O problema foi o losango

Se a projeção avaiana era pontuar cem por cento em casa neste returno e buscar ao menos duas vitórias fora de casa para, no pior dos cenários, disputar pau a pau uma vaga no G4, essa matemática foi para o espaço com esta derrota para o Oeste. Sim, aquele empate foi uma derrota acachapante. E créditos especiais ao treinador avaiano, que mais uma vez, voltou a fazer invenções.

Muita gente sabe, de meus amigos a desafetos, que defendo demais as coisas do Avaí. Por isso mesmo que madames me chamam de recalcado e babacas de outros adjetivos, uma vez que essa defesa, segundo eles, significa puxar o saco do Zunino. Como quero mais que se danem, vou continuar minha lenga-lenga.

Mas o que eu digo é que defendo muito as coisas do meu clube. Porém, tem horas que é complicado. Como eu quero, como eu torço pelo treinador avaiano para que enverede de vez e acerte uma sequência boa sem inventar. Ele conseguiu, é verdade, achar um time e batemos palmas para isso. A tal sequência invicta é mérito dele, em boa parte, mas também das atuações de nossos jogadores de série A, Marquinhos e Cléber Santana. Os dois jogam muito futebol pra uma série B.

Porém, o técnico avaiano tem os méritos de ter achado uma função para eles e fazer o grupo jogar em função disso. O esquema de 4-5-1 é exatamente para que estes dois jogadores possam ter liberdade para criar. Mas Hémerson Maria é capaz de estragar o que constrói e não enxerga o óbvio na sua frente em muitas partidas, nesta em especial.

O Oeste veio com uma proposta de preencher o meio de campo. Sabia que o Avaí jogava com a criação de Marquinhos, Cléber Santana e Diego Jardel.  E apenas um homem no ataque.

O que fez o treinador do time de Itápolis? Pôs quatro homens na defesa, deixando um marcando Marcio Diogo, outro na cobertura, dois em cada um de nossos melhores jogadores, adiantou os volantes para pegar Diego Jardel e as subidas dos laterais, e seus meias jogaram em cima de Rodrigo Thiesen e Eduardo Costa. Eduardo Costa jogou protegendo Leandro Silva, que foi muito ruim no jogo, mais uma vez. Creio que tenha sido sua última partida pelo Leão.

Em determinados momentos do jogo o time do Oeste tinha oito homens na meia contra quatro avaianos. Impuseram uma marcação dentro da nossa defesa. Havia mais homens de vermelho na defesa do Avaí que os de azuis. Jogaram tanto no contra-ataque como construindo jogadas. E aí alguém pode pergunta: mas então eles deram um banho de bola? Não, simplesmente nos tornamos presas fácies deles porque não soubemos sair da marcação.

Qual era a solução? Simples. Fazer a coisa mais simples e óbvia. Colocar Beto no lugar de Diego Jardel e forçar a marcação do Oeste dentro da área deles. Não precisava ter metido Higor com tremedeira, Tauã na lateral (quem teve essa idéia?) e Luciano como armador. Aliás, insistiu de novo nisso, fazendo o guri ser o que não é e queimando sua vida no clube.

Alguns, claramente, vão dizer: ah, viu, é porque não temos jogador e o coitado do Maria tem que se virar. Claro, aí ao invés de simplificar ele complica. E quem não faz o simples tem que fazer losangos.

Vamos subir? Quem tem Marquinhos e Cléber Santana se entendendo num time, tem meio caminho andando para o sucesso. Mas a cota de invenções do Maria já extravasou. Ele não é um treinador fraco, mas está fazendo uma força desgraçada para isso.

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