Mudanças e andanças

Alguns amigos mais próximos tem me reportado que há pessoas da torcida avaiana assombradas comigo, com minha suposta mudança ou com meus mais recentes textos, afirmando que até o chapa-branca está corneteando. A propósito, em referência às vésperas do Dia do Amigo, não sabia que era, assim, tão estimado, pois existe até postagens na blogosfera avaiana (e algumas em nível nacional) a meu respeito.

Quero dizer que agradeço às deferências e considerações sobre mim e que meu ego obeso poderá ter até uma apoplexia de tão inchado. Aos que me odeiam um beijo e aos que me amam um abraço, ou seria ao contrário? Aliás, se pregasse no deserto como dizem alguns espertos, não haveria tanta preocupação com minha pessoa. Vão arrumar algo pra fazer, vão.

Mas, para decepção dos carneirinhos e ovelhas no pasto informo que não, não estou corneteando nada, até porque não sou dono da verdade. Quem corneteia é porque tem a fórmula pronta. Quem sai de casa pra fazer protestos e passeatas é porque pensa que tem a solução. Eu não tenho.

O que afirmo é que o grupo de jogadores do Avaí precisa de mudanças. Que o técnico Hémerson Maria necessita, urgente, rever seus conceitos. Sua fórmula de quatro jogadores contendores, independente se são zagueiros ou laterais ou mesmo atacantes (o Tauã, no último jogo, teve que voltar para fazer essa função), e o tal losango no meio que tanto afirma, postura que se repete desde o ano passado e aplicada em outros clubes pelo qual passou, se mostraram ineficazes. Não estão dando resultados condizentes com a necessidade de o Avaí avançar na competição.

Mas, diferente do que interpretam, não estou querendo que ele saia. Vou torcer para que dê certo, sempre. O que menciono é que, a continuar assim, irá embora logo, para desespero dos chapas-brancas do Maria, assim como tem os do Cléber Santana, e dos meninos da base, tanto que são vaiados e tão logo são negociados, viram astros do rock. É risível.

Como disse, sou estudioso do futebol. E não porque eu tenha feito alguma faculdade no assunto, que tenha perdido noites com as ventas em cima de livros e artigos sobre o tema, que tenha defendido monografias em centros de pesquisas avançados discorrendo sobre a matéria. O estudo aqui se refere a observar atentamente, dedicar-se a apreciar um jogo, examinar, analisar, mas tudo com olhos amadores. Aliás, como todo torcedor faz, mas sem o ranço arrivista e o sentimentalismo bocó. Eu faço isso nos jogos que acompanho e procuro me informar sobre o tema ao natural.

Dia destes um jovem adolescente birrento tentou me emparedar, lá no blog do André Tarnowsky, afirmando que cada um vê o jogo como quiser. Mas é óbvio, Flipper! Com a vantagem, pró-eu mesmo, de ouvir as entrevistas dos treinadores e enxergar, no campo, como que os times deles jogam. Seo Hémerson Maria aplica o que diz, um 4-4-2 sofrível, só que, para nossa desgraça, os resultados estão levando o Avaí para o ralo. Por isso, a necessidade urgente de mudanças táticas, de acordo com as características de nossos jogadores.

Eu tenho plena certeza, ops!, que se começarmos a jogar com três zagueiros e com três meias habilidosos, os resultados positivos começarão a surgir. Mas, para isso, é preciso coragem para mudar o esquema, sob pena de mudarmos de série.

Então, Muda já, Maria!

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