É o que falta: comprometimento

Muita gente tem ensaiado um isso é impossível para a campanha da Chapecoense neste início de Série B, igual ao que já foi feito no próprio catarinense. Atribuem à falta de status e ao epíteto de interior para desmerecer a campanha, cuja sequência preconceituosa agrega um cavalo paraguaio para o pessoal do Oeste. Porém, se formos analisar à luz dos resultados e apresentação de números, Avaí e Chapecoense foram os dois clubes que mais decidiram títulos nos últimos anos em nosso quintal, e no âmbito nacional foram os clubes que mais obtiveram bons resultados dentre os catarinenses.

De cinco decisões, o Avaí disputou três estaduais e foi campeão nos três. O Verdão do Oeste também foi a três finais e campeão em uma. Conseguimos um acesso numa campanha memorável, da mesma forma que o pessoal do Oeste, da C para a B. Fizemos uma boa campanha na Série A e agora a Chapecoense parece que encaminha um boa performance na B deste ano.

Se a conjuntura for posta na tábua fria da matemática, Avaí e Chapecoense, respectivamente 1º. e 2º. lugares num ranking criado por estes critérios, podem ser considerados os melhores clubes de futebol de Santa Catarina nos últimos cinco anos, com desempenhos de campeões absolutos.

O curioso é que enfrentamos jogos difíceis e encardidos com jogadores que estavam numa zona entre cones e postes assombrosos. Mas decidiam.

E aí surge a dúvida: por que, neste ano de 2013, com um time formado por jogadores tarimbados e experientes, supostamente bem superior aos outros cinco anos, o Avaí não decola?

Pela simples razão de faltar por aqui o que sobra por lá na Chapecoense: competitividade. É a premissa básica para um grupo de jogadores se transformar em time de futebol. E é o tipo da coisa que não depende de bons salários, visibilidade, direitos de imagem, número de títulos nas costas ou qualquer fator agregado. Nem está em jogo a noção subjetiva de qualidade individual dos atletas.

Eu não tenho nenhum pudor em afirmar que estamos com carência de garra. Com falta de empenho. Ausência de comprometimento. Coisa dita, inclusive, pelo técnico Zé Maria num programa de debates pela rádio.

No momento em que este grupo de jogadores do Avaí começar a encarar os jogos como decisivos e entrar na competição, nada mais nos segura.

A questão é: quando isso vai acontecer?

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