Quando a vontade de reclamar é maior do que a de ajudar

Determinadas coisas que ocorrem na Ressacada, e que causam mal estar em torcedores, talvez sejam por descuido, outras vezes por excesso de zelo, em alguns momentos por inépcia e por pouquíssimas vezes de má vontade mesmo. Contudo, de maneira geral, algumas situações que levam a quaisquer desconfortos podem, certamente, serem resolvidas com uma boa conversa e ajuda coletiva. Os que querem ajudar conseguem corrigir e isso é assim em qualquer lugar.

O Estádio da Ressacada é um dos que melhor recebe seu público, seja local ou visitante na média de boa parte do Brasil, dentro de suas possibilidades.

É bom lembrar que organizar a vida de milhares de pessoas a cada semana e com um a um dos torcedores querendo ser tratado a seu jeito é algo um tanto complicado. Qualquer pessoa de bom senso sabe disso. A frase “a Ressacada é a nossa casa” é uma figura de retórica, ressalte-se, se é que alguém ainda não sabe, para dizer que podemos usar e usufruir das dependências do estádio de nosso clube, mas considerando que não é o lar particular dos torcedores. Imagine que 3 mil pessoas queiram que tudo seja feito do seu jeito particular? Isso precisa ser dito? Parece que sim. O uso é coletivo e cada um deve se adaptar às condições de uso de toda uma coletividade. Por isso, situações pontuais irão ocorrer, sem dúvida alguma, o que não implica em descaso do clube para com os torcedores. É um descuido que precisa ser resolvido, caso o torcedor queira que se resolva, é lógico.

Vários torcedores costumam ir assistir a jogos do Avaí fora de casa e sabem perfeitamente o quanto é difícil se sentirem bem nas instalações que frequentam. Há lugares em que o banheiro para a torcida local constitui-se de um vaso sanitário para todos os torcedores, sejam homens ou mulheres (né, Assis?). E para os visitantes nem isso temos em outros lugares.

A segurança, seja particular ou da PM, muitas vezes nos tratam por bandidos e as dificuldades de acesso são inerentes à importância do jogo.

Há estádios cuja arquibancada para os visitantes é uma arrumação de vergas e tijolos, ou concreto puro. Sabemos de estádios onde sequer se oferece água, quanto mais um refrigerante, ou um alimento mais consistente. Temos exemplos os mais diversos acerca da precariedade das praças esportivas por aí, no aspecto de conforto ao torcedor, e não apenas em Santa Catarina.

A Ressacada e talvez o estádio de nosso rival devem ser os estádios com melhores acomodações que se conhece em nosso estado. Não conheço outros que sejam todos compostos por cadeiras nas arquibancadas, só para dar um exemplo. E em nosso estádio, há camarotes que muito clube bom por aí no Brasil não possui, cuja possibilidade de se assistir a um jogo é de satisfatória a boa. Temos um serviço de segurança pessoal disponível que não deve para ninguém por aí, com observância ao conforto do torcedor. O atendimento nas catracas e mesmo na Secretaria procura suprir as necessidades de cada torcedor, independente de suas aspirações e desejos.

Porém, é claro, é evidente, que muita coisa pode e deve ser revista. Há erros de foco. Mas há, também, uma oportunidade enorme de melhoria na “nossa casa” e que só os torcedores fiéis e de boa vontade serão capazes de resolver fornecendo as sugestões necessárias para isso. Críticas com soluções, é claro!

Por outro lado, lá na nossa casa, na casa particular de cada um, quando temos problemas ou dificuldades no patrimônio, nós não saímos porta afora dizendo que nunca mais voltaremos para ali. Vamos arregaçar as mangas e resolver, é evidente. Dessa forma, se considerarmos a Ressacada “a nossa casa”, então, embora seja uma figura de retórica, repito, por que também não nos ajudamos mutuamente? Por que não arregaçamos as mangas e vamos procurar resolver?

O canal disponível para encaminhamento de quaisquer manifestações é o ouvidoria@avai.com.br. Sempre que se entrar em contato por esse canal, se recebe uma resposta. É apenas uma questão de boa vontade, nada mais que isso, entendendo-se que o interesse seja apenas o de querer construir mais e mais um Avaí melhor.

Agora, se um torcedor qualquer sair de casa com o intuito de achar defeitos no estádio de seu clube, certamente ele irá encontrar, mas dificilmente direcionará a sua energia para corrigir isso. Ele não quer ajudar, apenas quer reclamar. E para isso, com toda a certeza, não há solução. Porque, para destruir é muito fácil: basta escrever um bom texto ou fazer um boca a boca consistente. Um dia o cara vence, mas o clube já perdeu com a atitude dele.

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