Uma raiva agarrada

As informações que se tem, num dos blogs que odeiam o Avaí, é a de que um responsável pelas categorias de base do clube chamou o blogueiro nas chinchas, como dizem os gaúchos. Polido e educado como deve ser e sem cair na esparrela comum, o coordenador das categorias de base avaiana, Diogo Fernandes, conclamou o mal educado das críticas a conhecer aquilo que criticou por pura ignorância, algo que eu já havia chamado a atenção neste texto (Ah, a propósito, pipocam por aí insinuações (sempre elas) de que há uma parceria do Avaí com holandeses nas categorias de base. E que jogadores estariam mapeados e contratados. Bom, primeiro, qualquer néscio sabe que jogadores, em qualquer idade, já tem um empresário nas costas. Se alguma virgem vestal não sabe disso, acho melhor passar a acompanhar o futebol com mais dedicação, para não pagar mico. E, depois, não entendi. Não era o Gabriel o responsável pelos contratos dos “di menor”? É aquela história: se a gente não sabe, a gente inventa, e sempre pelo lado negativo. Ô, ovo cheio de pêlo, hein.).

É claro que muitas das críticas existentes na Estratosfera Avaiana, aquela que se acha acima do bem e do mal, têm como alvo o presidente Zunino. Isso qualquer criança de colo sabe. O importante é bater nele, independente do que seja. Se amanhã chover muito na Ressacada a culpa é dele e se fizer sol, ele é o culpado.

Os perdedores da última eleição não se conformam até agora pelas derrotas e aliciam virgens vestais e incautos para a sua causa, que aliás, parvos que são, caem como patinhos nessa cruzada messiânica pela oposição da atual gestão na Ressacada. As colocações de dívidas astronômicas, negócios escabrosos, contratações nebulosas e contratos obscuros são lançadas ao ar, sem comprovações, exatamente para fazer um incauto acreditar que ali, na Ressacada, se esconde uma legião de mafiosos e criminosos, cujo único intuito é secar as fontes do clube. Não se pensa, exatamente, na fragilidade que é o nosso clube, haja vista que a ascensão a patamares mais elevados se deu por força da abnegação de poucos. O que vale é detonar a administração Zunino, custe o que custar, até levantar calúnias e difamar reputações. Quem acompanha isso percebe que se atira para todos os lados, sem distinção. Passou na frente, é alvo. Amigos, familiares, parentes, funcionários da sua empresa são largados na sarjeta das iniquidades, como se fossem ratos num porão pútrido.

Evidentemente que eu credito muito disso àquela máxima de Nelson Rodrigues, de que “a mais sórdida pelada é de uma complexidade shakesperiana” e ressalto que muita gente opina como se ainda estivesse sentado nas arquibancadas, roendo os dedos, imaginando o lance que não houve, o gol que não foi feito, a vitória que não aconteceu. Não, não recrimino quem se sente frustrado pelas campanhas inglórias e esbraveja com rancor. Eu falo daqueles que conspiram nas madrugadas, ou os que se escondem debaixo dos edredons, mas posam de fazedores de obras prontas ou inventores da roda.

Sabe-se que até bem pouco tempo alguns brigavam contra isso, contra a o pessimismo arraigado e eram ativados pela manutenção das boas condutas quanto à atual administração, com críticas construtivas, ou até mais ácidas, mas sempre entendendo que se fazia um trabalho para elevar o nome do Avaí. Porém, como preza a todo oportunista, bastou terem seus desejos pessoais podados, voltaram-se contra o clube e agora posam de críticos conscientes, como todo traira gosta de se auto-denominar.

A história do Avaí Futebol Clube é a de conquistas amargas, tiradas no esfolar da pele, com todas as dificuldades conhecidas, sem ajudas de federações, tribunais e governos, que cada avaiano que acompanha com amor o clube já conhece. Porém, de uns tempos para cá, ao que parece, a presença na série A do rival fez mal a alguns avaianos. Dotados de uma raivinha atroz, coisa de adolescentes mimados, muitos que se dizem avaianos querem vingança. Querem estrelar na Zona do Euro, do dia pra noite, e por isso vivem levantando hipóteses sem nexo a respeito da conduta das pessoas que estão à frente do clube de qualquer jeito. Eu queria, imensamente, entender essa agressividade.

O curioso é que vivem a bater de frente com a mídia da Capital, mas o discurso que propagam é o mesmo daqueles, com a diferença é que lá são pagos para isso e aqui, fazem por espontaneidade, mesmo dizendo serem torcedores do clube.

Fazer críticas é salutar ao desenvolvimento de qualquer instituição. Mas crítica raivosa e denegrir a imagem do clube, mesmo que seja da direção, é jogar pedra no próprio telhado. E isso tem volta. Como bem demonstrou o coordenador da categoria de bases ao ser ofendido.

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