Ronan 2 X 0 futebol

metralhasNesta noite de sexta-feira, na Ressacada, no jogo entre Avaí e Joinville, quem perdeu foi o futebol. Não foi o Joinville quem ganhou, não deu banho de bola e seu esquema tático não desmontou o Avaí. Quem ganhou o jogo para JEC foi o apitador Ronan Marques da Rosa. E quem perdeu não foi o Avaí, foi o futebol.

Alguns abobados, bocas alugadas da imprensa, e ela mesma que tem o rabo preso com o Delfim da Federação, dirão que o Avaí sofre de chororô incansável com relação às arbitragens. Mas o que se viu no Estadual, no jogo contra o Criciúma, na Ressacada, onde um lance não dado pelo Celinho definiu a configuração das finais, admitido inclusive pelos próprios corneteiros que detestam o Avaí por causa do presidente e pelo próprio apitador daquela partida, dá mostras de que o Avaí não chorou à toa. E diante do que se viu nesta noite passada, com a execução sumária proporcionada pelo apitador do jogo, o Ronan, o choro, se é que existe, tem a sua razão de ser, pois foi um roubo aberto e declarado.

O Avaí Futebol Clube foi assaltado, a apito armado, em plena Ressacada. Não foram lances duvidosos. Não foram erros que poderiam ser dados ou não. Não foram aquelas situações nas quais o sujeito tem que ver diversas vezes na TV e ainda ficar na dúvida. Os lances pontuais, que resultaram na anulação de um gol legítimo do Avaí e que acabaram por fazer acontecerem os gols do Joinville, foram claros. Não houve dúvida. Até a imprensa, que costuma amenizar esses lances, consentiu. O Avaí foi garfado absurdamente, ao vivo e a cores. Além disso, houve as faltas que foram minando a atuação do time da casa. O ladrão se chama Ronan Marques da Rosa.

Se recomendaram a Marquinhos não dizer mais isso, naquela ópera bufa que foi o seu julgamento, eu digo. Não tenho problema em dizer, porque ele é isso mesmo, um ladrão. Tenho simplesmente as provas mostradas pela TV. Não estou colocando em dúvida a idoneidade do apitador fora das quatro linhas. Não se trata disso. Não o conheço pessoalmente – e nem quero. Mas dentro de campo ele se mostrou alguém ardiloso, com intenções declaradas. E há a afirmação do próprio Marquinhos, garantindo o que o apitador disse para ele durante a partida, que as pessoas podem buscar nos vídeos da entrevista pela internet, situação que depõe completamente contra a conduta do apitador. Não houve lisura. Ele, Ronan, roubou abusada e categoricamente o Avaí. Se foi encomendado, se foi por raivinha, se foi por má-vontade, se foi porque é ruim mesmo e deveria estar encerrando a carreira, disso eu não sei. Só sei que quem perdeu foi o futebol. E por que? Porque foi o Avaí quem entrou em campo para ganhar, jogou para isso e o apitador não permitiu.

É preciso registrar que faltou aos atacantes do Avaí calma para decidir o lance final. É preciso dizer que o técnico do Avaí ainda não achou a sintonia fina para que o time do Avaí comece a ganhar e convencer. É preciso afirmar que ainda falta muita coisa para o Avaí ser um time de futebol. Porém, e exatamente por isso, por todas as dificuldades, pelo time não ter encaixado ainda, por ser série B, por termos jogos cascudos para decidir, a desastrosa atuação do apitador interferiu diretamente no resultado do jogo. Tem que se registrar essa passada de mão oceânica feita pelo apitador.

Agora, eu gostaria de entender uma coisa. Quando Marquinhos chamou o Celinho de ladrão, com toda a razão, imediatamente se fez uma campanha pelas redes de mídia tradicionais pela honra e pela moral dos apitadores. E como virgens vestais, os nobres senhores do TJD/SC prontamente emparedaram o Galego. Defendendo a moral e os bons costumes, os ilibados senhores oportunizaram uma das maiores comédias em nosso futebol, que vestidos a caráter, quiseram censurar quem estava com a razão. Claro que poderão querer me cutucar por estar dizendo isso, como quiseram emparedar também o meu amigo André Tarnowsky. Então, e essa é a minha dúvida, se são senhores defensores dos bons costumes, será que vão abrir processo contra o apitador Ronan Marques da Rosa, pelo prejuízo incontestável ao Avaí, cuja arbitragem foi unanimemente contrariada?

Ou eu terei que achar que todo rio tem duas margens: a margem do Chico e a margem do Francisco?

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3 pensamentos sobre “Ronan 2 X 0 futebol

  1. Até hoje o Avaí busca de alguma FCF e com a imprensa, principalemente alguns figuras bem conhecidos.
    O que o clube ganhou com isso?
    Nada, absolutamente nada!
    Pagam uma merreca pelo catarinense, utilizam a ressacada como cabide de empregos para jornalistas e meia duzia de tecnicos, fazem publicidade com o torneiam chevetão e ganham muito dinheiro discutindo, triturando a imagem do clube.

    E A FCF: Só apronda (vontade de falar o palavrão), com o Avaí com arbitragens dignas de um filme onde o bandido vence.

    Que o Avaí rompa PUBLICAMENTE com a, afinal o que tem a perder além do que já perdeu?
    Aproveita a deixa e proibe a entrada de uns dez da imprensa dentro da ressacada.
    Escutei o Paulo Branch ontem….vtnc, esse cara é um merdaele não pode mais entrar na ressacada.

    O Marquinho falou certo: O Avaí poderia perder de 1×5, mas nem isso o apitador deixou acontecer.

    Abraço e desculpa pelo excesso

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