Papo reto

Muita gente tem me criticado ultimamente (sim, porque antes me paparicavam) por eu ser este otimista ferrenho e intransigente com as coisas relacionadas ao Avaí. A frase mais comum é “defender o indefensável”, como se houvesse um tribunal exótico que já tenha decretado os crimes apontados na Ressacada, seus culpados e as penas a cumprir. Um tribunal de imaculados a apontar os defeitos dos outros.

Confesso que pauto a minha vida desse jeito mesmo e me incomodo quando a raivinha e o mau humor gratuitos se sobrepõem à compreensão das dificuldades em se fazer as coisas acontecerem. Claro que muita coisa ao redor me indigna. É evidente que sei relacionar o certo do errado. Tem gente me tomando por um idiota que não sou. Porém, sou daqueles que estende a mão sempre quando há uma necessidade, ao invés de apontar os dedos como se eu fosse o dono da verdade. Não sou melhor do que ninguém.

Por isso, vivo a defender o Avaí e a sua administração, ainda que pense que muita coisa poderia melhorar e muitas atitudes deveriam seguir um norte mais aprumado. Todavia, eu torço para que as coisas dêem certo.

É que o Avaí, para mim, está muito acima do desprezo de uns poucos e da maledicência de alguns. Eu vejo o meu clube como um todo e não em partes como querem.

Mas quando abro este espaço para comentar o comportamento de alguns torcedores, tenho um foco específico. É sobre aqueles que vivem com o negativismo na ponta da língua, como se isso fosse ajudar alguma coisa dentro da Ressacada. Repito e ressalto por diversas vezes: não ajuda em nada.

Não falo dos corneteiros profissionais e contumazes. Estes não têm concerto e falam mal da própria mãe, da mulher, do marido e dos filhos, se duvidar. Estes são eternos frustrados e mal amados, para os quais a natureza lhes reservará a solidão. Não vou emprenhar pelos ouvidos com o quê expressam, ainda que os ache uns chatos. Afirmo que suas críticas poderiam ser mais inteligentes, mas isso é exigir muito.

Na minha avaliação, a crítica deve ser sempre construtiva, não importa do que for e para onde for, pois, como sempre digo, ninguém é dono da verdade. Ofender pais ou filhos, envolver amigos próximos, apontar falhas meramente humanas como se fossem comportamentos administrativos, como forma de achar um ponto relevante a resultados não obtidos, é vil e baixo. E não adianta alguém me dizer que não é nada pessoal, pois na estratosfera avaiana, aquela que se acha acima do bem e do mal, o presidente Zunino é chefe de gangue e seu filho, Gabriel, um mafioso perigoso. Não, definitivamente, não comungo com isso. Estes ataques a reputações, pessoais, chulos e chinfrins não fazem parte de minhas análises. Sou duro também, às vezes peso a mão, mas isso tem limites. Fazer política negativa é fácil. Mamão com açúcar. Basta soltar duas ou três palavras-chave contra a moral de alguém, um palavrão pesado, uma denúncia furada, um boato mal elaborado, mas tudo largado na internet e deixar que o rastilho de pólvora queime. E está prenhe a cachorra.

As pessoas que acham que eu tenho uma Ferrari na garagem, por exemplo, e que recebo “ordens” para escrever isso que está aqui, ou que meu emprego depende do que digo são, na verdade, uns coitados. Curioso é que até bem pouco tempo alguns deles faziam parte do meu rol de amizade e agora soltam estas pérolas sobre minha conduta. E uns outros ainda nem me conhecem particularmente para defecar as bobagens que dizem.

Porém, ainda que eu lamente essas tolices, elas não me afetam.

O que eu acho sem-noção, o meu foco, é que recentemente alguns viviam de pires nas mãos atrás de camisas patrocinadas pelo Avaí, saco de carvão para suas surrascadas, ou até de empregos na Ressacada e hoje sentam a borduna sem dó e piedade a quem trabalhe no Avaí, seja diretor, funcionário, jogadores ou agregados. Há jornalistas que pulam catracas, ou que recebem “agradinhos” e depois pesam nas matérias. Tem os torcedores bem nascidos e que vivem de favores do Leão, mas adoram falar mal de tudo. Ou gente que freqüentava o camarote da presidência, comendo e bebendo como podia, e agora chama o presidente de tirano. Ou ainda aqueles que viviam lambendo os “interna corporis” dos Carianos, se dizendo conhecedores de todos os meandros ressacadianos e hoje, por razões fraternais mal resolvidas, mudaram em 180 graus o discurso e enfiaram o pé na porta.  Ou desapareceram do mapa.

São estas coisas que me deixam perplexo pelos interesses mesquinhos demonstrados.

Esse é o foco, que é tentar entender até onde vai a desfaçatez humana?

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