Santa Catarina me representa

Qual o segredo para se estar presente em alguma coisa, em qualquer atividade na vida? É participar mais. É estar em evidência. É ser visto. E é isso que os clubes de futebol em Santa Catarina devem fazer, um esforço concentrado para estar mais presentes nas divisões principais do cenário nacional deste esporte. A quantidade gera a qualidade.

Diferente do que pensam torcedores medianos, alguns avestruzes que adoram enfiar a cabeçorra na areia e afirmando que só devemos participar do futebol nacional quando estivermos prontos, o correto é quanto mais participarmos, quanto mais no fizermos presentes, mais vamos depurando os problemas e ajustando a conduta. A resiliência é a atitude correta para enfrentar os desafios. Não é um trabalho acabado, mas de construção. Quem pensa ao contrário, lamento, precisa voltar aos bancos escolares.

Como torcedor avaiano, espero que os demais clubes de Santa Catarina fiquem sempre atrás da gente, claro. Mas como torcedor de Futebol (assim mesmo, em maiúsculo) e morador de Santa Catarina, quero que todos os nossos clubes participem de todas as divisões do futebol nacional, e com êxito.

O futebol catarinense sofreu durante anos com a importação de amores externos. Aqui, em primeiro lugar, torcíamos para clubes do Rio de Janeiro, de São Paulo, alguns de Minas e, com a expansão migratória, para clubes do Rio Grande do Sul. Enquanto isso, nossos clubes estavam em quarto, quinto ou em nenhum plano na expectativa dos torcedores. Além disso, a geografia em nosso Estado contribuiu para isolarmos as regiões, formando verdadeiros guetos culturais e atrasando a coesão estadual. Demorou muito para formarmos um sentimento catarinense e se construiu, ao longo dos tempos, uma rivalidade mesquinha e destruidora.

E ainda para mais ajudar, somos bombardeados por uma leva de besteiras vindas da mídia tradicional, que exacerba as rivalidades. O resultado é cada um por si, contribuindo para o enfraquecimento do nosso futebol. Mas isso parece estar mudando.

Quando que numa série B teríamos uma razoável quantidade de representantes lutando por boas colocações no G4 e não para ser rebaixados? E tudo isso com poucos recursos, embora os processos de gestão tenham se modernizado, ainda que alguns marqueteiros de galinheiro digam ao contrário. Antes, nossos clubes lutavam nas séries C e D, sem muitas esperanças. Hoje, temos um representante na série A, quatro na série B com chances de acesso reais e os outros que ainda lutam nas séries mais baixas, com mais dificuldades. Mas o caminho está aberto. Ainda teremos um catarinense campeão brasileiro na série A muito mais rápido do que se imagina.

Talvez, o que nos falte é coragem para enfrentar os desafios, uma Federação de Futebol mais atuante e uma mídia esportiva mais isenta. O resto vem atrás.

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