Aplausos falsos

Às vezes eu penso que há pessoas que se fazem de idiotas para serem chamadas de queridinhas. Ou de coitadinhas, sei lá. É muito mais bacana manter uma conversa tolinha e sem argumentos plausíveis do que assumir um posicionamento. Já foi dito à exaustão que para arrumar inimigos basta ter opinião. Meus amigos Tarnowsky e Assis já estão provando disso.

Às vezes, em alguns casos, essa opinião deve ser temperada com açúcar, para não causar polêmicas.Talvez seja uma estratégia para querer ficar de bem com todo mundo. No universo de internet, serve para aumentar platéia para quem tem blog, por exemplo.

Pois não é outra a minha compreensão do que leio e ouço por aí a respeito da campanha da Chapecoense, tida como a sensação da temporada no futebol brasileiro. Contudo, ressalto, é a sensação da temporada, onde tudo deu certo.

Tenho amigos em Chapecó e na região do Oeste. É uma região que cresce a olhos vistos. A atividade agropecuária deu uma levantada em todos os sentidos àquelas terras. Há gente muita ordeira, honesta e trabalhadora por lá. A visibilidade, por si só, de tudo por lá, tem crescido muito e justificado essa própria campanha da Chapecoense. Uma coisa veio atrelada a outra.

Assim, é muito simplório atestar que foi por causa da gestão econômica do Verdão do Oeste que ele chegou à série A. Não, é uma conjunção de fatores. O crescimento é agregado à própria condição financeira da região e não é de agora.

Mas também não é de agora que a Chapecoense tem batido na trave por diversas vezes. Há dois anos bateu tanto que foi rebaixada no Estadual e precisou de uma virada de mesa para voltar à elite catarinense. Alguém disse isso? Ninguém diz.

Tem feito times de jogadores achados no laço e que jogam a vida por isso. Tais jogadores não jogariam em Avaí ou Figueirense, muito menos em Criciúma ou Joinville pelo salário que ganham lá. Mas lá eles jogam, porque para alguns deles é a última cartada.

E vou deixar de lado, de propósito, a história do Aloísio.

Não vai aqui nenhum preconceito, demérito ou o que seja, até porque eu torço para que a Chapecoense faça bonito no Brasileirão de 2014 e vença esse ranço de seus habitantes terem que torcer para times gaúchos, pois o seu, durante anos e com a mesma gestão econômica, não passava da segunda fase da Série D.

E que, daqui por diante, quando quisermos jogadores dos times do Oeste, eles realmente joguem futebol e não venham para cá apenas frequentar nossos resorts, bares e balneários.

O problema de nossos comentaristas de futebol é que estão usando a Chapecoense com outra finalidade. A intenção é muito clara. Até outro dia o Verdão era tido como cavalo paraguaio por estes que hoje babam em relação ao seu futebol. Há um ódio encravado por aqui, ódio de perdedores, e tudo o que for bom para levantar a moral dos outros é exacerbado e exaltado com vistas a desmerecer qualquer negócio que se relacione ao Avaí, aliás, diga-se, que se relacione a esta diretoria do Avaí.

Tem gente, realmente, querendo se fazer de queridinho.

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2 pensamentos sobre “Aplausos falsos

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