Das invencionices pardalescas marianas

– Faz o fácil!

É a frase que se diz das arquibancadas e se ouve de muitos técnicos à beira dos gramados direcionada a jogadores que inventam uma jogada e, na sequencia, acabam prejudicando o time.

Óbvio que a nossa rabugice das arquibancadas muitas vezes não entende uma decisão e movidos por aquela máxima de que somos todos técnicos, nossa frustração por uma melhor jogada acaba sendo promovida à indignação quando algo mais fácil e tranquilo não foi feito. E um treinador, por conhecer as capacidades de um determinado jogador também exige a jogada mais simples.

Porém, há coisas que são claras e evidentes. Aí não cabe dizer que é pegação no pé ou cornetagem. É o inquestionável.

Desde que assumiu o Avaí, substituindo o técnico Mauro Ovelha, com o aval do presidente Zunino (ah, não sabias?), o técnico Hémerson Maria fazia o fácil. Optava pelo mais simples. Como seu elenco era aguerrido, mas carecia de uma marcação adiantada, que forçasse o erro do adversário, ele optava por marcar a saída de bola adversária e apostava nos contra-ataques quando recuperava a posse. Lembra-te de como jogava o time que foi campeão estadual em 2012 e tu terás a exata noção disso.

Com lançamentos de Cléber Santana para Arlan, ou para o Carreirinha, que entravam pelas costas dos zagueiros, o Avaí decidiu várias partidas. Aquele jogo semi-final contra o Metropolitano e a partida impecável na Ressacada, no primeiro jogo da decisão contra o time doladelá, mostraram como o Avaí jogava. Se alguém se atentava aos detalhes, deve ter percebido que o time marcava forte com Bruno lá atrás, cobrindo os zagueiros e permitindo que houvessem estas jogadas pelas pontas. Era um forma fácil de jogar. Não havia invencionices. Não se buscava pelo em ovo.

Porém, Hémerson Maria, de um bom estrategista, virou Zé Maria, um treinador medíocre e comum, que abusava da sorte e buscava soluções mirabolantes na Série B de 2012, achando-se o Pep Guardiola tupiniquim. Até o seu discurso, antes tranquilo e comedido, virou declaração de Secretário Geral da ONU, igual ao título deste texto. Se não fosse mandado embora, sua carreira de pop star luxemburguesca metido acabaria ali.

Então o Avaí, na formatação de seu HD para a temporada 2013, testou alguns aplicativos à beira do gramado, mas o sistema não reiniciava. Estava travado.

Foi chamado, dessa forma, de novo o Hémerson Maria, na esperança de que tivesse retomado a sua humildade do Estadual e levasse este Avaí ainda lento e sem alma a uma retomada na Série B. Fez, mexeu, capengou e achou um time, com a formatação de Eduardo Costa no meio da zaga, atuando como líbero e Rodrigo Thiesen fazendo a saída de bola e cobrindo os avanços dos laterais. Ótimo! Jeito simples de jogar. Era o que queríamos e por causa disso fomos eficiente. O Avaí começava a achar um time. Duas vitórias inquestionáveis em casa. As dificuldades apresentadas são inerentes à Série B.

Só que como um zumbi anabolizado, o Zé Maria voltou e estragou o que ele mesmo havia conseguido. O empate com o Bragantino, por isso, foi inevitável e por pouco não houve um desastre maior. Foi válido pelas circunstâncias da partida, mas é preciso voltar a fazer o simples.

Não há o que reclamar, ainda estamos na competição, mas é preciso muito mais do que isso, sem invenções do treinador. Ah, e que Marquinhos e Cléber Santana também voltem a jogar. Eu os defendo incondicionalmente, porém, na atualidade, só estão assinando a súmula.

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