Todos venceram

Estas eleições para o Conselho Deliberativo mostraram o que é o Avaí. Há quem não entenda o que é este clube, o seu significado. Mas ele é assim, tudo é superlativo, diferente, coisarado. Uma eleição que era simples batimento de chapas, uma sendo alternativa e a outra circunstancial, virou acontecimento. Foi registrada nos anais, não só do clube, mas da cidade de Florianópolis. Nunca se viu algo assim por aqui. Se fez uma votação com características de julgamento de réus e juízes ao mesmo tempo. Um exame final onde passaram professores e alunos. O Avaí venceu, de goleada. Foi bola na gaveta, que tocou na trave, a partir de uma bicicleta do craque. Tudo valeu.

Tivemos avaianos de todos os tipos; os verdadeiros, os valorosos, os velhos, os jovens, o ilustres e os desconhecidos. Os de internet e os de beira da praia.

Por isso é que as coisas daqui por diante têm que ser diferentes, pois todos participaram. Não vou mencionar os que não foram, valorizo os que nunca deixam o Avaí na mão. Os avaianos se uniram numa causa comum, mesmo em lados opostos, que é a do crescimento do clube, que já vem crescendo e mostrando a ocupação do seu espaço.

Os avaianos da situação perceberam que uma voz lhes acossava os ouvidos. Mesmo sendo uma voz subterrânea, que não se misturava, e que quando participava ficava no seu cantinho, era um voz que se fazia necessária.

Os avaianos da oposição devem entender que mesmo não sendo felizes na votação não é hora de fraquejar. Saber que não podem mais sair de campo. A festa é dos dois grupos, a festa é de todos. A festa requer armas depostas e braços dados.

Uma eleição como esta ensina e educa. Sabe-se que ninguém é dono da verdade e que há diversas opiniões, que devem ser respeitadas. Sabe-se, também, que o lugar para desavenças e mesquinharias acabou. Aquele discurso arrivista e agressivo não terá mais espaço. Ele foi derrotado. E sobrou o discurso do “também quero participar”. Este, sim, deve ser preservado. A partir de agora, cara feias, vingancinhas, rancores, revanchismo, acusações levianas e críticas pela crítica vão se encerrar, pois serão ridicularizadas por não quererem ajudar, por estarem acima do bem e do mal.

Aquilo que se viu nesta quarta-feira demonstrou que há quem queira estar junto ao Avaí, mesmo com algum ranço ainda embutido. Os que não quiserem ajudar, por favor, a porta da rua é serventia da casa.

Dessa forma, a crítica agora não pode mais ser a do tapa escondido em luvas de pelica. Deve ser a crítica participativa, a crítica de quem quer construir, a crítica de quem quer estar junto. O ódio, por isso, perdeu seu espaço, pois ele não constrói, ele destrói.

E se os avaianos aceitaram rever seus conceitos, cada qual com sua opinião, então o momento é de síntese, de participação conjunta.

Neste dia conhecemos um AVAÍ SEMPRE MAIS FORTE. Um brinde a todos os avaianos.

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