Espaço do Torcedor – Don Mattos estreia no Todo Esporte SC

Olá amigos que acompanham o Todo Esporte SC. Hoje começa a figurar entre os colaboradores do portal, o colunista Don Mattos, que escreve no blog Manifesto Alvinegro e faz este texto de estreia, dando seu parecer sobre o primeiro turno do campeonato catarinense. Don Mattos será responsavel ainda pela coluna do Figueirense, a “Furação do Estreito”.

Análise do Primeiro Turno – Don Mattos

Findado o primeiro turno do campeonato varzearinense, algumas análises já se mostram exibidas para qualquer espectador razoavelmente atento.

1 – Não é a toa que a Chapecoense está no topo da tabela e com uma bela gordurinha para ser queimada, caso seja necessário. A cartilha básica do sucesso futebolístico em território barriga-verde, já cansou de deixar claro que, para se dar bem, manter a base do ano anterior é o fundamental. O time ajeitadinho que garantiu o acesso do verdão do Oeste para a série B, foi mantido. Além de manter a base, antecipou a preparação dos atletas em comparação com os demais clubes, logo, entraram com mais entrosamento e melhor preparo físico do que o restante dos times catarinenses. Resultado: título do turno e merecida vaga antecipada para as semifinais;

2 – O Criciúma não fez valer o seu favoritismo de véspera por ser o representante barriga-verde na série A do brasileirão. Mesmo com um orçamento significativamente superior aos demais times do estado, não conseguiu fazer valer o bolso cheio de bufunfa. Diferente da Chapecoense, não evitou o desmanche no elenco do acesso, e agora vive numa grande oscilação dentro de campo, que já rendeu a queda do técnico Paulo Comelli e, também, do seu gerente de futebol, Pestana. O que mostra que, mesmo com a presidência de um renomado empresário, o amadorismo não se afastou do sul do estado. Ok, o futebol apresentado esteve muito aquém daquele que se espera de um time de série A, mas após nove jogos mandar embora o técnico e o gerente que, três meses atrás, foram alardeados e comemorados como os grandes responsáveis pelo acesso, me parece uma prova irrefutável de busca por resultados de curto prazo, típica de gestores amadores que na falta de coragem em admitir suas responsabilidades na desmontagem e montagem do elenco, preferem escolher um (ou, neste caso, dois) boi de piranha para dar uma acalmada na torcida;

3 – O Joinville oscila entre um vexame contra o Camboriú, e a goleada exuberante contra o Guarani. O time este às voltas com uma crise interna, no conflito entre o técnico Artur Neto e o ídolo Lima, onde para surpresa geral, o treneiro se sobrepôs ao boleiro com êxito. Afastou o atacante estrelinha, trouxe novos atacantes e, nesta reta final do certame, dá mostras que entrará com muita força pelo título do returno. Para mim, é o grande favorito nesta segunda etapa do campeonato varzearinense. Uma virada heroica sobre o Criciúma, depois um tropeço contra o Juventus e, por fim, a surra violenta aplicada no indefeso Guarani da Palhoça. O time oscila, até aqui mostrou que joga melhor nos finais de semana do que nas quartas-feiras, mas creio que será um dos 4 semifinalistas sem maiores dificuldades.

4 – O Figueirense entrou no campeonato tentando absorver o baque pelo rebaixamento no campeonato brasileiro. Crise política, time perdido em campo, tudo foi zerado para, sob a batuta de Adilson Batista, tentarem reconstruir o time e o orgulho da torcida alvinegra. Ídolos repudiados pela nova direção, um time todo novo e, no frigir dos ovos, por mais que não tenha feito um primeiro turno de encher os olhos, fez o que se espera nestas situações de remontagem de elenco: acumulou o máximo de pontos possíveis. O time ainda está longe daquilo que se espera para enfrentar uma série B, mas enquanto as peças vão se encaixando, a pontuação vai garantindo um conforto para que, no mínimo, pelo índice técnico a equipe se garanta entre os semifinalistas. Lá, aí sim, os pontos deverão receber o tempero de alguma qualidade técnica, ou irá apenas figurar, perdendo a chance de novamente se igualar ao maior rival em número de taças levantadas. De positivo neste primeiro turno foi a quebra do tabu contra o Avaí, voltando a vencer em seus próprios domínios após eternos 6 anos sem sucesso dentro de casa, o fato de ter sido o único time a ter vencido a entrosada Chapecoense, e dois atletas que vem se mostrando como o novo alicerce do elenco alvinegro: Douglas Silva e Tinga.

5 – O Avaí começou a competição sendo apontado como o grande favorito em função das contratações feitas. Um técnico com algum sucesso pelos clubes onde passou, trouxe de volta o maior ídolo recente da torcida azurra e ainda buscou o bom volante Eduardo Costa. Havia, antes do início do campeonato, a expectativa do retorno de Cléber Santana, o que acabou não se confirmando. Contudo, com o decorrer dos jogos o time apresentou um futebol muito abaixo da média, e faz jus à posição ruim que hoje ocupa. Cotado para protagonista, hoje não passa de um figurante vestindo uma camisa tradicional do futebol de Santa Catarina. O time não apresenta um padrão tático, o preparo físico parece muito aquém do que deveria demonstrar nesta altura do campeonato e os jogadores não demonstram a mesma vontade que a torcida tem pela conquista do décimo sétimo caneco. Alia-se a estes ingredientes uma derrota no clássico para o maior rival, e partidas com desempenho pífio, acompanhadas de derrotas em casa e resultados ruins contra adversários da parte de baixo da tabela. Pela oscilação demonstrada até aqui, deverá realizar uma campanha totalmente diferente da que fez até o momento, se tiver reais intenções de figurar entre os finalistas. Hoje, pelo futebol apresentado até aqui e pela campanha dos times menos tradicionais, brigará com o Criciúma para decidir qual dos grandes ficará de fora da disputa pelo caneco.

6 – Nos demais times, temos o Metropolitano como forte candidato a tirar um dos grandes da semifinal, Juventus mostrando uma boa compactação, um time ajeitado e com bom poder de reação, que não se acovarda diante dos grandes, e o Atlético de Ibirama que, ainda que pelo futebol apresentado até aqui não demonstre forças para lutar por algo maior, pode atuar como fiel da balança nos pontos que vir a roubar de um ou outro candidato às semifinais. Guarani da Palhoça e Camboriú não aparentam forças para reverter suas situações e, tanto quanto a Chapecoense já está com sua situação definida, os dois caçulas do campeonato também parecem já ter trilhado o caminho de volta à segundona do varzearinense.

No mais, foi um primeiro turno de pouca qualidade técnica, onde prevaleceu muito mais a eficiência das equipes do que a prática de bom futebol.

Agora é aguardar pelo que nos espera o segundo turno.

Meu palpite?

Joinville campeão do segundo turno, e além da Chapecoense, junta-se a eles na semifinal pelo índice técnico o Figueirense e o Metropolitano.

Abraço,

Don Mattos.

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