Com sabor e com afeto

O Avaí jogou as suas cartas no Chevroletão 2013 com a sua batida habitual. Foi protagonista até onde deu, é fato, mesmo que os jogos tenham estado abaixo de uma linha estabelecida subjetivamente. E deu as cartas, incomodou e foi protagonista exatamente porque foi o último campeão. Não vou entrar no mérito do viralatismo agarrado de que ganhamos por acaso em 2012. Essa ética falsa não me convence. Fomos campeões e defendíamos o título, o resto é ensebação desnecessária. Ponto final.

Mas o Avaí, como bem diz meu amigo Fábio Flora, vive na lâmina da navalha. Suas vitórias caem no bocejo cínico e as derrotas exaltam uma crítica torta. E não pode ser assim, né. Vamos combinar que temos muito metido a entendido de futebol entojado e vaidoso por aqui.

Saímos do Estadual com um papel interessante e jogamos alguns jogos que ninguém jogou até as semi-finais. Agora, temos pela frente duas competições nacionais de bom porte e que renderão um bom dinheiro para o clube. Portanto, é a hora do torcedor abraçar o time. Se o clube e o time que o representa meteram a cara a tapa, o torcedor avaiano, com medo de passar vergonha ou nojo para assistir a jogos ruins, ficou de fora da festa. Só em três jogos finais a pulsação ficou mais acelerada pelos lados dos Carianos. Antes? Apenas as pipocas na panela faziam barulho.

É hora de mudar isso.

Que pela Copa do Brasil e pelo Brasileiro da Série B tenhamos uma média bem melhor do que os minguados 3 mil e (muito) poucos. Não se faz futebol assim. Não colam mais as desculpinhas do acesso, da fila, dos ingressos, do pouco futebol, de ônibus queimado ou maré cheia. Se o cenário do futebol brasileiro está doloroso, time de futebol sem torcida não merece subir de posição.

Se alguns bocós exaltaram a frase de Ricardinho, dizendo que a torcida havia abraçado o time, que isso se torne verdade e não apenas figura de retórica para embelezar blog. Que se vá mesmo ao estádio e pegue nas mãos cada jogador e os ponha nos ombros. Assim é que uma torcida joga junto com um time de futebol.

Porque, independente de torcida, um time de futebol até joga e pode ser campeão, mas o sabor de dividir isso com uma comunidade que o abandone é o mesmo que o sedento no deserto beber água de miragem, ter uma noite de amor com a pessoa de seus sonhos de luz apagada, ou comer no Réveillon aquela bela comida de hospital, sem sal ou tempero algum. Não tem a menor graça.

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9 pensamentos sobre “Com sabor e com afeto

  1. Aguiar, no futebol deve haver o respeito. Falo isso pq o Avaí tem que prezar por este princípio hoje à noite, “porém”, coloco o nosso time como favorito.
    Dito isto e acreditando no favoritismos deste embate, o Avaí deverá enfrentar o Inter numa fase mais qualificada, e onde o clube precisa contar com sua torcida ao lado, para além de empurrar o time, também faturar um pouco mais nas rendas, e conseqüentemente ganhar um pouco mais de lastro nas contas.

    Claro que para o jogo da volta contra o América, a torcida também deve estar presente para ajudar no favoritismo.

    O brasileiro está chegando e o Avaí precisa da sua torcida.
    Passou da hora das diferenças de opiniões ficarem fora das arquibancadas, de subirmos a média de 3 mil torcedores que não pagam nem a abertura do estádio.

    Quero crer que podemos chegar a uma média de 5 mil torcedores em jogos contra clubes menores e 10 mil em jogos importantes.

    O DelfinZão 2013 passou, tivemos uma boa arrancada no final, faltou “pouco” para mais uma conquista, mas faltou, então que um pouco mais qualificado o nosso timão chegue mais longe na copa do brasil e conquiste o acesso para a série A.

    Que uma nova fase comece hoje!

    Abraço, mô quirido!

  2. E aí, o Cléber Santana não era dono do próprio contrato? Como explicar isso:
    Luiz Penido ‏@LuizPenidoGlobo 22 h
    Flamengo veta ida de Cleber Santana para o Ava, após autorizar jogador a negociar com catarinenses. Ele fechou e Jorginho mudou de ideia

    É isso aí, vamos continuar aplaudindo todas as mentiras do Zunino, parceria com russos, portugueses, arena, centro de treinamento…. certos torcedores merecem o presidente que tem, igual na política do nosso amado Brasil. Chega de Fanatic, falta de transparência e zelo pelas contas do clube, quereremos (os torcedores que não tem rabo preso) uma nova diretoria pra colocar ordem na casa, FORA ZUNINO!

  3. É isso que espero, Aguiar. É difícil pra caramba, a divisão está muito grande dentro da torcida, são posições totalmente diferentes, mas o clube não deveria sofrer as conseqüências.
    Um sonho, né?

    Mas sem a torcida o clube vai agonizar mais um ano. Já falei que os 3 mil são os que temos, mas infelizmente o Avaí precisa de mais.

    Não quero fazer o “SE”, mas vimos no jogo contra o Tigre que a Ressacada cheia faz diferença, né?

    Abraços

    • Pois é, só pelo depoimento do tal aí acima dá pra entender que tu falastes, Fábio. Deve ser mais sofativista, que esbraveja pelos teclados, mas não tem culhão pra montar um projeto e assumir o Avaí.

  4. Depois sou chamado de retardado por acreditar que se a torcida que foi ao clássico for uma constante temos chances plenas de nos tornarmos um grande a nível nacional.Já mostramos a força e essa meia dúzia que vive querendo a cabeça do Zunino façam uma capa apresentem a proposta e vamos pras eleições final do ano … é igualzinho no Brasil querem derrubar o atual porque fez muito mais que as patotas todas anteriormente, é perfeita administração? claro que não, aliás perfeitos são apenas alguns blogueiros e pseudos torcedores. Logo …

  5. Pingback: Comentário de Israel Teixeira | Todo Esporte Santa Catarina

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