Um dia após o outro

A formatação do time do Avaí em 2013 cercou-se de expectativas. Quase todos os torcedores que têm os olhos voltados para o Sul da Ilha, naqueles dias se entusiasmaram diante do que se estava configurando. Claro que sempre há um ou outro murrinha, com um rancor grudado em seus tutanos, que viraram o rosto para as esperanças que se renovavam. Ao final do ano, os 99,9% provaram o gosto amargo da frustração, do “podia e não deu”, das falsas perspectivas. E os murrinhas riram com o “O NON DISSE?” estampado em seus beiços.

Neste ano, uma nova configuração se desenvolve. Desta vez, diferente dos outros anos, o Avaí segue com uma base do ano passado mesclada com novas caras. Substituímos Naldo, Rodriguinho e Jeferson Maranhão por Bocão, Julio Cesar e Eduardo Neto. Mas temos Cléber Santana desde o começo e agregamos a boa forma física de Eduardo Costa, e com Betinho e Luciano no ataque, que ainda podem dar um bom caldo bastando eles quererem.

Aparentemente, o time é bem melhor, mas ainda joga com as costas carregadas do ceticismo, aprendido pela decepção do final do ano passado, e com uma marra que a gente não sabe qual a razão. Dessa vez, não apenas os 0,1% de murrinhas olham de lado, mas muitos dos outros antes otimistas inveterados se remexem nas cadeiras da Ressacada. Eu, contumaz e fiel otimista, incluso.

A prova disso é que nunca se viu, como nesta semana, uma onda de rejeição tão grande ao maior ídolo do Avaí da atualidade, Marquinhos Santos. Razões de sobra para um lado ou outro foram largadas nas redes sociais e até no jogo de quarta-feira quando atropelamos um moleque metido a travesso. Se percebeu que todos somos falíveis e que não basta o nome, mas a atitude.

E aí a gente acaba constatando que a verdade pertence a todo mundo e a cada um em particular. Se eu defendi, às vezes sozinho como dono de blog, o trabalho do presidente Zunino ao longo de anos, por conhecê-lo e saber de seu valor, e por razão disso fui execrado a cada esquina como um cachorro sarnento, há quem defenda o Marcos de Biguaçu como a um deus. Estou mentindo? Posso nominar e citar os exemplos. Pois a mínima menção negativa a seu nome, o menor comentário sobre uma sobrancelha dele mal penteada e uma saraivada de impropérios deságua nessas internets.

Aliás, algumas pessoas que me enquadraram, hoje eu posso chamar, tranquilamente, de pombos e pombas enxadristas em relação ao Marquinhos. Alguns meio murchinhos, claro. Identifico nome e CPF, o que é desnecessário, obviamente. Eu poderia dizer, por exemplo, que o Marcos está pagando para ser “bem falado”. Ou que alguns tenham interesse profissional nesta defesa incondicional.

Ao final, entretanto, chega-se à conclusão de que queremos as coisas terminando bem. Esse é o ponto. Sem viver jogando pedras gratuitamente. Defender as pessoas que queremos bem, pelos seus valores, não se configura nenhum demérito ou interesse enviesado. Talvez sirva de lição para muitos que se acham donos da verdade pensar que torcer para que as coisas dêem certas não é ser puxa-saco e chapa branca. É apenas dar uma opinião de torcedor e de quem deseja o melhor.

E será que, após várias reflexões, se aprendeu com isso? Duvido. Como já disse alguém, é a linguagem do futebol e ele requer ofensas gratuitas e insultos obrigatórios. A razão está, sempre, com quem bate.

Kart: RA Entrevista – Série Campeões #1 – Allan Becker

O RA RACING Interview 2014 abre sua série de entrevistas com os campeões de 2013. Nosso primeiro entrevistado foi o vencedor da RA RACING CUP 2013, entrevistamos o piloto Allan Becker, que foi bem sucedido em 2013 e é uns dos favoritos ao título da categoria AS em 2014. Será que ele consegue o bicampeonato da RA RACING CUP?

RA Racing Interview: Allan, como você avalia a sua participação no RA Racing Champ 2013. O que faltou para você conseguir o título da AS ou SP?

Allan Becker: Foi positiva, com alguns pódios e algumas boas corridas, mas insuficiente para ficar satisfeito. Faltou dedicação e muito treino, visto que o nível dos pilotos é muito elevado.

RARI: Como você está se preparando para a temporada 2014? Tem treinado?

AB: Última corrida que fiz foi na última etapa do RA, sem nenhum treino.

RARI: Qual a sua expectativa para a temporada 2014? Dentre os pilotos já confirmados, quem você considera favorito para vencer a categoria AS?

AB: Com essa a nova regra do descarte, mais pilotos terão chance de ficar bem qualificados e brigar com os ponteiros do campeonato de 2013.

RARI: Vemos que vários pilotos com correram profissionalmente estão vindo correr no rental kart, como você analisa essa situação? Considera o rental kart, um local de profissionais ou amadores?

AB: No Rental Kart todos têm espaço, amadores e profissionais. Com equipamentos equalizados, baixo custo para correr e grande variedade de eventos, tem atraído cada vez mais pilotos profissionais e aspirantes.

Kart: Novas Vagas e Novas Categorias

Como informado anteriormente a SK RACING e a RA RACING se uniram em prol do kartismos catarinense. A RA RACING já tinha suas vagas esgotadas, porém realizamos uma negociação com o Kartódromo Internacional Beto Carrero e em 2014 teremos 20 karts no GRID!
Acreditamos nesta parceria e vamos em frente.

Queremos dar as boas vindas aos pilotos da SK RACING e informar que criamos duas novas categorias no campeonato RA RACING CHAMP 2014 para não os prejudicar. Desta forma, abrimos novas vagas nas categorias existentes, no momento temos: 3 vagas na categoria NP e 2 vagas na categoria SP, porém alguns pilotos não confirmaram.

Mesmo não havendo mais vagas, teremos fila de espera.

Sobre as novas categorias, primeiramente criamos a categoria BF (Feminina). Esta categoria foi criada para valorizar as mulheres em um esporte que pouco as valoriza, queremos mudar isso e criar um grupo forte em Santa Catarina. As INSCRIÇÕES SÃO GRATUITAS e as etapas são disputadas em rodada simples.
REGULAMENTO BF: AQUI
VAGAS: 20

A segunda categoria criada foi a categoria OPEN, esta categoria é de baixo custo, criada para os pilotos que tem o costume de correr apenas uma bateria por etapa. Desta forma proporcionamos a oportunidade de todos pilotos participarem do maior campeonato de Santa Catarina!
REGULAMENTO OPEN: AQUI
VAGAS: 20

Ao realizar sua inscrição, o sistema irá colocar seu nome na lista de pilotos inscritos: AQUI
Na categoria BF, as pilotos já aparecem em verde, pois não é cobrada taxa de inscrição. Já nas outras categorias o piloto aparece em amarelo e só passa à cor verde quando realizar o pagamento da inscrição e o envio do comprovante para financeiro@redassracing.com.

Gostaríamos que todos os pilotos que ainda não conhecem nossa organização, que visitem nossos sites! O conteúdo gerado em nossos sites é o melhor do Brasil. Seus nomes são vistos por mais de 12 mil pessoas/mês.

Por favor,
acesse: http://www.raracing.com.br/
acesse: http://www.arasj.com/
acesse: https://www.facebook.com/raracing
acesse: http://store.raracing.com.br/
acesse: http://cup.raracing.com.br/

Também pedimos à todos os pilotos inscritos que acessem: https://www.facebook.com/groups/173008119439440/
Este é o nosso grupo no facebook, ao se inscrever no grupo, nossa organização irá liberar cada um de vocês. Este grupo é um ótimo canal, muitas informações são postadas nele!

A RA RACING tem os seguintes parceiros: AQUI
Muitos dos nossos parceiros proporcionam descontos em seus serviços à pilotos da RA RACING

Pedimos também que leiam todos os regulamentos existentes neste link: AQUI

Esperamos que todos vocês compitam em nosso campeonato!

Um grande abraço,

RA RACING

Normal e natural

Fizemos o esperado. Aplicamos uma goleada naturalmente num time fraco.

Num campeonato como o Catarinense, onde o fator casa delimita campanhas e o equilíbrio sacramenta uma jornada, vencer, de goleada, os times ditos pequenos é o que faz a diferença até se chegar ao título. Por isso que todo mundo, todos os avaianos ficaram aborrecidos (sei, a palavra é outra!) por não termos vencido na estréia o limitado Atlético de Ibirama.

Os puristas irão dizer que não jogamos uma boa partida e os chatos dirão que podíamos ganhar de mais. Sim, claro, eu também iria dizer isso (nessa hora um fã que não me larga dirá que eu também sou chato). O fato é que o tal dever de casa foi feito. Conseguimos recuperar a pontuação e seguimos firmes em busca de um lugar na fase final.

A tarde/noite extremamente quente, com calor infernal, não convidava à prática do futebol. Quem já bateu uma bolinha sabe que correr dentro de uma sauna é desumano. E o campo, naquelas condições, estava com temperatura elevadíssima beirando aos fornos do capeta. O coração acelera demais, os músculos travam e a cabeça vira um balão de aniversário. Talvez seja por isso que o atacante Luciano, exímio matador (não, não começa!), tenha perdido tantos gols.

Hein? Não foi por isso?

O público, por sua vez, foi o de sempre, os mesmos avaianos. Os que não deixam o clube na mão. Há uma porção que sabe das dificuldades, mas fica em casa e só vai na boa. São os que se dizem avaianos, mas não nutrem qualquer sentimento pelo clube. Como esse assunto é muito chato, quero que se lixem.

O importante, contudo, é perceber outra coisa.

Marquinhos Santos sorriu. E isso faz uma enorme diferença.

Quando o Galego de Biguaçu, o badass da Ressacada, quer jogar, o time todo fica mais leve, não tendo que carregá-lo nas costas. Cleber Santana, por exemplo, fez um partidaço, graças ao trabalho de Marquinhos, que o deixou jogar livre e solto.  Se o Luciano Balotelli desencantou é porque Marquinhos permitiu, chamando para si a marcação e deixando os atacantes fazer o que quisessem na área. E se a defesa jogou com calma e paciência foi porque Marquinhos, antes do jogo, conversou com os dois brucutus ao pé do ouvido e pediu tranquilidade.

E tanto foi a sua boa atuação que no momento em que foi substituído percebi que corriam lágrimas em alguns camarotes. Atacou, defendeu, marcou, chutou, passou e deu alegrias à petizada. É o que se quer dele, apenas isso. Apenas.

Viu, leitor, com Marquinhos Santos, sendo o Marquinhos, o Avaí joga melhor. Claro, não tem nada a ver com o atrasado que caiu na conta. Isso não quer dizer nada.

Meu amigo José Carlos Pauli, dono do Restaurante Quero Mais, ali no Estreito, que é primo irmão do Galego e já me contou muita coisa interessante da vida dele, a essa hora deve estar muito feliz diante da atuação do Marquinhos, né Zé?

De volta para o nosso aconchego

A nação azurra volta ao seu reduto mais amado nesta noite de quarta-feira. Fazia tempo que estávamos longe da Ressacada, nosso lugar preferido, nosso cantinho estimado. Mas o torcedor avaiano vai ressabiado.

As afirmações que alguns avaianos fizeram, depois da fatídica estréia no domingo, têm fundamento. Afinal, ninguém quer ver um time nosso jogando mole. Poderia ter sido o forte calor? Sim, poderia. A preparação da temporada ainda está em fase inicial e as pernas estão travadas? Sim, claro! Mas podem ser outras coisas também e que eu não vou entrar no mérito. Por isso, vamos ao jogo contra o Juventus dando o apoio que é necessário, para que os jogadores entendam que a coisa é séria.

É bom avisar aos adolescentes, também, que ninguém está fazendo terra arrasada. Pelo contrário, todos temos consciência de que este time do Avaí sabe jogar bola. Deu mostras disso e quem acompanhou a Série B de 2013 sabe do que estamos falando. Este time do Avaí, mesmo com algumas caras novas, pra ruim não serve. O problema é que, um não gostou do tricô e do crochê que outro fez. E um personagem bem curioso também apareceu nos vestiários. Um tal de ego. E aí, o caldo desandou e o final todo mudo já sabe. Assim, uma exigência mais acintosa é perfeitamente natural.

É bom salientar que muitas das desconfianças são em relação ao maior ídolo da Ressacada da atualidade, Marquinhos Santos. Como já disse e repito à exaustão, ele não tem que provar mais nada para ninguém sobre a sua capacidade. Sabemos o que ele já fez. Ídolo a gente guarda na memória. Mas o jogador Marquinhos Santos está devendo. E muito!

E eu confesso que não tenho paciência para explicar a alguns tansos a diferença. Se não querem entender e acham que é pegação gratuita, problema deles. Aliás, é muito engraçado que alguns defensores contumazes do Marcos, cuja personalidade está sendo estupidamente blindada, são os mesmos que chamavam o Zunino de ladrão e safado. Portanto, o que se pede ao Galego de Biguaçu é que assuma um pouco mais daquilo que ele mesmo diz ser, um avaiano, que é sinônimo de garra e superação. E que se deixe essa coisa tola e imbecil de que ele está cobrando escanteio e correndo para cabecear. A sandice tem limites.

Dito isto, é bom dizer que o que precisamos ver nesta quarta-feira é um time determinado. Um time que entre em campo e mostre que em Santa Catarina quem manda é o Leão da Ilha.

Em Ibirama os nossos jogadores não foram. Ficaram pelo caminho da BR-101 e por lá o que vimos foi um amontoado de gatinhos mansos. Foram presas fáceis do esforçado e limitado Atlético Herman Aichinger.

Na Ressacada, tenho certeza, será diferente.

Assim, vamos para o mais belo estádio de SC nesta noite esperando que em Ibirama tenha sido apenas o calor e a musculatura e não a conta bancária, cabelos pintados ou brincos estilosos que tenham interferido na conduta em campo de nossos valorosos rapazes.

Desenhando o jacaré

São muito curiosas as alegações do pessoal que adora jogar pedras, mas não quer ser vidraça. Ou de quem se importa com miçangas, badulaques e ornamentos, fantasias, alegorias e adereços, e não com o conjunto da escola de samba. A árvore ao invés da paisagem. A vírgula ao invés do texto. Tirar as partes do todo e transformar esta parte no principal assunto.

Ora, há uma discussão tola, improdutiva e sem noção quanto às camisas confeccionadas pela Fila® para o Avaí. Há gente defendendo tese de araque sobre uma simples manga, um selinho, uma gola que “invadiu os espaços”. Vamos combinar, verão é época de férias, por isso eles não tem nada para fazer mesmo. E, o que é pior, a mãe de todas as sandices, ainda querem alegar que se está arruinando a carreira de um jogador como Marquinhos Santos e não se importando com os ombros largos da camisa. Chama a mãe que o pai tá doido!

Quando eu vejo isso, estes argumentos toscos e sem qualquer conduta lógica, eu começo a perceber que estamos longe, mas muito longe de  ser um clube de futebol representativo no cenário nacional, graças a estas conversas de comadre. As pessoas estão gastando energia desnecessária com costuras e cerzidos, mas não querem que se cobre mais volume de jogo deste ou daquele jogador.

Ou não têm mesmo o que fazer ou querem posar de críticos, achar sempre um defeito para ter o que dizer. A Fila® que não se importe, pois amanhã vão achar que as cores da camisa são diferentes ou que ela tem cheiro de… tecido. E se não forem as camisas serão os meiões e se não forem os meiões serão os calções.

Dizem que futebol é difícil. Não, não é. O que é difícil é agüentar isso, estas tolices.

Ora, para que alguns analfabetos funcionais entendam, não se está deixando de lado os detalhes da camisa para bater em Marquinhos Santos. O problema é que eles são menores agora. Não estamos com essa bola toda para rejeitar uniformes, com a qualidade que for, e contemporizar em relação à má disposição dos atletas avaianos. Ou de alguns deles.

É bom que se diga que Marquinhos Santos não será, jamais, execrado por qualquer torcedor. Ao menos pelos avaianos. Marquinhos Santos não tem que provar nada para ninguém. Ele está na galeria dos maiores ídolos deste clube. Faz parte da nossa gloriosa História. Tem lugar de destaque em qualquer discussão a respeito do Avaí. Se tornou uma lenda em nosso futebol e é temido por todos os adversários em nosso quintal, mesmo que não admitam. Uma jogada só, um passe, um toque, uma virada de pé e ele pode fazer o inominável, o assombroso, o indistinguível. É daqueles jogadores super-dotados, com uma inteligência acima da média. Ninguém tem o direito de acabar com a carreira deste jogador. Acho que nem ele mesmo.

Ocorre que ele jogando como tem jogado, de mal com técnicos, jogadores, com torcedores, com dirigentes e com a imprensa só tem a perder. E o Avaí junto com ele. Não nos serve. É dele que se espera os gols espíritas e os antológicos. É dele que se quer o calção sujo da grama e a canela sangrando. É ele que se quer extenuado e cansado, mas com sucesso escorrendo no rosto por ter levado o Avaí a mais uma vitória. Eu não quero jogador com má vontade no meu time, que isso fique bem claro. Até o senhor Marcos Santos. Ele pode ter todos os argumentos louváveis da vida, os existentes e os inventados, mas eu o quero sendo efetivo dentro dos noventa minutos de uma partida. Ou pelo menos em um só, mas sendo o suficiente para vencermos.

E eu quero Marquinhos Santos jogando e sendo efetivo com a camisa mais feia do mundo, porém nos fazendo vibrar por mais um título.

Se alguém quiser que fique com o jacaré com todas as alegorias e adereços, pois eu prefiro ficar com toda a lagoa e o Leão soberano sobre ela.