No Curuzu dos outros pode?

As manifestações violentas e agressivas a que todo o Brasil assistiu, proporcionadas pela torcida do Paysandu, em seu estádio, no jogo contra o Avaí não são novidades no futebol. São imagens feias, vergonhosas, que trazem espanto e contrariedade, mas são mais comuns no futebol do que se pensa. Curioso são torcedores de outros times olhando aquilo e se indignado, como se eles mesmo não tivessem, ao menos uma vez na vida, feito ou convocado tais barbaridades.

O futebol tem disso. Não se deve banalizar a violência e nem conviver com ela, mas entender que ela está latente, incrustada na pele de todo torcedor, apenas esperando um fator desencadeante para se expressar. Torcedor de futebol, seja homem, mulher ou até crianças, se acham os donos da verdade. O seu time é o melhor e o mais importante do mundo e qualquer coisa dita ao contrário é motivo de caras feias e imposição de conceitos. E se não for por bem, vai por mal.

E há solução para isso? Será que um esporte tão popular pode, ao longo do tempo, perder seu encanto graças a estes brucutus de arquibancada?

Quero dizer, antes, que não sou politicamente correto e nem quero dar lição de moral a ninguém. Eu mesmo já me envolvi com grosserias. Uma vez, num clássico, um policial ria da nossa torcida por havermos perdido o jogo e eu fui tomar-lhe satisfação. Outra vez foi com um imbecil que queria invadir o gramado. Claro que não fui pras as vias de fato, mas discuti acaloradamente. Completamente equivocado em minhas atitudes, resolvi, por conta própria, me afastar por alguns tempos. E é esta a solução.

Torcedor que não sabe se comportar em estádios de futebol, que não tem comportamento civilizado, deve ser afastado. E o tempo de afastamento deve ser proporcional à gravidade de sua demonstração de macheza. A agressividade, a verdade estampada por meia dúzia de abobados que acham que tem, deve sair das arquibancadas. Torcidas organizadas, para mim, por exemplo, seriam extintas num primeiro ato.

Claro que a competitividade e o caráter de jogo no futebol, antes do esporte, incendeiam os ânimos. Mas é preciso saber que ninguém tem o direito de se impor em relação a outro e transformar uma praça de esporte, lazer e diversão num campo de batalha.

A coragem desenfreada e a força desmedida de alguns tem que ser banidas do esporte, sob pena de termos que ir armados e com segurança para assistir a uma simples pelada entre casados e solteiros.

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