Um tiro n’água

PomboA expressão UM TIRO N’ÁGUA significa, nas internas, que alguma coisa grande e eloquente vai dar em nada. Faz-se uma pantomima avassaladora sobre determinado assunto, com grande vulto, absurdamente ampla, para que, momentos depois, não haja resultados dignos ou aproveitáveis. Foi o que aconteceu com o dirigente do time doladelá, Leandro Niehues, ao fazer declarações bombásticas nas rádios sobre o resultado sofrido pelo seu time na Ressacada, após o clássico, e imputando má-fé à arbitragem diante do estrago, e que 24 horas depois do térmico da partida já há juízo em contrário.

O lance do jogo que ocasionou toda a polêmica, e que juntou um relatório lamurioso de todo o jogo por muita gente, correu o Brasil e não há um Santo Cristo que diga, definitivamente, se houve ilegalidade. Vi e ouvi, isto sim, diversos analistas tarimbados afirmando que a regra do futebol garante o gol num situação assim, ou seja, na dúvida, pró-ataque. E o ex-árbitro Leonardo Gaciba decreta e garante, do alto de sua experiência, que o lance foi legalíssimo, embora reconheça sua dificuldade em interpretar a regra especificamente.

O que fica marcado nessa história foi o destempero primário e inédito do dirigente diante dos fatos. Sua postura mostrou-se irrelevante, uma vez que ao esfriar o músculo viu-se que a lesão não foi assim tão séria.

A sua verborragia primária demonstrou imaturidade. Não se responde e-mail com sangue quente, só para dar um exemplo. Não se aponta o dedo para um árbitro se não se está dentro do gramado. Uma vez que para jogadores isso já é motivo de penalização, imagine para um dirigente, que deve primar, exatamente, pela sensatez no discurso.

E o ineditismo é para sua choradeira sem propósito. Como bem disse nosso companheiro de Portal, David Mattos, o time deles não é dado a estes rompantes de reclamações pós-jogos, a esse chororô intragável, ficando com lamentações interna corporis. Até porque, ao que parece e segundo nos conta a História, nunca tiveram problemas com arbitragens, muito pelo contrário.

Dessa forma, o excesso de reclamação do ex-treinador e agora dirigente mostrou-se insuficiente, ineficaz e juvenil.

Mais pueril ainda foi a declaração de um jogador do time do Estreito chamando de timinho o Leão da Ilha e que precisava de ajuda do juiz (sic). Quero acreditar que ele deva passar agora no Ribeirão da Ilha e comer algumas boas porções de farinha de mandioca, para crescer a aprender um pouquinho mais da vida do futebol. Aliás, escrevi bem mais do que uma linha para isso. Não merecem.

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Um pensamento sobre “Um tiro n’água

  1. Assino embaixo!

    Querer responsabilizar nossa incompetência em fazer o resultado no campo num eventual erro do juiz, é forçar demais a amizade. Vocês mereceram ganhar, nós merecemos perder e ponto final. É corrigir o que erramos para não repetirmos o erro na próxima.

    Esse chororô é tão irritante quanto vergonhoso.

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