De avaianos e de torcedores

Chegamos ao fim de um ano estressante no futebol da Ressacada. Muito se disse e muito ainda será dito. O balanço, obviamente, é negativo. Não se pode creditar “parabéns”, “bacana”, “valeu” a um grupo perdedor, desde a direção até o roupeiro, passando pela comissão técnica até os jogadores. Até torcedores. Todos, avaianos, temos um dedinho de culpa ou de responsabilidade nesse processo intragável que foi o ano de 2013. Eu disse todos. Nessa hora alguns idiotas vão copiar este texto para republicá-lo no futuro, com o intuito de me emparedar. Não tem problema, as portas de meu blog “que não é lido” estão abertas.

Entretanto, muita gente põe nas costas do Julio Rondinelli a razão de não termos obtido o acesso, muito menos a Copa do Brasil ou ainda o Estadual. É o Cristo da moda. A bruxa a ser queimada. No passado era o Zunino, mas por vergonha por causa de sua doença, hipocritamente se muda o foco.  Há até alguns espertos que vão rasgar a carteirinha porque a direção decidiu manter o Rondinelli no clube. Aquele tipo de murrinha de bipolares tão comum em torcedores chatos. Sinceramente, o Avaí não precisa destes, então, façam bom proveito com a porta da rua. Rasguem as carteirinhas mesmo. O Avaí quer gente na alegria e na tristeza, em qualquer circunstância, e não meia dúzia que perde uma eleição e fica enchendo o saco dia e noite. Chega dessa bobagem e desse discurso de coitadinhos. Vou mandá-los à merda, porque para os quintos dos infernos eu teria pena do diabo.

O Avaí precisa que todos, eu disse TODOS, se unam para que o clube avance em seus projetos. Remoer magoas de ofendidos é para meninas pré-púberes. Os adultos arregaçam as mangas e vão trabalhar. Não deu? Toca pra frente e faz de novo, pois é assim o futebol.

Julio Rondinelli pode ter errado no laço. Foi enganado na escolha das laranjas. Lhe venderam galinhas ao invés de raposas. E ele comprou. Isso é exceção? Nunca. A maioria dos agentes de futebol e diretores da área por aí cai na mesma armadilha. O próprio Figueirense, minutos antes do clássico, era execrado por sua imensa (?) torcida como um time de merdas, aquela mesma torcida que encheu o estádio do Bragantino e não foi capaz de encher o seu o ano todo. A mesma torcida que pichou muros e depois chorou lágrimas oportunistas na Beira-Mar. Exatamente como fazem muitos avaianos que hoje rasgam carteirinhas em função de resultados. Eu levanto o dedo do meio para este tipo de torcedor. Eu respeito os que vão na chuva e no frio, na fila e no sol. Os outros, os modinhas e oportunistas são uns nadas. Não valem aquilo que tem nos intestinos.

Julio Rondinelli errou, claro. Errou bastante. Não o eximo disso. Mas não foi por omissão. Talvez tenha errado por confiar. Por imaginar que daria certo. Como qualquer um de nós fazemos quando contratamos alguém para nos executar uma tarefa. Vem com recomendações e se mostra incompetente. Ele assumiu um papel e não contava com os percalços do futebol. Foi tanto algoz quanto vítima nesta barafunda que foi o ano avaiano. Mas Julio Rondinelli foi o cara que negociou Eduardo Costa, Cléber Santana e Marquinhos que 10 dentre 10 torcedores adorou. Achavam que com estes jogadores no time o Avaí teria um ano de glórias. Até o cara do zuninômetro aplaudiu, vejam só. Não importavam os outros jogadores que viessem, pois comporiam o elenco se dizia.  Eu ouvi e li isso em muito lugar, de gente que é namorado de jogador e hoje detona tudo.

Julio Rondinelli trouxe o Hémerson Maria, um ícone para viúvas desconsoladas. Mas aquela velha mania de tirar as partes do todo e dar ênfase apenas às partes é o apanágio dos inconsequentes. Aliás, de gente que queria assumir a direção avaiana há poucos dias. Imagine a festa de incompetência. Os caras que sofrem de incontinência urinária sem saber o que fazer quando o buraco fosse ficando maior.

No futebol, mesmo ganhando nunca a coisa estará pronta. Se somos torcedores é pra vida toda e não para quando as coisas fluem a nosso favor. Isso não é ser torcedor. Pode ser qualquer coisa, mas não pode ser considerado torcedor. Tá mais do que na hora de termos torcedores e não políticos, revolucionários de causas mortas.

O Avaí de 2014 será mais leve. Será mais competitivo e dinâmico, pois se aprendeu a desconfiar daquele discurso de “faremos o nosso melhor” ou de quem beija o escudo emocionado. Os velhos ídolos nos decepcionaram e é hora de se repensar a sua importância. E é hora também de ver quem está conosco e quem está aí só para se defender suas teorias furadas.

Os torcedores avaianos foram convocados. Quem vem?

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