantir com relativa saúde financeira, cujas fontes de renda, se não houver fraudes de qualquer natureza, podem ser de inúmeras fontes. Porém, que não se esqueça da função-fim, que é promover o desenvolvimento do futebol. Apenas isso e nada mais que isso. Hoje em dia, pra quem não sabe, torcida, se quiser ser protagonista, tem que correr atrás. O romantismo, como nos tempos de cavaleiros e donzelas, ou de virgens vestais, acabou.

A realidade do futebol requer um grupo de atletas que se reúnam e joguem pelo clube ao qual foram contratados, disputando os tais torneiros e campeonatos, e mantendo o clube em evidência. Todas as outras coisas que favoreçam isso, como diretoria financeira, jurídica, marketing, promoções e eventos, têm a finalidade de ajudar no contexto. Nada mais que isso. A função mestra é a que define os objetivos.

Pelo que tenho observado nos últimos dias, felizmente alguns adolescente que circundam a Ressacada, dando de dedos em todos, apontando defeitos aqui ou acolá, mas não olhando para o seu próprio pau de galinheiro sujo, estão caindo na real onde se sabe que o clube Avaí Futebol Clube precisa crescer muito. É óbvio que demoraram para aprender. Sabem que o muito que já foi feito pelo presidente Zunino ainda é pouco para se estabelecer este clube como de série A. Muito caminho precisa ser percorrido, muita água precisa ser bebida para chegarmos a algum lugar. Não é fazendo comparações esdrúxulas com empresas, opiniões que só servem para iludir, denegrir ou complicar o discurso, ou exigindo administração da NASA que conseguiremos chegar. E é preciso que todos participem e não esperar o momento da boa vida para aparecer.

Se alguém quiser continuar a torcer pelo Avaí e vê-lo crescer, que participe, apite, aponte, mas dê soluções. Se não quiser, que arranje outra atividade, mas não atrapalhe. Ninguém é obrigado a estar ali. Mas também que não me apareça na Beira-Mar, depois do abandono, para chorar lágrimas de crocodilo quando conquistarmos nossos objetivos.

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