Não há terra arrasada, mas …

Hoje, com uma vitória, o Avaí poderia ter assumido a liderança do returno e consequentemente ter ficado mais perto da classificação para as semifinais do campeonato catarinense. Mas …

Não há terra arrasada. Afinal, com exceção da Chapecoense, que hoje perdeu para o time do Juventus (sim aquele time que o Avaí custou para vencer e foi muito criticado por isto), não há nenhum outro time classificado para as semifinais.

Antes mesmo de iniciar a partida um dado me fazia acreditar na vitória do Joinville: a presença de um certo comentarista na transmissão da rede que detém os direitos de televisionamento. Pode ser apenas coincidência, mas pelo que tenho conhecimento não há um jogo, neste campeonato, que este comentarista tenha participado que Avaí ou Figueirense conseguiram pelo menos um empate. Todas as partidas com os comentários dele resultaram em derrotas para os times da Capital.

Mas se isto é uma regra eu tinha a esperança que para confirmá-la haveria de ocorrer uma exceção. E quem sabe não seria hoje, quando o treinador do Avaí optou em reforçar o sistema defensivo com três volantes. E apesar do jogo truncado o sistema defensivo do Avaí ficou ligeiramente mais consistente.

Contudo, só pude assistir o primeiro tempo deste jogo, cuja tônica foi o congestionamento no meio de campo. Sem mesmo poder dizer que havia um time melhor do que o outro. A defesa do Avaí não apresentava maiores problemas, porém no ataque Reis estava mal posicionado, recuando demais para buscar a bola, e Roberson numa tarde pouco iluminada.

Eis que depois da partida constato que Ricardinho, antes do primeiro gol do Joinville, cometeu o mesmo equívoco ocorrido no norte do Estado domingo passado. Sacou Roberson, que realmente não estava bem, mas colocou um meia. Ou seja, recuou o time, ou ao menos liberou um pouco a marcação adversária. Havia feito isto contra o Juventus e o time de Jaraguá empatou o jogo, quase custando a vitória do Avaí. E hoje cometeu o mesmo “pecado”.

Como não pude assistir o segundo tempo, deixo de tecer outros comentários, mas Ricardinho não poderia ter errado do mesmo modo, pois assim facilmente a ele pode ser creditada a derrota de hoje.

Mas diferente do que um comentarista, na rádio, disse de que o Avaí errou ao forçar o terceiro cartão do Marquinhos para ele não ter jogado hoje, eu considero que foi a atitude mais correta a ter sido tomada. Errados foram os árbitros que deram cartões amarelos para o meia após os seus erros e o próprio Tribunal de Justiça Desportiva que não puniu severamente os árbitros por erros tão evidentes e seguidos.

Que venha o clássico. Pois, por mais que cronistas esportivos pretendam, não há terra arrasada na Ressacada!

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Dia de Reis Leão

Durante algum tempo o Avaí tentou achar um zagueiro que substituísse Émerson, o artilheiro. Na minha opinião, depois de Veneza, foi o melhor que passou pelo Leão. E então ele assumiu a zaga e foi tremendamente eficaz. Não que eu seja viúva de jogador, mas é inegável o que representou para o Avaí. Surgiu, então, Leandro Silva, que se não tinha a técnica apurada de Émerson, foi o que melhor soube aproveitar as carências e se tornar efetivo. Hoje, bom, hoje temos que torcer muito por Alef e Pablo.

Depois, por muitos anos, ficamos órfãos de um meia. Após a aposentadoria de Adilson Heleno, vários jogadores passaram pela armação de jogadas. Sempre tivemos este tipo de jogador no Avaí, o meia clássico, cerebral, arrumador de time. Zenon, Balduino, Bira Lopes, o próprio Adilson Heleno, Flávio Roberto. Há quem fale de Nizeta, de Cavallazzi, os quais não vi jogar. E aí surgiu Marquinhos Santos mais recentemente, porém por ser um jogador muito efetivo, acabou ficando pouco tempo no Avaí. E a carência aumentava. Então, surgiu Cléber Santana, um jogador já em fim de carreira, que caiu muito bem na meia cancha azurra, fazendo lembrar os jogadores clássicos que já passaram por aqui. Contudo, sua passagem foi rápida, mas a volta de Marquinhos não permitiu que se ficasse muito tempo sem este tipo de jogador na meia. No jogo de hoje nas imediações do Paraná, estaremos sem ele.

Entretanto, uma das maiores carências do Avaí, por muitos anos, era no ataque. O centro-avante nato, o matador, o que decidia uma partida, o que guardava de canela, de bico ou de letra. E aí, um belo dia, para se esquecer as ausências de Juti, de Vargas, de Jacaré, de Marcos Severo, de PC, apareceu William, o Batoré. E começou uma nova fase de bolas na rede na Ressacada. Claro que tivemos Evando. Como não esquecer o Iluminado? Mas ele nunca foi o caneludo brigador dentro de área, embora tenha sido decisivo por muitas vezes. Depois do William veio o… e logo depois o… e…, nenhum. No ano passado a ausência de gols feitos por atacantes de área foi quase zero. E que ninguém diga que eram ruins, porque sabemos que estão fazendo gols por aí naturalmente.

E eis que apareceu Reis. Tem feito gols a cada jogo. Tem incomodado as defesas. É um atacante troncudo, pesado, bom de área e matador. Um tanque artilheiro. Agora o Avaí tem o seu Reis Leão. Hoje é dia de Reis. O dia em que o Reis Leão poderá comer o seu coelhinho da Páscoa.

Reis leão

Um “se vira nos 30” natural

O Avaí provavelmente fará um jogo terrível e cabeludo contra o Joinville neste domingo. É o que esperamos. Não o que desejamos. Porque, queriam ou não, o campeonato é assim mesmo, complicado e difícil. E será por um bom tempo desse jeito.

O grande problema que vejo nestas elucubrações diárias por qualidade, jogador diferenciado, jogo nivelado por baixo e abóboras selvagens a rodo, é que a série A fez mal a muita gente, tanto a avaianos, como também a alvinegros. As pessoas ficaram mal acostumadas.

Aqui, em nosso quintal, até há uns dez anos, se costumava torcer para times de Rio de Janeiro e São Paulo. Ainda hoje vemos gente nas arquibancadas vendo o jogo do Avaí e ligado no “meu Vasco”, no “meu Flamengo”, no “meu Corinthians”. Os clubes da Capital mal cruzavam a BR101 para jogar bola em praças diferentes, jogando o Campeonato Catarinense e olhe lá. E ninguém dava bola, literalmente, para eles. Tanto é verdade que as pesquisas mostram nossos times com zero vírgula pouco de torcida, enquanto que para os outros clubes a cota passa dos dois dígitos positivos. Muita gente pode alegar que os nativos em Floirpa correspondem, hoje, a uns trinta por cento da população. É possível, mas ainda assim, os nossos não se ajudam.

Então, quando nossos clubes começaram a  se organizar e a participar dos campeonatos nacionais de mercado mais elevado, é que essa lógica começou a se inverter. Já há quem diga que é avaiano, ou mesmo alvinegro até morrer, embora pese muito a sua participação nas coisas de seus clubes. E, obviamente, se houver uma quarta-feira em que haja um partida decisiva do Avaí na Ressacada, seja com qual time for, e uma decisão do carioca ou do paulista pela TV, aposto com qualquer um todos os meus ganhos, meu carro, minha casa e ainda pago um jantar no melhor restaurante da cidade que a maioria vai ficar em casa e nem vai ligar o raidinho pra saber como é que está o Avaí. Lamento, você não gostou, mas funciona assim. Porque a lógica é de comparações, de grife, de se dizer que tal time deveria se espelhar no que os outros fazem, não no que é possível.

Quando digo que se deve dar valor ao que temos, não é para se conformar com má qualidade (putz, não acredito que tenho que dizer isso!), mas entender que as coisas por aqui ainda são difíceis de se fazer para se atingir uma tradição do que há lá fora, nos Estados do eixo capitalista do país. Ainda estamos na infância do futebol, em fase pré-púbere, onde já começam a nascer pelinhos no pré-adolescente. Os clubes precisam de nós, não com a exigência do que se faz para os clubes de grande porte, mas com a compreensão dos que querem crescer.

Quando vejo comentaristas e jornalistas medíocres nas rádios locais, esbravejando pelos microfones que não temos qualidades, desmerecendo o próprio produto que eles vendem, e o mesmo discurso sendo repetido pelas pessoas que dizem que não ouvem estes caras, é que a gente percebe o quanto todo mundo tem ainda para crescer. Não basta o clube, mas também a torcida e a própria imprensa. Mas grande parte prefere botar o seu rabinho no meio das pernas e dizer que não é com ele e que está ali pra exigir bom futebol.

Que se virem nos 30, porque eu é que não vou ajudar, é o que pregam.

A lanterna dos alucinados

Não valeria à pena ter que dizer o que vou expressar aqui, mas faz parte do negócio e então vamos à carga.

Eu costumo entrar em blogues e nas redes sociais com nome e sobrenome. É minha prática. Não preciso me esconder de nada e de ninguém. Frequento a Ressacada com a cara limpa, todas as pessoas de meu relacionamento me conhecem, sabem onde moro e onde trabalho. Nunca escondi isso de ninguém, do que faço, do que penso e das coisas que me são importantes. Sou extremamente público nas coisas do Avaí.

Ocorre que no dia de ontem, dia 29 de março, fui alertado por amigos que um certo blog da blogosfera avaiana havia postado a informação de que eu teria comentado algo em seu blog usando um nome falso, um fake, como se diz. Ao menos, a insinuação do blogueiro é de que teria sido eu e não é preciso ser muito esperto para entender assim, observando a linguagem empregada por ele. O comentário do tal fake, depois eu li, era algo comum e trivial, apenas um contraponto à sua publicação. Mas, pelo motivo da publicação, supus ter sido algo muito grave, uma vez que ele se incomodou e chegou a revelar o suposto número de IP, para garantir que havia o tal comentário efetuado por este fake, que insinuou ser eu. Nem era para tudo isso, mas ele gostou do que viu e sua saliva venenosa escorreu, porque achou que me teria pegado. Como não é minha prática, em hipótese alguma, usar de tal expediente, o de me esconder para dizer o que penso, investiguei a situação para os devidos esclarecimentos.

Percebi que o tal IP partia da empresa onde trabalho, Santa Luzia, que é de conhecimento público. E através de contatos por e-mail, pedi que o blogueiro identificasse a situação, o que ele tinha registrado em seus arquivos.

Consta que eu tenha havido, sim, comentado no passado algumas coisas a partir desse endereço de IP. E com identificação, minha foto e endereço de e-mail. Tudo certinho. Hoje não faço mais. Primeiro porque os acessos a isso na empresa foram justamente bloqueados e também, convenhamos, aquele blog é tão ruim, que não vale à pena perder tempo lendo, quanto mais “admirando” suas sandices.

Porém, dias atrás, outra pessoa que trabalha na minha empresa, usando o mesmo IP (e com acesso, uma vez que a ele ainda é permitido), porque o da empresa é único para todos os empregados, também fez comentários, que levaram à suposição apressada e leviana pelo blogueiro de que teria sido eu com nome falso. Na sua ânsia de me desqualificar ele não compreendeu que isso acontece corriqueiramente. Inocente nestas coisas, evidentemente, ele tentou me atacar (mais uma vez) sem razão. Ele irá mostrar para quem quiser exatamente as minhas postagens no passado e a do tal fake, que nem é fake. O IP é o mesmo, com toda a certeza, porque a empresa tem um registro único, embora haja vários terminais. Quem entende um pouquinho de informática sabe como isso funciona.

E é possível que haja até mais comentários de minha pessoa aqui ou ali, mas, garanto, todos são identificados. Faço questão disso. Diferente dele, que ninguém o conhece na Ressacada, eu sou mais comum que figurinha carimbada.

O curioso da história é que sem nem mesmo saber como estas coisas podem ocorrer, o ódio latente que ele tem por mim é inegável. Aliás, ele e seus seguidores que comentaram logo em seguida. Sim, porque só alguém irresponsável e com ódio correndo nas veias para ir comentando o que bem entende sem ter noção da coisa como um todo, movido por um acelerado desequilíbrio emocional. Nem vou comentar as coisas das quais ele me acusou. Não vale à pena. Deixe que ele rumine isso e se delicie com aquelas tolices. Não são para mim e não me atingem.

Mas que fique de lição para as pessoas de bem do nível baixo que há por aí nas redes sociais e nos blogues. Vida que segue.

Por que será que é só o Avaí que é feio?

Na vida, de modo geral, o que é verdadeiro sustenta-se por si só, sem necessidade de maiores esclarecimentos e arroubos de ética juvenil para se provar. Onde não há verdade, por outro lado, é necessário propaganda ou uma mentirazinha inocente, e é por isso que as faculdades de marketing estão apinhadas.

Assim como na vida, também no âmbito do futebol, que a imita muito bem, as situações se tornam semelhantes. É muito comum se tirar uma porção de coisas do contexto pra se ter um pretexto da crítica. Isso não sou eu quem diz, mas os teóricos das Ciências da Educação, da Psicologia e até da Psiquiatria. A mente humana é um poço de invenções.

As pessoas estão reclamando do jogo feio do Avaí. E mais, que não chegará a lugar algum assim. Vamos lá, mães Dinah, os números da mega-sena ninguém me diz, né. Baseado em que essa lógica se pretende verdadeira?

Então que alguém me diga, onde há jogo bonito? No Rio de Janeiro, onde os grandes clubes têm que jogar em outro estado, por que a sua principal praça de esportes está interditada? Ou que um Flamengo ou Vasco perdem para postulantes a times de rua?

Em São Paulo, onde um Palmeiras perde para um Mirassol vergonhosamente, que vez ou outra tem jogadores do Avaí por lá? O São Paulo, que joga burocraticamente a ponto de um dos melhores técnicos do Brasil, Ney Franco, ter sua competência contestada? Quem sabe o Corinthians, que ganha todas as partidas com goleadas de 1X0? Ou mesmo onde o endeusado Neymar já é vaiado porque não consegue mais jogar?

Quem sabe no Paraná, onde só dá Atle-Tiba e os outros são galinhas mortas?

Ou no Rio Grande do Sul, que nem mais Grêmio e Inter são unanimidades? Minas? Bahia?

Alguém me aponte onde há futebol de encher os olhos, para dar como derrotado o nosso Avaí? Ou dizer que o nosso campeonato é um fiasco? Não valem aquelas afirmações de jornalistas medíocres, que dizem que campeonatos alagoanas, sergipanos ou de Piracicabal do Norte estão nivelados com a gente.

O que se percebe, porém, é que está cheio de cachorros que correm atrás da roda e latindo violentamente. Quando o carro para, não sabem o que fazer, aí inventa-se uma desculpa. Se o leitor atento não percebeu, o discurso é o mesmo do ano passado, de que o Avaí não chegaria, mas quando chegou e detonou o rival, o campeonato não valeu. Caiu no nosso colo.

Há muita gente com suas verdade prontamente falseáveis. Talvez seja a mania de querer ser protagonista e não perceber as bobagens que diz. Sim, porque elas se acabam na próxima esquina. Não passam por uma prova de ensino fundamental.

Tapar o nariz e gritar que tá fedendo não remove a sujeira! É preciso um intenso compromisso com a transformação da realidade para mudar as coisas. Dispor de um tempinho para ajudar na hora da necessidade. Ir à Ressacada, pô, e fazer o time jogar com mais vibração ajuda. Porém, para só criticar não precisa nada disso. Na verdade, radicalismo intempestivo e hipocrisia mentirosa andam lado a lado. Porque por trás da crítica ao jeito de o Avaí jogar se esconde outra crítica, que todo mundo sabe qual é. E que nessa hora é burra, porque ficou monocórdica, repetitiva e sem imaginação.

As pessoas acham que só há seminaristas nas platéias para onde se dirigem. Mensagens subliminares? Eu conheço todas. Vamos brincar disso?

A vitória que não valeu

Sim, o Avaí venceu o Guarani nesta noite de quinta-feira de Lua Cheia, está a um ponto de liderar o Chevroletão 2013, jogará suas fichas em dois jogos contra dois grandes de nosso campeonato, pode sagra-se campeão ao final, mas nada disso valeu.

É, o Avaí, para chegar a algum lugar, ser reconhecido por essa massa de pijamas-modinhas, para figurar no hall da fama dos times de futebol da Liga dos Campeões tem que ter jogadores do Manchester e do Barcelona em seu elenco, fazer gols antológicos, golear de lavada seus adversários, sejam eles quais forem, e jogar como a Laranja Mecânica de 1974. A propósito, depois desta noite, pensei que havíamos perdido o jogo. Achei que quem estava comemorando era a torcida do pessoal da Palhoça.

Além disso, penso que a direção avaiana deve liberar os ingressos a dez reais nos camarotes e distribuir ingressos na entrada do estádio. As mensalidades de sócios devem ser com preços de cafezinho, deve-se dar brindes a todo mundo por haver pagado suas obrigações e ter cerveja gelada servida por garçons dentro do estádio. Ah, e nada daquelas camisas homenageando as cidades, pois são elas que dão azar.

Só assim para essa gente dar algum valor a seu time. Seu time?

O Avaí jogou uma partida duríssima contra um time em ascensão. A zaga do Avaí não houve. É bem verdade que também o Guarani não atacou. O Guarani do Joceli se portou como um time muito bem treinado e com posicionamento acertadíssimo. Quem vai a campo (quem vai a campo, repito!) para ver futebol sabe o que é isso. Alguns jogadores do Leão estavam abaixo da crítica, talvez em função das duas últimas partidas jogadas na lama, talvez em parte à marcação feita pelo time do Joceli, mas o fato é que, apesar das dificuldades, conseguimos a vitória suada e estamos muito vivos neste campeonato. Vitória típica de jogo do Avaí. Não é fácil torcer para esse time, reconheço.

Porém, nada disso valeu. Os modinhas e os chatos disseram que o Avaí não merecia ganhar. Deve ser o mesmo pessoal que quer anular o campeonato do ano passado.