Um clássico em 9 atos

Ato 1: A escolha

Confesso que eu não iria conseguir assistir ao clássico. Eis que recebo um convite para ver a partida num local “enigmático”. Não, não era na Ressacada. Mas na casa de um torcedor do Figueirense, que havia ido ao clássico, e cedeu o local para três avaianos acompanharem o jogo. Se não bastasse isso, o local carrega o estigma de que todas as partidas disputadas pelo Avaí, desde a série B de 2008, assistidas naquele ambiente o Leão não conhecia derrota.

Ato 2: A escalação

O treinador do Avaí mantivera o esquema: 4-4-2. No meio de campo havia o retorno do Jefferson Maranhão. Mas para compensar havia a vontade de Eduardo Costa. Ou seja, nervosismo seria a palavra de ordem para o torcedor avaiano.

Ato 3: O árbitro

Um gol supostamente polêmico para cada lado. Faltas não marcadas para ambos os times. Expulsões que deixaram de ser decretadas. Com certeza não agradou gregos e nem troianos. Mas deve ter deixado a torcida da casa muito mais apreensiva, disto eu não tenho dúvida.

Ato 4: O primeiro tempo

Se na primeira etapa o futebol foi fraco e de pouco trabalho para os goleiros, especialmente Diego, Reis destoou em campo. Não foi coroado com o gol, mas mostrou a mesma regularidade e esforço de sempre. Sem falar que Jefferson Maranhão saiu lesionado e o treinador adversário fez uma substituição, muito provavelmente com medo de seu atleta ser expulso.

Ato 5: O adversário

Este era o time que liderava o returno e a classificação geral? O time que para 9,5 comentaristas, dentre 10, será o campeão do Estado? Bem, no jogo de hoje o time limitou-se a defender. Seu primeiro chute a gol foi a cobrança de penalidade que abriu o marcador, no segundo tempo. O que está havendo com o Figueirense que tem tido medo ou receio de enfrentar o Leão? Desejou garantir o empate quando colocou três defensores. Logo em seguida fez o gol e recuou. Não criou contra ataques. Apático ficou esperando o Avaí.

Ato 6: O treinador avaiano

Antes mesmo do Figueirense abrir o placar eu estava me questionando a razão da saída de Sérgio Soares e a contratação de Ricardinho. Afinal, mudou o treinador, mas o Avaí continua o mesmo. Mesmos acertos. Mesmos defeitos. No intervalo afirmou que o time deveria retornar mais ousado. Mas a ousadia parece ter ficado no intervalo. Era evidente que o Figueirense apenas se defendia. Porém, quando Jefferson Maranhão saiu lesionado não ousou um terceiro atacante. O fez, somente, quando esteve atrás do placar. Será esta a alternativa para o Avaí terminar o campeonato? Ou seja, s e a defesa pode ser frágil o ataque precisa fazer mais gols.

Ato 7: O prenúncio

Quando o Avaí tomou o gol. Eu falei que o Avaí viraria o jogo. Fui questionado se acreditava naquilo ou se era apenas força de pensamento. Eu disse: o empate sairá aos 35 minutos e a virada no final do jogo, quem sabe nos acréscimos. Quais foram os momentos dos gols mesmo?

Ato 8: O esquema

Se iniciou o esquema no 4-4-2, pode-se dizer que o Avaí terminou a partida num 3-3-1-3, pois Eduardo Costa recuou e se postou na frente dos zagueiros. Marquinhos, que muitos dizem que não marca, também voltou um pouco e Arlan e Julinho se posicionaram como alas. Nadson tentaria fazer a ligação e os três R’s comandavam o ataque do Leão. O provisório esquema surtiu efeito. Até por que o Figueirense não levava perigo. Se o Avaí tomou sustos, muito foi por erros da sua defesa do que propriamente por criação do adversário. Diga-se de passagem, o Avaí até criou mais oportunidades, contudo também não eram bem aproveitadas.

Ato 9: O final?

Estão deixando o Leão chegar. Estão querendo correr o risco! Só espero que no meio do caminho, num eventual jogo semifinal, ou final, se é que ele possa vir a ocorrer, não coloquem um tal de Célio para apitar a partida entre o time do sul e o Leão … De resto, tudo pode acontecer!

 

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5 pensamentos sobre “Um clássico em 9 atos

  1. Bela análise!
    Só não entendi a choradeira adversária.
    O lateral direito deles saiu no lucro, foi malino no primeiro lance do jogo.
    O goleiro amarrou o jogo inteiro;
    Os volantes bateram;
    O Adilson cantou o jogo todo para o árbitro da lateral;
    Os zagueiros só levaram cartões no final do jogo;
    Eles reclamam um lance do E.Costa, mas ele chutou a bola, somente a bola. Tá certo que que se tivesse uma barra de concreto no meio, ele quebrava, mas que o chute foi na bola, não há dúvida!

    O penal deles, achei que foi;
    O gol da vitória, assisti em casa, no computador parei diversas vezes para ver o lance frame a frame, e a cada olhada notava algo diferente:
    De imediato achei impedimento, mas depois fui mudando.
    O E Costa recebeu a bola de trás.
    Como achei penal para o fiGAYra, a marcação a favor do Avaí não seria nada demais.
    Havia um zagueiro dando condições, além do outro que estava na linha da trave.

    Acho que o fiGAYra começou a preparar a arbitragem para possíveis novos embates no estadual.

    SdX

  2. Ah, e o goleiro do Figueirense deveria mudar de profissão. Se bem que não, pois não foi muito convincente na sua atuação de “sofri uma fisgada na parte de trás da coxa”. Como é que depois ainda bate o tiro de meta?

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