Sem invenções, Maria

Não costumo usar lógica de presunção, antecipar coisas ou fazer testes de hipóteses. A gente tem que trabalhar com coisas claras e definidas, Mas tenho lido e ouvido que há uma tendência de o treinador Hémerson Maria mudar o esquema vitorioso do Avaí até aqui em função da suposta fragilidade do adversário e para dar oportunidade ao jogador Marcio Diogo, uma vez que, pelo que se sabe, está de volta ao time.

Fiquei preocupado.

Na minha opinião é um jogo decisivo, mesmo sendo contra o adversário mais fraco da competição. Acompanhante de futebol há anos, mesmo que algumas virgens vestais queiram me ensinar a rezar a missa, aprendi que em time que ganha, não se mexe. É o ditado mais elementar desse esporte de fazer doidos. Até o do rodapé usa isso. O famoso “na dúvida não ultrapasse” também pode ser usado em conformidade à situação.

É que o Avaí conseguiu encaixar um time e está jogando certinho.  Nem sou favorável a esta onda tola de “queremos lateral”, “queremos zagueiro”, “queremos esse ou aquele”. Ou então aqueles cuidados de “vamos ter contusões”, “vamos ter expulsões”, aí, minha mãe, socorro, que medo! Tolices!

O fato é que não se aceitará uma derrota, ou mesmo um empate, nesta sexta-feira, cujos prenúncios de casa cheia e às vésperas de mais um aniversário do clube são grandes, caso o treinador avaiano desça um degrau no pódio da feliz humildade que adotou. O futebol, dentro das quatro linhas, é algo para ser levado a sério, sem modismos ou invenções. Sem querermos parecer superiores. Futebol é coletivo, lembram?

Em primeiro lugar vem o respeito ao adversário. E o melhor respeito que se pode declarar num jogo desses é jogar com controle da situação e concentrado. Até uma goleada acachapante é respeitosa, se o time jogar focado no objetivo.

A segunda coisa é querer dar lugar para todo mundo. Não que Marcio Diogo não tenha lugar no time, mas no atual esquema avaiano, não cabem dois atacantes. Simples. Pode-se ter dois homens lá na frente, com um mais adiantado e outro voltando para buscar o jogo. O Galego virou artilheiro por causa dessa postura. Provou-se isso em exaustivas sete rodadas, com resultados positivos obtidos no sacrifício de um esquema feio, mas vitorioso.

Parece que o treinador avaiano anda ouvindo alguns especialistas de araque com empreguinhos medíocres em rádios. Se Hémerson Maria quiser colocar mais um atacante a tendência é que o time perca a velocidade de Diego Jardel, o motorzinho deste meio campo, e a marcação terá que correr mais para acompanhar os armadores Marquinhos e Cléber Santana. O resultado disso? Já vimos este filme.

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