A carência principal está no banco de reservas

Discordo daqueles que creditam 80% de jogo a um treinador, ao contrário, ele representa 20%, se muito, numa partida.

Mas um treinador é aquele profissional que observa o coletivo, analisa a melhor forma que um jogador pode corresponder e efetiva mudanças de acordo com as características de um time. E só ele pode interferir, só ele pode colocar este ou aquele jogador. E quando se precisa de um treinador exatamente naquele ponto onde a situação está mais crítica, onde ele pode mudar o rumo da toada, ele falha, refuga, se omite, ou não toma as providências que são pedidas.

Enquanto se tem falado das carências avaianas, eu insisto em dizer que time que possui carências não se supera nas adversidades. Ao contrário, briga pra não cair. Há quem confunda carência com postura em campo e é neste sentido que, aí, sim, concordo com a carência avaiana no seu ponto mais crítico: o treinador.

Justamente numa adversidade, exatamente quando se sabe que um time tem potencial e quando já se está careca de saber como jogam os jogadores da temporada é que se percebe onde o treinador falha.

Associo ao treinador avaiano grande parte de nossas patinadas nesta arrancada final. Foi quando mais ele foi exigido, mais suas atuações para o time deslanchar se mostraram pífias. E antes que algum bocó queira me retrucar, informo que não quero tomar o lugar dele, aliás, não faço coro com FORA esse ou FORA aquele. Diferente do que muito banana dono da verdade fez durante anos com o presidente Zunino, não vou hastear bandeiras ou levantar faixas, até porque reconheço que o técnico também ajudou, e muito, ao Avaí nesta caminhada. Não estava ali fazendo o óbvio, como se tem dito do presidente. Infelizmente, falta ao HM o ajuste final, que é o que está travando o time.

No jogo deste Sábado era evidente que o América de Minas não estava bem na partida. Percebia-se que seus jogadores estavam nervosos e mal posicionados em campo. O jogo era nosso. Mas o acaso, sempre ele, quis que toda a configuração da partida se modificasse. A saída de Cléber Santana desmontou a armação avaiana. Então, ao sair, o que era preciso fazer, por um técnico experiente ou com vontade vencer? Colocar outro armador em seu lugar e manter o 4-4-2 que já havia dado resultados nos últimos jogos. E o que fez Hémerson Maria? Gastou sua melhor arma para jogos encardidos logo de cara, metendo responsabilidades desnecessárias a um bom jogador, mas sem traquejo, gastando sua munição sem necessidade.

O resultado? Todo mundo já sabe e é desnecessário bater na mesma tecla. Com o time desgastado para correr por um jogador imaturo, o técnico, ao invés de soltar o time e liberar Marquinhos para o meio (que já jogava de cabeça-de-área), trouxe ainda mais o adversário para dentro, tirando um atacante e metendo um zagueiro. Era jogo de tudo ou nada e ele preferiu o nada.  A falta de fôlego de Ricardinho, no lance final, quando poderia matar a partida, demonstra como este time se doou e superou as dificuldades.

Aliás, Ricardinho tem sido um verdadeiro Leão na composição da defesa e se mostra um jogador determinado e exemplar nessa configuração do Avaí.

Não vou jogar a toalha, evidentemente, porque se fosse assim parava de escrever agora e iria tratar de coisas mais importantes. Mas a minha convicção de que vamos subir diminuiu exatamente aí, nesta partida, onde Hémerson Maria jogava para não perder, quando era pra buscar três pontos. Como invariavelmente tem feito.

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2 pensamentos sobre “A carência principal está no banco de reservas

  1. Fala istepô!
    O jogo de sábado foi estranho. O América teve domínio de bola, circulou em torno da área avaiana, mas foi o Leão quem teve as melhores oportunidades.
    Ao meu entender, o Luciano não esteve bem enquanto em campo e o Avaí se superou com um a menos.
    O Beto saiu por contusão e se tivesse levado o Reis, seria ele o cara a entrar. O atacante segura os dois zagueiros.
    O Márcio Diogo é um bom jogador, mas fora da Ressacada ele fica omisso, se esconde do jogo. Poderia ter dado lugar ao Jardel que iria recompor o meio e alimentar o ataque, o qual estava inoperante pela inércia do MD7.
    A zaga e alas foram muito bem.
    Tauã não, ele vem da escola do Medina, Carreirinha,…

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