Falando pelas Costas

Tu já ouviste falar da pessoa que é convidada a entrar na tua casa e logo depois ela sai falando pra todo mundo que a tua comida é horrível e as instalações são assim uma naba? E que quem a administra, no caso, tu mesmo, és um inapto? Pois é mais ou menos assim que funcionam as relações entre técnicos de futebol e jogadores. Ah, sim, pensavas que ia falar de outra coisa? Não, não uso paráfrases, quando eu quero eu digo na lata o que me incomoda.

Mas voltando à bovina refrigerada, treinador de futebol tem ao seu alcance vários jogadores num elenco. Um time profissional não se compõe apenas dos onze em campo. Tu sabes disso. Aliás, diferente do que dizem diversos entendidos em futebol (e como tem!), não se consegue definir uma quantidade padrão de jogadores a compor um elenco. Não existe legislação, modelo protocolado, case de administração e negócios que discuta a matéria. Quando o sujeito diz:

– Pô, já temos 30 jogadores no plantel!

Na verdade ele não sabe é de nada e só faz esta expressão para posar de sabichão, intelectual, o cara que diz conhecer os caminhos do esporte bretão. Não existe o tal do número administrável de jogadores, isso é balela.

Bom, mas quando um treinador tem à mão vários jogadores ele faz opções para compor o seu time. Ele escolhe aqueles que acha mais capazes de poder jogar de acordo com as suas aspirações e convicções. Não tem a obrigação de agradar a torcedores, diretores, conselheiros ou empresários, mas ao seu pescoço. Para usar um exemplo bem tolinho, se eu sou ateu não vou escolher a Bíblia ou o Corão para fazerem parte de minha biblioteca. O treinador, então, seleciona quem ele quer e os convida a fazer parte do seu grupo.

E é aí que a suína enverga a cauda. Quem fica de fora, seja jogador ou interessado, se amofina e quem está dentro começa a reclamar de quem ficou de fora, ou de quem está fazendo força para entrar. E é nesse instante que o convidado à sua casa começa a fazer a crítica conforme apontei lá na primeira frase.

Nos anos de vida observando os meandros do futebol, pude perceber, sem erro, que nem sempre o pronunciamento de que um grupo está unido é sinal de união e nem sempre quando a vaca está indo para o brejo com baldinho, bezzerrinho e cordinha é atestado de terra arrasada.

Os chineses e gregos é quem tinham razão: na crise é que se consegue as melhores vitórias.

Tenho certeza, depois de tudo o que ocorreu por estes dias na Ressacada, que vamos virar esse troço. Claro, é lógico, vai haver um preço e talvez seja bem salgado.

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12 pensamentos sobre “Falando pelas Costas

  1. Perfeito, agora vão ficar arrumando coisinhas pra falar nesses dias, tudo claro dando ouvidos a imprensa que pelo visto o outro time é o lider da serie A com louvores e esta super bem na próxima champions league … (só pra lembrar, quando a coisa degringolava nos outro lado falavam da arena… e voltarma a falar, será …).
    Quando ganha os caras encontram jogadores na noite e batem nas costas pedem camisas etc etc… se perde são baladeiros, cachaceiros etc etc, como se fossem as mais puras pessoas do mundo. Ficam arrumando salários atrasados, brigas entre os principais jogadores (no Avaí deveria ser uma briga generalizada, porque temos no mínimo uns 5 líderes). Deixem esse tempo passar, treinador virá, e será o melhor se ganhar, porque se perder sairá como o Hemerson maria que era o melor no estadual e o pior na série B (isso dito por muitos) essa bipolaridade sempre contra o próprio time (pelo menso eu penso que são avaianos) irrita e enche o saco.
    Vão comer tainha bando de chato… ficar cuidando se homem esta ou não bebendo ou na balada é coisa de … fofoqueiro, como se nunca tivessem bebido na balada …

  2. RapaZi, já escutei uns 30 nomes para técnico.
    Se for pra apostar, gostaria de ver o Pingo no Avaí.

    Sobre as futricas, nada de novo, não esperava absolutamente outra coisa.
    Na vitória o silêncio, na derrota os magos do futebol.

    Fiquei puto, chateado, decepcionado com a resposta em campo que os jogadores não deram.
    A atitude do Ricardinho foi honesta e boa para os dois lados.

    Só para constar:
    Etapa 1: saída do técnico;
    Etapa 2: malhação a todos;
    Etapa 3: especulações (isso é permanente e já começou antes da etapa 1);
    Etapa 4: Quase acerto ou acerto;
    Etapa 5: Divulgação – eu queria ser o primeiro a divulgar…;
    Etapa 6: Malhação antes de saber como o hômi trabalha;
    Etapa 7: É burro até que prove o contrário;
    Etapa 8: Ganhou duas mas ainda é burro;
    Etapa 9: Perdeu e é mais burro que o burro;
    Etapa 10: A berlinda – aprenda a sobreviver sobre a lâmina de uma navalha;
    Etapa 11: E o HM no Crac…;
    Etapa 12: Zuzu, você perde muitos gols e aceita todos os árbitros;
    Etapa 13: É aguardar o cara pedir as contas ou demiti-lo;
    Etapa 14: Marquinho, querendo ou não tu vira alvo.
    Etapa 15: Volta a etapa 1.

    Ó, também faço minhas críticas e “as vez” xingo, principalmente jogador descomprometido.
    Sobre o Ricardinho, não fico em cima do muro: Esperava muito mais do trabalho dele;
    Não vivo o dia a dia do clube, não sei como funcionam certas coisas, mas as vaidades deveriam ser muito melhor administradas pelo Rondineli e sua equipe;
    Os jogadores que gostam de um sereno devem se preservar e deixar para aproveitarem as noitadas qdo estiverem numa posição confortável na tabela.

    Sds

  3. Pingback: Cometários de torcedores inteligentes | Força Azurra

  4. Não vai comentar dos salários atrasados no Avaí desde abril? Como fica um funcionário, que em pleno mês de junho, não vê em sua conta pingar um tostão desde março? Deve ser difícil sobreviver nesse mar de incertezas, mentiras e amadorismos que a diretoria avaiana protagoniza a cada dia. Incrível a falta de planejamento, sempre postergando o pagamento de salário para o 20º dia do mês seguinte. Quero só ver quando chegar final do ano e tiver todos os encargos, salários acumulados, 13º, o magnata Zunino precisará injetar mais um pouco de seus milhões no Avaí para cobrir o rombo da própria gestão, que após 12 anos não conseguiu dar jeito nas dívidas que o Flávio Félix deixou, diriam os entendidos. E ainda consegue certificado de clube formador, ISO e outras baboseiras para enganar os leigos, ainda bem que final do ano está chegando e não teremos que atuar mais essa palhaçada. A caminhada a partir de 2014 não será fácil, mas tenho certeza que a torcida dará apoio total ao próximo presidente (que não seja da situação, por favor!) e retomaremos ao caminho de vitórias, com bom planejamento, profissionalismo e transparência acima de tudo, vai pra cima deles Leão!!!!

  5. Torço muito pelo HM e espero que ele esteja preparado.
    ele terá o apoio de 100% dos torcedores e espero que aqueles esquecidos que vaiaram ele em alguns jogos, dessa vez pensem 10 vezes antes de repetir as vaias.
    Tenho medo pela pouco experiência, mas vou esperar o hômi trabalhar e se errar vou esperar pelo próximo jogo para que ele acerte.
    Ele é um cara bom de grupo.

    Desejo muita sorte e sucesso ao comandante azurra.

    Além disso, espero que os 12 mil que não comparecem a ressacada, voltem com o espírito avaiano, com aquele apoio que só a nossa torcida sabe dar.

    abraço

  6. Pingback: E a oposição deu as caras | Todo Esporte Santa Catarina

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