A parada da multipolaridade

É incrível a comoção geral que repercute na torcida avaiana pelas críticas que se tem feito ao desempenho do treinador avaiano. Pelos erros primários que tem cometido e que levaram a três resultados negativos, que foram os empates contra Bragantino, Ceará e Oeste, em escorregadas exclusivas dele. Uma tempestade em colher de sopa tola e desnecessária por se dizer o que ele não deveria ter feito.

Quando estou nas arquibancadas, como sempre faço, a não ser que alguma coisa muito particular me impeça de freqüentar o estádio, fico torcendo por meu time, aplaudindo as jogadas, apoiando, dando incentivos, mas também reclamo de um jogador por ter errado um chute ou outro por um passe errado, de uma saída equivocada de um goleiro, até de um gandula que tenha posto errado a bola no gramado.

De um técnico, se errar, reclamo com mais comentários porque ele trata do contexto, da situação ampla do jogo e não de fatos pontuais. E afirmo que se errar muito pode ter o cargo posto à disposição, porque o futebol pune quem erra muito.

Estas situações são naturais, de jogo, daquilo que todo torcedor faz ao assistir a uma partida de futebol. São reações comuns, quando vemos uma coisa que poderia ter sido feita diferente e não foi, e depois tomamos prejuízo.

Porém, parece que deus desceu na Ressacada e se incorporou no treinador Hémerson Maria, tanto são seus defensores e babões, demais, por sinal. E parece que mudou de lado essa multipolaridade. Virei o chapa-preta e corneteiro avaiano da noite pro dia. Não se pode falar do tipo de postura tática que ele adota? Ou das substituições equivocadas?

Afirmo, categoricamente, que estou do lado dele. Reconheço seu valor e não vou fazer campanha para sua saída. Acho que a diretoria errou ao trazê-lo de volta, porém torço muito para que dê certo. Se subirmos, vamos subir juntos e se não for possível o acesso, será uma responsabilidade compartilhada, nossa, da torcida, com ele e os jogadores.

Não vou fazer, por exemplo, como se fez durante anos com o presidente Zunino, divulgando sandices sobre sua capacidade de comando. Não vou abrir faixas de FORA HÉMERSON MARIA. Não vou ofendê-lo com palavras chulas, nem estender isso à sua família. Não vou dizer que ele está no Avaí fazendo falcatruas e nem afirmar que seu filho é mafioso e dono de cartel de jogadores. Não criarei uma trupe de desocupados para fazer programinhas na internet com o único e principal objetivo de execrar o treinador avaiano. Não vou abrir um hemersonmariômetro em meu blog para vê-lo pelas costas e nem convocar público zero a cada erro de sua estadia na Ressacada. Nem mesmo vou montar uma oposição covarde, ferrenha e sistemática ao trabalho dele porque seria amigo do técnico anterior.

Sou muito honesto ao afirmar que ele tem errado em algumas oportunidades, mas vai acertar porque inteligente que é vai perceber os seus equívocos e que o caminho não é aquele. Estou com Hémerson Maria para o que der e vier, reconhecendo o seu valor como técnico do Avaí e que foi graças ao seu trabalho que estamos no limite de uma entrada no G4 desta competição duríssima que é a Série B. Está difícil, é complicado? Arregaça as mangas e segue em frente que tem muita água a passar debaixo dessa pinguela.

Corneteiro, eu? Dá licença! Era só o que me faltava.

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2 pensamentos sobre “A parada da multipolaridade

  1. Impressionante, até quando é para falar (mal) do treinador, você não perde tempo para “babar” o presidente. Tudo bem, a gente já sabe do seu amor por ele, mas não exagera!!

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