Por que será que é só o Avaí que é feio?

Na vida, de modo geral, o que é verdadeiro sustenta-se por si só, sem necessidade de maiores esclarecimentos e arroubos de ética juvenil para se provar. Onde não há verdade, por outro lado, é necessário propaganda ou uma mentirazinha inocente, e é por isso que as faculdades de marketing estão apinhadas.

Assim como na vida, também no âmbito do futebol, que a imita muito bem, as situações se tornam semelhantes. É muito comum se tirar uma porção de coisas do contexto pra se ter um pretexto da crítica. Isso não sou eu quem diz, mas os teóricos das Ciências da Educação, da Psicologia e até da Psiquiatria. A mente humana é um poço de invenções.

As pessoas estão reclamando do jogo feio do Avaí. E mais, que não chegará a lugar algum assim. Vamos lá, mães Dinah, os números da mega-sena ninguém me diz, né. Baseado em que essa lógica se pretende verdadeira?

Então que alguém me diga, onde há jogo bonito? No Rio de Janeiro, onde os grandes clubes têm que jogar em outro estado, por que a sua principal praça de esportes está interditada? Ou que um Flamengo ou Vasco perdem para postulantes a times de rua?

Em São Paulo, onde um Palmeiras perde para um Mirassol vergonhosamente, que vez ou outra tem jogadores do Avaí por lá? O São Paulo, que joga burocraticamente a ponto de um dos melhores técnicos do Brasil, Ney Franco, ter sua competência contestada? Quem sabe o Corinthians, que ganha todas as partidas com goleadas de 1X0? Ou mesmo onde o endeusado Neymar já é vaiado porque não consegue mais jogar?

Quem sabe no Paraná, onde só dá Atle-Tiba e os outros são galinhas mortas?

Ou no Rio Grande do Sul, que nem mais Grêmio e Inter são unanimidades? Minas? Bahia?

Alguém me aponte onde há futebol de encher os olhos, para dar como derrotado o nosso Avaí? Ou dizer que o nosso campeonato é um fiasco? Não valem aquelas afirmações de jornalistas medíocres, que dizem que campeonatos alagoanas, sergipanos ou de Piracicabal do Norte estão nivelados com a gente.

O que se percebe, porém, é que está cheio de cachorros que correm atrás da roda e latindo violentamente. Quando o carro para, não sabem o que fazer, aí inventa-se uma desculpa. Se o leitor atento não percebeu, o discurso é o mesmo do ano passado, de que o Avaí não chegaria, mas quando chegou e detonou o rival, o campeonato não valeu. Caiu no nosso colo.

Há muita gente com suas verdade prontamente falseáveis. Talvez seja a mania de querer ser protagonista e não perceber as bobagens que diz. Sim, porque elas se acabam na próxima esquina. Não passam por uma prova de ensino fundamental.

Tapar o nariz e gritar que tá fedendo não remove a sujeira! É preciso um intenso compromisso com a transformação da realidade para mudar as coisas. Dispor de um tempinho para ajudar na hora da necessidade. Ir à Ressacada, pô, e fazer o time jogar com mais vibração ajuda. Porém, para só criticar não precisa nada disso. Na verdade, radicalismo intempestivo e hipocrisia mentirosa andam lado a lado. Porque por trás da crítica ao jeito de o Avaí jogar se esconde outra crítica, que todo mundo sabe qual é. E que nessa hora é burra, porque ficou monocórdica, repetitiva e sem imaginação.

As pessoas acham que só há seminaristas nas platéias para onde se dirigem. Mensagens subliminares? Eu conheço todas. Vamos brincar disso?

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