A coragem para mudar o esquema

Era jogo para matar. O Avaí perdeu uma ótima chance de conquistar posições, haja vista o equilíbrio da competição nesta fase inicial.  Claro que não dá pra fazer terra arrasada e dizer que está tudo errado e tem que trocar de cabo a rabo. Porém, ainda falta poder de decisão a esta equipe. Um pouco mais de força, um pouco mais de gana, mais ambição e começaremos a vencer e pontuar bem, o quê até agora não tem acontecido.

Eu vi um Avaí mais arrumado em campo. Não sei dizer se por intervenção do técnico Zé Maria, se por necessidade de se ajustar para começar a jogar com objetividade, se por fragilidade do adversário, mas é fato que se viu um Avaí mais bem postado em campo. Dominou grande parte do jogo, teve alguns lances que poderiam resultar em gol e se imaginava que a qualquer momento o Avaí poderia abrir o placar. Não uso a frase “placar injusto”, até porque futebol é um evento cheio de lances ocasionais, repleto de contingências e dizer que 2 + 2 = 4 neste esporte é temerário. Tanto que ainda temos algumas deficiências e o São Caetano também mostrou oportunidades. Temos, é bom saber, as mesmas deficiências de antes na marcação e na defesa.

Alef e Pablo não podem continuar na zaga. E Julinho continua a deixar uma avenida pela esquerda.

Não, peraí!

Estes jogadores não jogaram e continuarão longe dos planos do treinador. Dois deles, aliás, nem farão mais parte do Avaí, ao menos nesta temporada.

Mas não era esse o discurso pronto e entabulado cada vez que o Avaí sofria ataques adversários? Esse é o risco de se analisar jogos com o ronco do estômago. Como, por exemplo, dizer que Cléber Santana é um ET, quando, na verdade, ele é esse aí que está jogando agora e sua melhor fase, talvez a melhor da carreira, tenha sido a temporada de 2012. Errou alguns lances bisonhos, coisa que, se fosse com Marquinhos Santos certamente estaria empalado agora em praça pública como aqueles bonecos de Judas na Semana Santa.

Eu vejo, sinceramente, é que o Avaí ainda não se adaptou ao esquema 4-4-2, isto, sim. Não são os jogadores A ou B que farão a diferença, mas a sua disposição em campo. É o tipo de postura que vem desde Sergio Soares, passou com Ricardinho, vai ser mantido pelo Zé Maria e demonstrou, até agora, ter sido ineficaz. É hora de mudar de hábito. Um 4-2-3-1, um 3-5-2 clássico, ou 4-5-1 consistente podem mudar a forma de atuar do Leão da Ilha.

Quem terá coragem de fazer isso?

Pelo visto, daqui a três meses, a continuar assim, o que pode mudar no Avaí é o comando técnico, mais uma vez.

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