Estado rico, futebol pob(d)re, parte 2

As situações ocorridas com o futebol em Jaraguá do Sul e Camboriú não podem passar incólumes por aqueles que prezam pelo futebol.

Contudo, o que temos visto, ou melhor não visto e nem ouvido é uma discussão séria a respeito dos dois temas que os times destas duas cidades trouxeram à tona no campeonato catarinense deste ano.

Para quem não sabe a diretoria do time do litoral, com todas as letras, recomendou o seu torcedor a não comparecer ao estádio em virtude da falta de seriedade do campeonato organizado pela Federação Catarinense de Futebol. E o time da cidade do norte somente não fechos as suas portas, ainda, por que conta com apoio de clube semiamador da região.

O que nos leva a, pelo menos, pensar: Por que Santa Catarina que é um Estado tão rico possui um futebol tão pob(d)re?

Se formos levar em consideração o artigo Pobre Paulistinha… paupérrimo Carioca, escrito pelo jornalista esportivo Juca Kfouri, perceberemos que esta pobreza ou podridão existente no futebol não é um privilégio do nosso Estado.

E afirmo sem medo de errar: este é um (dentre outros) dos principais fatores que está afastando o torcedor do futebol!

É possível ainda corrigir este rumo? Com o caminho que está sendo trilhado atualmente (interferências demasiadas de empresários e salários astronômicos, por exemplo) não acredito num horizonte favorável.

Principalmente, quando aqueles que deveriam nos abrir os olhos, exigir melhor qualidade e fomentar o seu produto não o fazem. E não estou falando aqui dos clubes de futebol ou das federações (e confederação), Mas sim das empresas que detém o direito de televisionamento da prática esportiva.

Afinal, por ser um veículo de imprensa deveria prezar pela verdade e pela qualidade, mas se omite e não discute (ou o faz de forma passageira e sem aprofundamento) os problemas existentes. Deveria fomentar financeira e adequadamente o produto que vende, pois recebe lucro considerável com as cotas de TV (vide tabela comercial do Grupo RBS, por exemplo), mas no caso do futebol catarinense os valores repassados aos clubes são vergonhosos.

Ou seja, é provável que tenhamos por muitos anos um futebol pobre e podre. Será que logo deixaremos de ser um país de chuteiras? E será que isso não será bom?

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Um pensamento sobre “Estado rico, futebol pob(d)re, parte 2

  1. Corroboro plenamente a tua opinião. O produto são os clubes e os times que fazem para jogar os campeonatos mal planejados, mas quem vende se aproveita como bom oportunista e não discute estas relações.
    A última suposta discussão que houve quase terminou em pancadaria.

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