Sucessão de sucessos

Baseado no que publicou o meu amigo André Tarnowsky em seu blog, a respeito do processo sucessório na administração do Avaí Futebol Clube, faço algumas considerações.

Creio não ser novidade alguma para ninguém, mesmo para aqueles que não me conhecem pessoalmente, que apóio incondicionalmente a administração João Nilson Zunino. Exatamente por conhecê-lo há mais de trinta anos, sabedor de sua capacidade administrativa no mundo corporativo e de seu caráter, desde as primeiras horas de seu mandato alie-me à sua administração, sabendo que seria exitosa. E foi.

Não é preciso dizer, também, que não tive decepções fortes, muito menos a nação avaiana teve. Não é necessário, por oportuno, fazer um cansativo levantamento de conquistas para certificar isso. Dentro de todas as dificuldades existentes num clube de futebol da condição e do porte como o nosso (e como houve dificuldades), num balanço geral de cenário mais ruim, ainda assim pode-se bater palmas para tudo o que aconteceu.

É lamentável, contudo, que a murrinha instalada e a aversão reinante a ele (sim, foi pessoal, que ninguém diga ao contrário) tenha sido por resultados em campo. Por gols perdidos e frangos tomados. Por jogadores sem alma e sentindo o peso da camisa avaiana. Abriu-se, inclusive, um sentimento de ódio, que aumentou em proporções preocupantes, porque alguém perdeu um pênalti. Ou seja, na oceânica maioria das vezes, o mal-estar foi associado a lances de jogo do que por toda uma administração.

– Ah, mas o Zunino errou bastante.

Claro que sim. Houve muitos erros de avaliação e de perspectivas ao longo de sua administração. A principal delas foi o que gerou o rebaixamento em 2011. Ali, naquele momento, houve várias topadas. No entanto,  o saldo é positivo e, repito, não vou fazer levantamentos e relatórios. Quem tem boa vontade sabe do que digo. É bom que se diga que qualquer pessoa no lugar dele sofreria os mesmos reveses e as mesmas dificuldades, uma vez que é uma atividade altamente instável e que sofre com os perigos ao redor.

Ao longo desse tempo, a murrinha instalada, entretanto, revoltou-se além do saudável. Houve até uma mobilização política forte, interessante, da qual se esperava mesmo uma oxigenada dos conceitos de administração de futebol. Eu até me aproximei desse grupo, esperando que houvesse lapsos de lucidez. Porém, como todo combo oposição-engenheiros de obras prontas, muitos ficaram pelo caminho e largaram seus discursos vazios. A presença de muitos deles, alguns até no Conselho Deliberativo do clube, foi tão proveitosa quanto água em pó. Mas, como todo incompetente, preferiram, sempre, pôr as culpas nos outros do que arregaçar as mangas e apresentar algo produtivo. Uma linha sequer, um acento circunflexo já revelaria vontade de ajudar. Nem isso!

Com toda a sinceridade, nunca atribui maldade ao que pode ser explicado meramente pela falta de inteligência. E com todo o respeito que tinha por alguns deles (e que foi perdido quando faltaram a mim), achava mesmo que dali pudéssemos fazer um Avaí cada vez mais forte, mas o discurso vazio se esvaiu ainda mais por picuinhas e farrapos de ideias.

Mas, não se espera nada de onde não existe coisa alguma.

A próxima gestão, por certo, será ainda mais valorosa e vitoriosa para o Avaí Futebol Clube. E estarei lá torcendo por eles, para o bem de nosso clube.

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