O mau humor quer acabar com o clássico

Hoje é dia de futebol. Hoje é dia de clássico.

Surgiu uma discussão juvenil por aí, pondo em dúvida se este jogo entre Avaí e Figueirense era clássico, se era o único, se era o maior e blábláblá. Afirmo que é o maior clássico de futebol por aqui e não se fala mais nisso. É o mais antigo e o de maior tradição. Qualquer uma outra partida, onde haja rivalidade, se ambas as torcidas quiserem chamar de clássico, não há problema algum, mas dentre todos, este é o maior e estamos conversados. Assunto encerrado.

Em qualquer campeonato ao redor do mundo deve haver pelo menos um clássico. Mesmo que os times não estejam em sua melhor fase, sempre será o jogo mais aguardado. Campeonato sem clássico é feijoada sem as carnes, caipirinha sem cachaça e Fórmula Um sem Airton Senna. Pode até rolar alguma coisa interessante, mas sem o ingrediente principal, o clássico, o campeonato fica vazio e sem empolgação. Deve ser conduzido como um bibelô frágil.

Por isso, a forma como este clássico entre Avaí e Figueirense foi tratado é vergonhosa.

Federação, TV e clubes o marcaram para um Sábado. Sábado é dia de ir às compras. Dia de passear com a família. Dia de pegar um cinema, tomar um chopp, comer uma pizza, sair para a balada, passear com o cachorro, fazer faxina na casa e lavar o carro. Sábado é dia de fazer todas aquelas coisas caseiras e corriqueiras que não se é capaz de fazer num dia de semana. Para que exatamente no Domingo se esteja livre para ir ao futebol assistir a um clássico. É assim que funciona e é essa a ordem natural das coisas. Mas alguém quis mudar isso, ser diferente, inventar a roda.

A outra coisa foi escalar (sim, a Federação é mentirosa, pois os árbitros são escalados e não sorteados) Célio Amorim para o clássico. É notória a sua indisposição para com o Avaí em seus jogos. Tudo bem, é um problema pessoal dele, ninguém é obrigado a gostar da gente, mas a Federação sabe disso e, mesmo assim, este apitador de pouca capilaridade craniana será a autoridade máxima da partida.

E a terceira coisa, a mais terrível, foi a tentativa de emudecer as torcidas. Aplicou-se a censura prévia e intempestiva nas arquibancadas deste jogo de hoje.

Tudo bem, os tempos são outros, os meliantes estão infiltrados no meio de torcidas, a segurança deve ser redobrada, mas o que se está proibindo é a festa e não a arruaça. Até porque a nossa polícia já provou que não tem capacidade de controlar bandidos, portanto, impedir a alegria é de uma estupidez intolerável. É coisa de gente de mau humor.

Contudo, apesar deles hoje à tarde haverá de ser bela e magnífica. Não tenho dúvidas de que teremos um bom jogo. E que vença o Avaí.

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2 pensamentos sobre “O mau humor quer acabar com o clássico

  1. Fiquei sabendo que a família de Marquinhos Santos andou se incomodando por causa de seus gestos em campo. Que é isso? Agora o cara tem que comemorar um gol na igreja ou longe de todo mundo? Estão lhe intimidando e proibindo de ter alegrias? Isso é coisa de torcedor? Que Marquinho marque muitos gols e comemore muito. Horas bolas, só faltava essa.

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