O time caveira

Com estas palavras o técnico avaiano Hémerson Maria definiu o time do Avaí. Time cascudo, duro, que tem vontade e raça. “Não adianta ter um time talentoso se não houver obediência tática”, que deve servir para os que falam de carências e falta de qualidade. Na verdade, o treinador avaiano apresenta aquilo que é o natural no futebol, que é o resultado a ser perseguido por um time que quer vencer.

É apenas isso o que se quer, o resto é bajulação boba.

Enquanto seus bajuladores aloprados querem time de qualidade e com jogadores top de linha, ele resolve com o que tem. Bato palmas para isso. Aplaudo quem resolve os problemas com o material que tem nas mãos e não dá desculpas furadas do “quem sabe”, “ah, se tivesse o jogador tal”.

Se eu sou seu crítico por diversas vezes devido a se achar maior do que o time, como naquela vez em que disse “se errei, faço de novo”, neste jogo contra o Paraná dou méritos, porque mostrou que jogando de igual para igual contra qualquer adversário também dá. Não é difícil. Nenhum time tem dificuldades de ganhar se fizer o simples e quiser ganhar. Custa fazer assim em outras vezes?

Aquele discurso empolado, cheio de losangos e trigonometria que ele usa pra explicar o inexplicável não resolve. Baseado nisso, naturalmente iria com marcação atrás da linha da bola. Foi com três volantes? Não, e avançou o Uchoa para ligar Betinho e o Marquinhos. Um falso 4-4-2, ou um 4-2-2-2, ou algo que mantivesse o meio compacto e o ataque municiado. E eu achava que ele não ia fazer, mas fez. Ótimo, não queria nada diferente disso.

Na verdade, o que importa, é que este time do Avaí joga com uma alma como poucos. Na verdade, com Maria ou sem Maria, este grupo assumiu uma postura vencedora. E aí, meu nego, depois que embalar, ninguém pega mais.

Já estamos fazendo por merecer.

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2 pensamentos sobre “O time caveira

  1. “Na verdade, com Maria ou sem Maria, este grupo assumiu uma postura vencedora. E aí, meu nego, depois que embalar, ninguém pega mais.”

    Se subir ele não terá quase nenhum crédito, agora se por ventura o time cair de rendimento, aguardarei as críticas pesadas. É isso aí, incorporou bem o espírito dos corneteiros. Mas é assim mesmo, o mundo dá voltas, e todos têm direito de um dia puxar o saco ou pegar no pé, segue o baile. Abraço!

    • Não, Henrique, estás equivocado. É que eu não coloco esta importância toda em treinadores como se faz no Brasil. Parecem semi-deuses. Têm o seu papel importante, sim, como comandantes e é só. O resto é com os jogadores, tanto que se eles quiserem mandam os treinadores embora. Você sabe disso.
      A questão em relação ao Hémerson Maria por aqui é outro, é de cunho psicológico, aí fica difícil de comentar.
      O Avaí se classificando, será pelo trabalho de todos, cada qual na sua função, e não de um semi-deus incorporado na Ressacada.

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