Marquinhos não joga

Esse é o desejo de 9 dentre os 10 técnicos dos times do Chevroletão 2013. Também é o que querem os torcedores de todas as equipes do estadual. E agora, pelo que se percebeu nesta semana, alguns procuradores do TJD/SC o querem também fora dos gramados. Qual a razão disso? Porque, no campo, jogando bola e fazendo o que sabe, é garantia de diferença para a média de jogadores que andam por aí. É sinônimo de vantagem para o Avaí.

Galego

Marquinhos encarna a alma avaiana como nenhum outro jogador da atualidade em seus clubes o faz. Nenhum outro, repito. No rival Figueirense, até bem pouco tempo tinha-se um ou dois que vestiam com a amor a sua camisa, mas por ordem do mercado foram exilados. Na Ressacada, não. Embora haja uma murrinha instalada no meio da torcida, ainda mantemos nossos ídolos no hall da fama com pompa e circunstância.

O Galego de Biguaçu é acostumado a dar suas cusparadas midiáticas contra a hipocrisia reinante. Não mede palavras quando o assunto é defender o Avaí ou defender sua própria condição. Levando bordoadas de todos os lados, ele não se intimida em dizer o que pensa e caga e anda para o que pensam dele. Olhar de cara feia para Marquinhos e desejar impor alguma regra sem noção para suas atitudes é querer ouvir o que não deve. Na primeira chance ele manda no meio das canetas do moralismo rastaquera instalado em nossa mídia e nos regulamentos que favorecem os fracassados.

Talvez Marquinhos seja um dos últimos ídolos casca grossa a pisar em nossos gramados. O politicamente correto cínico que nos assola quer acabar com jogadores que tenham postura, que sejam protagonistas e transformar a todos em bois de manada. Se o que nutre a fama da maioria dos boleiros é a vaidade, a aparência e as frivolidades, em Marquinhos sua notoriedade é em jogar bola com garra de soldado e volúpia de vencedor. O adjetivo mais comum que lançam para ele é o de polêmico, talvez porque não se enquadre nas normas estabelecidas e diga o que quer, sem se importar com as etiquetas. Falta pouco para que o chamem de pombo também.

Com Marquinhos jogando e intimidando apenas com a presença em campo não há o que temermos. Neste Estadual, os outros é que devem ir atrás do vice-campeonato.

 – A foto é da competentíssima Jamira Furlani, um instantâneo de um momento mágico.

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