A catuaba da torcida

Analisando pela prancheta fria de teóricos e matemáticos, as perspectivas do Avaí sair desta pindaíba técnica e tática em que se meteu são pequenas. A água que estava na bunda já chegou na cintura.

Eu não sou, nunca fui, de fazer terra arrasada, muito menos jogar a toalha enquanto o campeonato rola e os pontos estiverem quicando para serem conquistados. E, ainda, considerando que falamos do Leão da Ilha, aquele cujas dificuldades estão impregnadas em seu tórax, tudo pode acontecer. Também não sofro de medinhos tolos porque não temos jogador ou alguns deles podem se contundir e aí, “ai minha nossa senhora, ó dia, ó azar”.

Nada disso!

Quando falamos de futebol jogado pelo Avaí não existe regra estabelecida e nem conjunção matemática. O que há é jogar e bola pra frente.

É certo, há que se perceber, contudo, que a hora da onça tomar um energético já chegou. O Avaí, quer queira ou não, terá que fazer uma campanha de campeão. O que significa isso? Tá, nem precisa ser assim de campeão. Mas terá que fazer os mesmos pontos do primeiro turno e mais seis. Sim, com sessenta e seis pontos dá pra jogar os dados na mesa e ver no que vai dar. Isso porque, as duas vagas que estarão sendo disputadas daqui por diante no G4 (duvidas que Chapecoense e Palmeiras já não estejam na série A?) estão nas mãos de seis times. E aí a luta é direta, cabeça a cabeça, ombro a ombro.

Mesmo que se ache que ABC, Paysandu e América-RN tenham chances, a remada deles é muita alta. E os times até o Avaí ainda estão irregulares. Aliás, mesmo o Avaí precisa se estabilizar. Ou seja, está difícil. Só que não impossível. E esse é o ótimo momento de se dar uma virada ao melhor estilo avaiano.

Portanto, sem rancores atávicos ou orgulhos desmedidos, a presença do torcedor agora será substancial para se aplicar esse red bull moral. Se chegamos até aqui, ao trancos e barrancos, e ainda assim temos boas chances, é sinal de que podemos mais.

E se faltar força para o time chegar a torcida tem que dar a sua cota de catuaba existencial de comprometimento. Afinal, quando tudo estiver decidido, o prazer de uma classificação será de todos.

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Um pensamento sobre “A catuaba da torcida

  1. As vezes acho que falta compreensão dos torcedores.
    Vejo que nesse momento deveria haver união de forças e não cobrança excessiva.
    Falta um bom lateral direito e um bom atacante, falta é visível.
    Porém ontem vi o ranking do público da série B e a nossa média total é de 4.600 e poucos.
    Jogamos duas partidas com ingressos a10 real e a média foi de 7500 nas duas partidas.

    Não vou reclamar dos que foram, mas dos que preferiram o conforto do sofá da sala ou da mesa de um bar.
    O futebol é caro e está cada vez mais inflacionado.
    Os custos de hoje são infinitamente maiores do que no inicio dos anos 2000.
    Isso é tão claro e fácil de entender. Sem apoio não há como fazer mágica e essa é a minha leitura.

    Já falei para alguns, queria o Rafael Moura, mas ele custa 350 mil/mês. Pra trazer um jogador desse quilate precisaria de uma engenharia da NASA e com ajuda do Papai Noel.

    sds

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